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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Os Seresteiros Estão de Volta! Rio de Janeiro - RJ

Depois de um longo período de greve dos funcionários do MinC, finalmente o Museu da República voltou a abrir seus portões ao público, que já se ressentia da falta deste importante espaço de lazer.

Foram retomadas as visitas ao Palácio do Catete, que agora inclui uma exposição temática alusiva ao futebol - em virtude da Copa do Mundo - e, principalmente, liberado o acesso aos jardins! Numa região densamente povoada, onde os edifícios se colocam lado a lado, não sobra muito espaço para o verde e os Jardins do Palácio acabam por se tornar um refúgio muito disputado pelos turistas e moradores do bairro.

Seresteiros e visitantes reunidos pela música.

Mas há um grupo em especial que tem motivos para comemorar: os Seresteiros do Palácio. No dia 15 de junho o GSMA publicou o post Greve da Cultura Deixa Seresteiros do Palácio ao Relento (clique aqui para ler) relatando as consequências do fechamento dos jardins para este grupo da terceira idade que há mais de 20 anos se encontra para cantar os eternos sucessos da música popular brasileira. Naquela ocasião D. Evinha nos relatou indignada as dificuldades enfrentadas pelos componentes devido à falta de segurança, instalações e problemas de locomoção (há cadeirantes no grupo).

D. Evinha, tocando pandeiro, é frequentadora assídua dos encontros.

Desta vez a conversa foi em outro tom, compassada pela alegria de estar de volta à "casa" dos seresteiros. Por enquanto está tudo bem, mas um cartaz colocado na entrada anunciava novamente a greve. Vamos torcer para que o bom senso prevaleça e a turma possa continuar se reunindo e desfrutando deste momento tão especial.

Veja mais fotos no álbum Os Seresteiros Estão de Volta (clique aqui) em Abaretiba, nossa página no Facebook.

domingo, 15 de junho de 2014

Greve da Cultura deixa Seresteiros do Palácio ao relento - Rio de Janeiro - RJ

Enquanto prossegue a queda de braço entre os funcionários do Ministério da Cultura e a Ministra Marta Suplicy, os museus federais continuam fechados e os maiores prejudicados são os turistas que vem de todas as partes para a Copa do Mundo e o público local, que se vê privado de um importante espaço de lazer.

Impedidos de entrar, Seresteiros ocupam espaço improvisado em frente ao Museu da República.

É o caso dos Seresteiros do Palácio, grupo da terceira idade que há mais de 20 anos se reúne nos jardins do Museu da República para tocar, cantar e se divertir ao som de eternos sucessos da música popular brasileira. Alegres e determinados, é a vontade de rever os amigos que mantém o grupo unido há tanto tempo, mesmo que para isso seja necessário enfrentar dificuldades de locomoção ou problemas de saúde.

Alegria de cantar juntos supera precariedade do local. 

A estas dificuldades agora vem se somar mais uma. Com o fechamento dos portões do Palácio do Catete, devido à greve, os seresteiros não tem mais acesso ao seu recanto de tantos anos e se veem obrigados a ocupar um espaço ao lado de uma estação do metrô. O local é escuro, desconfortável e em nada lembra o charme do jardim aonde costumavam se encontrar (clique aqui para ver o post sobre o Palácio do Catete).

D. Evinha, à direita, não se conforma com a situação gerada pela greve.

D. Evinha, uma das integrantes, se mostra indignada com a situação e considera um desrespeito com o grupo o que está acontecendo. Segundo ela, há falta de sensibilidade por parte dos funcionários, pois o grupo é um antigo frequentador do Museu e agora se vê privado do mínimo de conforto e segurança para suas reuniões. Pelo visto, a solução para este problema ainda está longe de ser encontrada.

O movimento paredista teve início em maio deste ano e até o momento não há perspectiva de solução. Apesar de uma sentença do STJ do dia 04 de junho determinar o fim da greve, os museus federais ignoram a decisão e permanecem fechados. Por outro lado, a Ministra Marta Suplicy deixou bem claro a importância que dá ao assunto ao afirmar que "turistas tem outras opções" e não dar sinais que está disposta a negociar com os grevistas. Só resta esperar que o bom senso traga as partes de volta à mesa de negociações para que os Seresteiros do Palácio do Catete possam sair do relento.

Esta história teve um final feliz. Com o fim da greve os Seresteiros puderam retornar aos jardins e continuar fazendo o que mais gostam: música! Veja o posta Os Seresteiros Estão de Volta, clicando aqui. (Atualizado em 07 jul. 2014)

quarta-feira, 9 de abril de 2014

E com vocês: nós, os animais!


Meninas de Paquetá.

Animais todos nós somos, mas estes aqui são para lá de especiais.

Alguns afirmam, que o que nos difere dos outros animais é a cultura. Já para outros, a inteligência, o ser político, e para maioria a linguagem (simbologia).
Isto tudo, a nosso ver não importa. O importante é amá-los, assim como podemos amar outros animais; humanos.
Desta forma, separamos alguns momentos únicos que tivemos ao lado destas adoráveis criaturinhas.


