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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Cementerio Central, o mais antigo cemitério da capital uruguaia - Montevidéu - Uruguai

Antes de iniciarmos a viagem pelo Uruguai havia feito a lição de casa, traçando roteiros, checando cotações e definindo pontos de interesse para visitar. Por isso, já sabia que em Montevidéu havia o Cementerio Central, um local conhecido por sua impressionante coleção de arte funerária representativa da primeira metade do século XIX. Faltava apenas saber como chegar lá a partir do hotel em que nos encontrávamos. Por isso, ao passar pela recepção resolvi parar e perguntar.

Há anos visitamos e fotografamos campos santos e já estamos acostumados com a reação das pessoas quando pedimos alguma informação a respeito. Entretanto, não pude deixar de sorrir internamente ao perceber a surpresa do atendente quando soube aonde queríamos ir. Ao mesmo tempo fiquei na dúvida se meu portunhol havia sido claro o suficiente para passar o recado e repeti a pergunta:

- ¿Me puede decir cómo llegar al Cementerio Central?

- No lo sé. Yo voy ver, y por mañana le digo, respondeu ele baixinho.

Agradeci e seguimos a pé rumo à Rambla Sur, outro ponto interessante marcado em nossa agenda. Ao verificar o mapa para checar nossa posição, uma surpresa: o Cementerio Central  era um quadradinho verde relativamente próximo do nosso destino final daquele dia!

Como já imaginava, na manhã seguinte o atendente do hotel se limitou a nos dar bom dia e nem tocou no assunto! Chegar no Cemitério Central a partir do centro ou da Ciudad Vieja é muito fácil, tanto que decidimos ir caminhando até lá. Era uma quarta-feira e o local estava deserto.

Testemunhas da história


Durante nossa estada no Uruguai ocorreu o falecimento do ex-presidente Jorge Batlle. Como estávamos gastando sola e nos divertindo, só ficamos sabendo porque no dia anterior tentamos visitar o Palácio Legislativo e não pudemos entrar devido ao velório que estava sendo realizado. E neste dia, logo na entrada do cemitério,  me deparei com uma enorme coroa de flores encostada na parede. Numa fita lia-se o nome de uma embaixada sul-americana.

- Sinal que o sepultamento deve ter ocorrido aqui. Vamos poder concluir esta reportagem histórica, pensei com meus botões.

Um belo jardim


Basta atravessar os portões para ver que o local é muito bem cuidado. As alamedas estão conservadas e limpas. Além disso, o projeto original (ver abaixo) é respeitado ainda hoje. Os túmulos estão dispostos de tal forma que se mantém um bom espaço entre eles, o qual é preenchido com diferentes tipos de plantas ornamentais e algumas árvores. Além de transmitir uma sensação de harmonia, esta concepção ajuda a criar uma atmosfera de recolhimento e tranquilidade.

A área do cemitério é na verdade um grande jardim

Perambulamos sem ser incomodados por umas duas horas. Volta e meia um dos três funcionários encarregados da manutenção parava o que estava fazendo e ficava nos olhando de longe, por certo querendo saber o porquê de tanta foto!

Os gatos vivem soltos entre os jazigos

Um detalhe que nos chamou a atenção foi a quantidade de gatos que vivem por ali. Todos aparentemente saudáveis e bem alimentados, diga-se de passagem.

Veja estas e outras imagens no álbum Cementerio Central de Montevideo em nossa página no Facebook.

Um pouco de história


O Cementerio Central é a necrópole mais antiga e importante do Uruguai. Concebido pelo arquiteto Carlos Zucchi para ser um cemitério jardim, foi inaugurado em 1835 e desde então abriga grandes nomes da história do país, como Gerardo Matos Rodríguez (1897- 1948), autor de La Cumparsita - apreciadores de tango entenderão seu valor, Vaimaca Perú, último cacique charrua, diversos ex-presidentes, entre eles o recém falecido Jorge Batlle, bem como líderes militares, artistas e pessoas do povo.

Basicamente é um grande quadrilátero dividido em três setores que, provavelmente, foram sendo expandidos conforme escasseava o espaço disponível. Nos jazigos das famílias mais abastadas estão instaladas obras de famosos escultores italianos como José Livi, Juan Azzarini e Félix Morelli, ou de escultores uruguaios como José Belloni e José Zorrilla de San Martín- o qual encontra-se sepultado no Panteón Nacional.

