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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Brique da Redenção - Porto Alegre - RS

Brique, para quem não sabe, é um ponto de venda. O termo tem origem no francês Bric-a-brac, posteriormente aportuguesado para bricabraque e finalmente reduzido à brique! No extremo Sul do Brasil ele é utilizado também para sinalizar aquelas lojinhas de móveis e objetos usados e, mais recentemente, para designar a maior feira de artesanato e antiguidades do Rio Grande do Sul: o Brique da Redenção.

Mas dizer que o Brique da Redenção é apenas uma feira não faz jus à dimensão sócio-cultural no qual se transformou este evento que atrai milhares de pessoas todos os domingos pela manhã ao Parque da Redenção - ou Parque Farroupilha, como também é conhecido. O que começou como uma reunião de antiquários na década de 70, em 2005 foi proclamado Patrimônio Cultural do Estado do Rio Grande do Sul e se converteu num dos maiores atrativos turísticos da cidade de Porto Alegre.

Venha para ver e ser visto


Isto vale em todos os sentidos. Apesar da venda direta ser boa, alguns expositores deixaram claro que o Brique é uma grande vitrine e uma excelente forma de estar em contato com potenciais clientes, incluindo lojistas que buscam novidades para seus negócios. E não pense que é fácil montar sua barraquinha por aqui! Há um rigoroso processo seletivo e acompanhamento constante para garantia da qualidade. Isto sem falar que a entrada de novos expositores só ocorre com a abertura de vagas pela saída de algum veterano, o que não acontece frequentemente.

Família faz pose para Lambe-lambe.

Por outro lado, muitos frequentadores gostam de fazer do Brique um ponto de encontro para rever novos e velhos amigos e - óbvio! - saborear aquele chimarrão ao sol (no inverno, pois no verão a preferência é pela sombra amiga das árvores que margeiam a avenida). Isto vale para encontros previamente combinados ou não, pois no meio de tanta gente é comum encontrar um rosto conhecido e partir para colocar a prosa em dia.

Políticos em época de campanha, atores, músicos, divulgadores de causas humanitárias ou comerciais, todos acorrem ao Brique na esperança de se fazerem ver e ouvir.

De Feira das Pulgas à Patrimônio Cultural do Estado


Em 1978, por iniciativa da Prefeitura de Porto Alegre, um grupo de especialistas elaborou um projeto de implantação de uma feira de antiguidades, tendo como base as feiras que já ocorriam em San Telmo, em Buenos Aires, e do Mercado de Pulgas em Montevidéu. A Feira das Pulgas, como foi chamada, era inicialmente composta por 24 expositores que comercializavam objetos antigos.

Vários artistas locais expõem suas obras no Brique da Redenção.

Passados quatro anos, em 1982, a Feira recebeu o reforço de 40 artesãos e artistas plásticos que começaram a expor seus produtos no parque, ao lado dos antiquários. De lá para cá o sucesso crescente fez crescer também a Feira, que passou a ser conhecida como Brique da Redenção e aos poucos foi ganhando organização e se institucionalizando. Em 26 de outubro de 2005 foi sancionada a Lei 12.344 que declarou o Brique da Redenção integrante do patrimônio cultural do Rio Grande do Sul e no ano seguinte o Brique tornou-se a primeira feira do país a utilizar coletivo de venda com cartão de crédito.

Originalidade com qualidade


Uma volta pelas barracas enfileiradas ao longo da Av. José Bonifácio é o suficiente para comprovar o alto nível dos itens expostos. São artigos que primam pela qualidade no acabamento, mas que também se destacam por serem originais.

Após visitar mais de uma centena de feiras de artesanato Brasil afora e encontrar sempre o mesmo estilo de produção - que não por acaso apelidei de artesanato industrializado - chamou minha atenção o número de barracas que ofereciam produtos exclusivos e efetivamente feitos à mão! No Brique ainda se pode encontrar manifestações regionais genuínas com qualidade, bom gosto e o toque nada sutil de um humor escrachado, bem de acordo com o jeito franco de ser do gaúcho.

Por exemplo, em que outro ponto do País se encontra um chaveiro de couro trançado com uma unha de avestruz? Ou facas que são verdadeiras obras de arte, com lâminas feitas de aço de arado? Se ficou curioso não deixe de conferir a banca 16 do Daniel Guasqueiro. Por aqui também encontrei vários artesãos que transformam porongos em cuias de chimarrão ornadas com prata que fazem bonito tanto em sedes de fazenda quanto em joalherias. Isto sem falar nas miniaturas de Nilton Costa (box 35) que reproduzem o modo de vida campeiro com detalhes e muita alegria.

