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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O retumbante Rim Bam Bum - Cinelândia - Rio de Janeiro - RJ

Ao que parece está aberta a temporada de artistas de rua no Rio de Janeiro. Desta vez foi o som dos metais e o ribombar do tambor do grupo chileno Rim Bam Bum que fez o povo parar para ver a banda passar na Cinelândia.

Uso de metais cria um belo efeito e dispensa o uso de equipamento de som.

O grupo Rim Bam Bum é uma banda formada por jovens músicos que tem como objetivo instalar a alegria do carnaval através do som dos metais e da percussão. Em seu repertório entram cumbias (estilo popular nascido na Colômbia) e ritmos latino-americanos mesclados com sons ciganos oriundos da Europa. O resultado desta mistura é o conceito de festa que o Rim Bam Bum se esforça em resgatar, buscando a identidade de uma geração que se reencontra com suas raízes.

Saxofones de todos os timbres e para todos os gostos.


Diga-se de passagem que o carnaval chileno é bem diferente do brasileiro, o que torna a proposta do grupo ao mesmo tempo curiosa e intrigante. Os ritmos, fantasias e danças apresentados pouco tem a ver com o samba e o gingado das mulatas brasileiras, mas servem para mostrar o quão rica é a cultura latino-americana em sua diversidade e singularidade.



A fantasia colorida e a coreografia que lembra um pássaro chamou a atenção do público.

A turma do Rim Bam Bum fica no Rio de Janeiro até início de março e fará uma apresentação no Circo Voador, além é claro, de continuar levando cor, alegria e música aonde o povo está.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A marimba e o Largo do Machado - Rio de Janeiro - RJ

Voltar para casa gastando sola tem várias vantagens: areja a mente, faz bem para a saúde e permite ver o que anda acontecendo pelo caminho. Foi assim que nesta última segunda-feira, ao caminhar pela Rua do Catete percebi um som familiar, que havia despertado minha atenção em Moçambique, quando passei um tempo em Maputo.

Era o toque sútil de uma marimba, anunciando que mais a frente alguma manifestação africana estava em andamento. E não deu outra.

Grupo Afro-colombiano Kafrika Folkpop.

Logo adiante, no Largo do Machado, um grupo de espectadores demarcava o local de apresentação do grupo afro-colombiano Kafrika Folkpop, que com suas roupas coloridas, evoluções acrobáticas e ritmo envolvente não tinha como passar desapercebido.


As coreografias são inspiradas nas danças africanas tradicionais.

O Kafrika vem percorrendo vários países da América Latina apresentando sua arte como forma de divulgar tanto o rico folclore colombiano quanto o legado africano. Segundo Kizu Marimba, integrante do grupo, esta é uma forma de mostrar aspectos positivos da Colômbia, que tem sua imagem sempre associada ao narcotráfico.


A performande dos dançarinos chama a atenção do público.
 Aqui no Brasil já se apresentaram em várias cidades, tendo iniciado sua turnê pelo Estado do Acre. Na região Sudeste, já passaram por Minas Gerais, São Paulo e agora estão no Rio de Janeiro. A idéia é continuar a jornada até seu objetivo final, a África - onde pretendem conhecer Malí e Angola. A receptividade do público tem sido boa e o que atrai a atenção é justamente a musicalidade diferenciada e o carisma dos artistas. Os instrumentos utilizados seguem os padrões tradicionais africanos e se constituem basicamente de tambores, maracas e uma marimba.


Tambores dão o tom na apresentação do Kafrica.

A marimba é um instrumento de percussão bastante antigo, considerado precursor do xilofone. Teve origem na áfrica, mas seu som doce e melodioso logo fez com que fosse incorporado às orquestras de diversos paises ocidentais. Consiste de várias palhetas de madeira dispostas sobre um suporte e o som é produzido por baquetas. Tubos ou cabaças de ressonância servem para amplificar o som.


Kizu é quem faz a marimba cantar.

Até chegar a África, Kizu e seus amigos tem um longo caminho pela frente. Mas se depender da animação e da vontade de mostrar sua cultura, ao que tudo indica, o Kafrika vai longe.