Devagar se vai longe.
Hora do lanche!
Quem pegou minha noz?
Aham!
A espreita
Acima de tudo, a família!
A sua espera.
Foi alguma coisa que eu disse?!
Xis!
O Mascarado.
Que soninho!

(...) os animais não pensam (são destituídos da parte racional da alma), mas têm experiências sensoriais na medida em que são dotados da parte sensitiva da alma, alma!

sexta-feira, 28 de março de 2014

Palácio do Catete - Rio de Janeiro - RJ


Em agosto deste ano o suicídio mais famoso da história brasileira completará 60 anos: a morte de Getúlio Vargas. O homem que chegou ao poder pela força das armas, foi deposto e voltou nos braços do povo era polêmico, ardiloso e um hábil estrategista. Tanto assim que completou a incrível marca de 15 anos à frente da nação, sento reverenciado até hoje como o Pai dos Pobres. Sem sombra de dúvidas Getúlio é uma das figuras mais controversas da política brasileira nos últimos tempos.

Getúlio, o filme


Retratar os últimos 19 dias que antecederam sua morte é um desafio que o diretor João Jardim decidiu enfrentar ao lado de um elenco de peso. Não por acaso, no próximo primeiro de maio, Dia do Trabalhador, estréia Getúlio com Tony Ramos no papel que dá nome ao filme. A história inicia com o episódio conhecido como o Atentado da Rua Toneleros, quando Carlos Lacerda sofre uma emboscada da qual sai ferido e um major da aeronáutica que o escoltava é morto. A partir dai o enredo envereda pelos eventos que desestabilizaram o governo Vargas a ponto de torná-lo inviável e ao desfecho que todos conhecemos.

Boa parte das filmagens utilizaram como locação o Palácio do Catete, que na época era a sede do poder executivo brasileiro. Imerso na trama que se desenrola na tela o espectador pode não se dar conta, mas o clima sombrio do palácio colabora para adensar o drama vivido pelos protagonistas.

Detalhe de um dos chafarizes do jardim do palácio.

Com a morte de Getúlio seus sucessores passaram a evitar o local por considerá-lo de mau agouro e a mudança da capital para Brasília acabou por selar o destino do prédio. Atualmente sedia o Museu da República e seus jardins estão abertos a visitação pública, sendo muito utilizados como palco de diversos eventos artísticos e culturais.


Elementos decorativos incluem os símbolos da república.

Museu da República


Por seu valor histórico e arquitetônico, o Museu da República tornou-se ponto turístico obrigatório e suas exposições permanentes incluem mobiliário de época, obras de arte e peças representativas dos diferentes períodos da república brasileira. Na parte superior, o famoso quarto no qual Getúlio Vargas deixou a vida para entrar para a história é mantido inalterado.

Pijama exibe furo da bala que matou Getúlio Vargas.

 

Jardins do Palácio são uma atração à parte


Diversas atrações residem entre as alamedas protegidas por árvores centenárias, incluindo-se ai parquinho infantil, monumentos, estatuária que remete ao período clássico e à mitologia greco-romana, coreto, um majestoso chafariz e a antiga garagem presidencial. Bancos estrategicamente colocados nos recantos mais aprazíveis estão a disposição daqueles que vem para uma boa leitura, namorar ou simplesmente aproveitar o ambiente. Aos domingos, servem de palco para a Turma da Melhor Idade que se reúne para tocar, cantar e dançar sucessos de todos os tempos.

Jardins do palácio estão abertos a visitação gratuitamente.

Num prédio anexo, com entrada pelo jardim, o Museu do Folclore mantém uma simpática lojinha com artigos oriundos dos rincões mais distantes (leve dinheiro, pois não trabalham com cartões). No momento a sede do Museu passa por reformas e a exposição permanente encontra-se fechada e sem previsão de data para reabrir. Permanecem abertas, além do ponto de comercialização, a Galeria Mestre Vitalino, a Biblioteca e a Sala do Artista Popular. Nesta Sala são realizadas exposições temporárias onde artesãos selecionados expõem e comercializam seus trabalhos.

Ou seja, o que não falta são motivos para visitar o Palácio do Catete. Quem não conhece, precisa conhecer. E quem já conhece, sempre quer voltar.

Palácio do Catete / Museu da República


Endereço: Rua do Catete, 153 – Catete, Rio de Janeiro, RJ
Horário de funcionamento: Terça feira, das 12:00h às 17:00h; Quarta feira, das 14:00 às 17:00h; Quinta e sexta feira, das 12:00h às 17:00h; Sábado e domingo, das 14:00h às 18:00h.
Entrada: a visitação ao jardim é gratuita. Museu da República R$ 6,00. Maiores de 65 anos e estudantes pagam R$ 3,00. Menores de 10 anos não pagam. Aos domingos a entrada é franca.