O principal adereço do gaúcho não podia ficar de fora.

O certo é que isto não ocorre por acaso. O sucesso do Brique é fruto de muito trabalho e empenho dos participantes em fazer o negócio funcionar de forma organizada. Os expositores estão divididos em quatro setores bem distintos: artesanato (o maior de todos), artes plásticas, alimentação e antiquário. A seleção dos expositores se dá através de triagem, feita por um grupo especial de avaliadores dentro de cada segmento, sendo que cada um destes segmentos tem representantes que integram a comissão especial encarregada de discutir periodicamente as questões do Brique através de pautas de trabalho. A representação formal do Brique se dá através da Associação dos Artesãos do Brique da Redenção – AABRE, entidade civil registrada e com personalidade jurídica.

Mas ao perambular pelas barracas coloridas curtindo o burburinho dos tomadores de chimarrão você não precisará lembrar disto. Aprecie o momento e não deixe de comprar um souvenir, afinal o Brique está ali pra isso!

Veja estas e outras fotos no álbum Brique da Redenção (clique aqui) em Abaretiba, nossa página no Facebook.

Brique da Redenção


Onde: Avenida José Bonifácio, no Bairro Bom Fim, junto ao Parque Farroupilha;
Quando: Todos os Domingos das 9h às 18h;
Entrada franca.

Fonte


BRIQUE DA REDENÇÃO : institucional. Disponível em http://briquedaredencao.com.br/brique/institucional/. Acessado em 02 jul. 2015.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Feira de Antiguidades da Praça XV - Rio de Janeiro - RJ

Na Feira de Antiguidades da Praça XV se encontra de tudo um pouco, literalmente: de botões a gibis, de chaveiros a faqueiros de prata e de jóias a pedaços de brinquedos. Bem organizada, com setores distintos para cada tipo de atividade, bancas padronizadas e até praça de alimentação, a Feira reproduz em cada banca uma pequena porção de caos, responsável por reunir e ofertar ao visitante pedaços da vida cotidiana de diferentes épocas.

Ferramentas restauradas e prontas para uso.

Antiguidades e oportunidades


A parte de antiguidades é o setor de maior prestígio da feira, e o mais conhecido, mas não é o único. Há também barracas que oferecem roupas usadas (um verdadeiro brechó a céu aberto), outras especializadas em brinquedos, mangás, animés, artigos fotográficos (várias!), ferramentas e as de artigos militares.

Nos tabuleiros que se enfileiram ao longo da praça é possível encontrar verdadeiras relíquias, mas é preciso estar atento. Normalmente elas estão ocultas por um amontoado de tralhas sem valor ou de gosto duvidoso e é preciso paciência para garimpar até encontrar algum achado precioso. Segundo os aficionados que encontramos revirando avidamente as quinquilharias expostas, a busca é sem dúvida a parte mais divertida do processo. A dica é chegar bem cedinho, quando os primeiros feirantes ainda estão montando suas bancas, pois assim fica mais fácil encontrar itens de valor.

Brinquedos nem tão antigos.

Uma rápida passagem pela feira revelou que:
  • Uma camisa feminina usada em excelente estado sai por R$ 10,00;
  • Uma armação de óculos importada, sem uso, por R$ 20,00; 
  • Um aparelho de barbear completo, com estojo, da década de 40, por R$ 30,00;
  • Uma faca de cangaceiro - legítima - por R$ 400,00;
  • Uma baioneta do fuzil Mauser, com bainha, por R$ 350,00 e
  • Uma câmera fotográfica Roleiflex - funcionando - a bagatela de R$ 1.500,00.

Barracas de roupas formam um brechó a céu aberto.

Um pouco de história


Tradicionalmente localizada embaixo da Perimetral, que veio abaixo em novembro de 2013, a Feira foi deslocada para o espaço ao lado do Paço Imperial. Embora a área seja ampla e muito próxima da antiga localização, os feirantes enfrentaram, e continuam enfrentando, algumas dificuldades de adaptação. A cobertura do antigo viaduto já não existe mais e a feira fica a mercê do tempo. Além disso, o arrastar das obras transformaram parte da Praça XV em terra arrasada e por muito tempo o acesso permaneceu fechado, dificultando a circulação dos frequentadores. Felizmente hoje a situação já está um pouco melhor e a Feira parece recuperar seu antigo prestígio.


Boa parte da Praça XV ainda sofre com as obras do Porto Maravilha.

A origem da Feira da Praça XV está ligada a duas feiras que tiveram início no final da década de 70: a Feira do Albamar - considerada a primeira feira de antiguidades do Brasil - e a Feira da Troca, cujo objetivo era a permuta de objetos pessoais. As duas ocorriam aos sábados nas imediações da Praça XV. A primeira era organizada pela Associação Brasileira de Antiquários - ABA e levou o nome de um famoso restaurante que existe no local. Já a segunda foi uma iniciativa da Prefeitura.

Com o passar do tempo e a rápida decadência da zona portuária, os membros da ABA decidiram trocar de localização, passando a se reunir na Praça Santos Dumont, na Gávea, onde estão até hoje. Os feirantes remanescentes deram continuidade e a feira acabou por tornar-se a Feira de Antiguidades da Praça XV em seu formato atual.

Com o projeto de revitalização da área, conhecido como Porto Maravilha, espera-se que tanto a praça como seu entorno recebam melhorias no que diz respeito aos aspectos urbanísticos, de limpeza e segurança para oferecer o conforto e tranquilidade que os feirantes necessitam para exercer suas atividades e voltar a atrair os frequentadores.

Fontes


FEIRA DE ANTIGUIDADES DA PRAÇA XV : serviço de anúncios. Grupo do Facebook. Disponível em https://www.facebook.com/pages/Feira-de-Antiguidades-da-Pra%C3%A7a-XV/456987777722473. Acessado em 07 jun. 2015.

FREITAS, Marcos. Fim da Perimetral não extingue tradição da Feira da Praça XV. Publicado em 02 dez. 2013.  Disponível em http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Texto/Cidade/Fim-da-Perimetral-nao-extingue-tradicao-da-Feira-da-Praca-XV-23698.html#.VXRWcs93nIU. Acessado em 07 jun. 2015.

sábado, 2 de agosto de 2014

Babilônia Feira Hype- Rio de Janeiro - RJ

Segue até amanhã, domingo, mais uma edição da Babilônia Feira Hype, no Clube Monte Líbano. A feira, que reúne moda, decoração, acessórios, arte e design é ponto de referência quando o assunto é criatividade e lançamento de tendências.

Salão da Babilônia Feira Hype.

Tanto é assim que os organizadores fizeram questão de deixar isto bem claro até no nome do evento: Hype é uma expressão que nasceu em Londres e define o que há de mais moderno, Babilônia porque significa uma grande diversidade de culturas num só lugar, ambos associados ao caráter descontraído que evoca a palavra Feira.

Estande da Kaapora Design, com suas luminárias ecologicamente corretas. 

A Babilônia Feira Hype começou em 1996 e de lá para cá já mobilizou mais de 3 milhões de visitantes em suas mais de 300 edições. Além de trazer produtos inovadores e de qualidade, a feira tem funcionado como um importante showroom para novos empreendedores que queiram se lançar no mercado.

Feira de Vinil é uma atração aparte.

Veja mais fotos no álbum Babilônia Feira Hype (clique aqui) em Abaretiba, nossa página no Facebook.

Babilônia Feira Hype

De 02 a 03 de agosto de 2014
Das 14h00 às 22h00
Clube Monte Líbano
Av. Borges de Medeiros, 701 - Lagoa - Rio de Janeiro - RJ

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Feira Hippie de Ipanema - Rio de Janeiro - RJ

Todo domingo a Praça Gen. Osório em Ipanema amanhece com uma movimentação diferente. Centenas de feirantes e artistas se preparam para mais uma edição da famosa Feira Hippie, mantendo uma tradição que se iniciou em 1968 e se mantém sem interrupções até hoje. O formato é de uma feira tradicional, com tendas de lona armadas nas calçadas da praça, sendo que nos tabuleiros ficam expostos os mais diversos produtos. Aqui o freguês encontra de tudo um pouco: artesanato, bijouterias, roupas novas e usadas, objetos de decoração, artigos de couro, brinquedos, lembrancinhas e até móveis!


Mesmo quem vai a procura de um item específico acaba por se render a imensa variedade de formas e cores expostas pelos feirantes e a compra se transforma num passeio com diversas paradas pelo caminho. Aliás, percorrer a esmo os corredores da feira é um programa divertido e muito praticado por turistas e cariocas que se distraem por horas, garimpando pechinchas, fazendo amigos ou encontrando velhos conhecidos.  

Ainda é possível encontrar artesãos no local.

Inicialmente a feira era mais voltada ao artesanato, mas com o passar do tempo as coisas foram mudando e o crescimento das vendas trouxe a diversificação dos produtos. Embora atualmente boa parte das mercadorias sejam industrializadas ou produzidas por terceiros, ainda é possível encontrar um ou outro artesão exercendo seu ofício por ali mesmo. É o caso das placas de madeira que, assim, podem ser personalizadas na hora.

E há também aqueles que fazem a alegria dos visitantes tocando os instrumentos musicais que estão à venda ou vestindo um personagem, como Rosy que - com roupas coloridas e chamativas - faz uma homenagem à Carmen Miranda. Esta simpática vendedora de lembrancinhas conta com orgulho que chega a posar para mais de 80 fotos por domingo!


Rosy atende caracterizada e não economiza simpatia.

A idéia da fantasia surgiu em 2011 e o sucesso foi tanto que ela decidiu continuar com a brincadeira. É uma forma alegre de chamar a atenção para os seus produtos e de animar o clima da feira. Considerando a chegada da Copa do Mundo, é bem posível que esta média de 80 fotos por domingo experimente um considerável acréscimo...

De renome internacional, a feira se moderniza para atender clientes de várias partes do mundo.

Passadas mais de quatro décadas a feira demonstra ter fôlego para muito mais. Talvez a explicação para esta longevidade passe pela capacidade de criar e se adaptar aos novos tempos. Do início tímido no final dos anos 60, a Feira Hippie se tornou um forte ponto de atração turística conhecido internacionalmente. Até Giorgio Armani já andou por aqui comprando umas sandálias de couro que deram o que falar. E um detalhe muito importante: apesar da fama e do reconhecimento boa parte dos produtos oferecidos mantém a cor local, fator indispensável para quem busca um souvenir brasileiro para levar na mala.


Veja a galeria de fotos completa em nossa página do Facebook: Feira Hippie de Ipanema.

Feira Hippie

Local: Praça General Osório, s/n - Ipanema, Rio de Janeiro - RJ.
Horário: domingos das 07h00 às 19h00.
Como chegar: a região é atendida por diversos ônibus. Se vier de metrô, utilize a linha 1, sentido Zona Sul, e desça na estação General Osório.

Fonte:

[site da feira]. Disponível em http://www.feirahippieipanema.com. Acessado em 04 jun. 2014.

terça-feira, 11 de março de 2014

Feira Orgânica da Glória - Rio de Janeiro - RJ

Para que uma alimentação seja realmente saudável é preciso que ela seja feita com alimentos naturais e livre de agrotóxicos. Partindo deste princípio, em 1993, no embalo da Eco 92, nasceu a Feira Orgânica da Glória com a proposta de levar ao consumidor produtos saudáveis, ecologicamente produzidos e a um preço acessível.

Aqui sacos plásticos estão por fora. Não esqueça de trazer sua sacola ou carrinho de feira.

De lá para cá, a Feira Orgânica se consolidou e já é um ponto de referência para aqueles que preferem levar uma vida saudável. Além de alimentos, a feira oferece opções cultuais como apresentações de teatro, dança e capoeira. No dia de nossa visita, acontecia uma aula de Yoga num amplo espaço ao lado das tendas.


Entre um freguês e outro, pausa para atualizar as notícias.

Também é possível perceber que existe um grande cuidado com relação ao meio-ambiente, que se traduz no uso de embalagens retornáveis para o transporte das mercadorias, reciclagem dos resíduos e a não utilização das famigeradas sacolinhas plásticas. Quem frequenta a feira traz consigo cestas, sacolas ou carrinhos para transportar suas compras.

Produtos são acondicionados em embalagens retornáveis. Nada de desperdício!


Que tal um suco de clorofila pra animar o dia?

A feira ocorre todos os sábados das 07h00 às 13h00 e lembra muito as feiras de bairro tradicionais, com uma diferença: aqui não tem caldo de cana e pastel! Mas o freguês pode saborear um suco natural feito na hora e com diferentes combinações. Que tal experimentar?

Feira Orgânica da Glória

Local: Praça Luiz de Camões, Glória - Rio de Janeiro - RJ
Quando: todos os sábados, das 07h00 às 13h00
Entrada franca, o visitante paga apenas pelo que adquirir.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Feira da Rua do Lavradio - Rio de Janeiro - RJ

A Feira do Rio Antigo, ou Feira do Lavradio, acontece sempre no primeiro sábado de cada mês. Nesta feira se encontra de tudo e todos se encontram. Artesanato, antiguidades e curiosidades ficam a disposição do público nas barracas que se estendem por toda a rua do Lavradio no Centro Histórico do Rio de Janeiro.

Rua do Lavradio com a Feira do Rio Antigo



Local

Rua do Lavradio - Centro - Rio de Janeiro, RJ

Horário de Funcionamento

Todo primeiro sábado do mês, das 10h às 19h