Lápides são ricas em simbologia

Outro aspecto importante a destacar é a abundante simbologia utilizada nas sepulturas. Além das tradicionais ampulhetas, tochas e anjos chorosos é possível encontrar códigos maçonicos, símbolos militares, alegorias greco-romanas e representações da vida cotidiana dos entes queridos ali depositados, algumas com cenas fortes relacionadas ao tipo de morte do sepultado e outras  verdadeiramente tocantes.

A topografia da região metropolitana é basicamente plana, mesmo assim causa certa estranheza a escolha do local onde foi construído o cemitério: às margens do Rio da Prata. Normalmente instalações deste tipo são erguidas em locais altos, para evitar a contaminação do lençol freático, o que não ocorreu neste caso. Talvez o fato possa ser explicado pela situação vivida na primeira metade do século XIX, pois nesta época o terreno encontrava-se afastado do setor urbano. Com o inevitável crescimento da cidade, a necrópole acabou sendo engolida pela metrópole.

Veja estas e outras imagens no álbum Cementerio Central de Montevideo em nossa página no Facebook.

Cementerio Central


Endereço: Av. Gonzalo Ramirez, 1302
Telefone: 2900 2434
Funcionamento: de segunda a domingo, das 10 às 16 horas
Entrada franca
Linhas de ônibus: 137 - 396

Fontes


INTENDENCIA de Montevideo. Cementerio Central. Disponível em http://www.montevideo.gub.uy/institucional/dependencias/cementerio-central. Acessado em 01 nov. 2016

ENLACES uruguaios. Cementerio Central de Montevideo. Disponível em http://www.enlacesuruguayos.com/Cementerio.Central.htm. Acessado em 01 nov. 2016

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Cemitério São João Batista - Rio de Janeiro - RJ

Quem acompanha nossas andanças sabe que somos aficcionados por arte tumular e não dispensamos visitas a cemitérios em busca de exemplares desta modalidade artística tão mal compreendida por estar associada a um dos momentos mais dolorosos da existência, que é a perda de um ente querido. Há também quem ache estranho visitar um campo santo a lazer, mas é bom que se diga que não estamos sozinhos neste métier, pois este tipo de atividade atrai adeptos no mundo todo e se constitue numa ramificação do turismo.

Por isso foi com satisfação que ficamos sabendo das iniciativas tomadas pela Rio Pax, nova administradora do Cemitério São João Batista - CSJB aqui no Rio, no sentido de promover visitas guiadas, bem como recepcionar de forma acolhedora aos familiares dos sepultados neste feriado do Dia de Finados.


Atores caracterizados como Tom Jobim, Chacrinha e Santos Dumont, hóspedes ilustres do CSJB.

Logo na entrada do portão principal um violinista saudava os visitantes ao lado de uma trupe insólita formada por Tom Jobim, Chacrinha, Santos Dumont e Carmen Miranda. Eram atores caracterizados como alguns dos nomes famosos que ali estão enterrados. A lista é bastante extensa e inclui ainda Cazuza, Heitor Villa Lobos, Vicente Celestino, Noel Rosa e a campeã de visitação Clara Nunes, entre outros. Além de artistas há também políticos: o CSJB abriga o maior número de jazigos de chefes de estado do País com nove ex-presidentes da República. Aliás, vale a pena visitar a cripta de Floriano Peixoto, o Marechal de Ferro, na quadra 25.

Mais do que personalidades ilustres, o CSJB abriga um acervo escultório de valor incalculável, com obras de artistas do naipe de Bernardelli (responsável pelas portas da Igreja da Candelária) e Humberto Cozzo, autor da estátua de Machado de Assis na Academia Brasileira de Letras - ABL. É interessante percorrer as aléias e observar a evolução dos estilos de acordo com o período cronológico no qual foram feitos os monumentos. São obras majoritariamente de mármore e bronze que vão do neoclássico ao contemporâneo, passando pelos estilos eclético, neogótico e moderno. Um verdadeiro museu de arte e arquitetura a céu aberto.

Detalhe do jazigo de Joaquim Murtinho, exemplo de arte tumular.

A dor da perda e o desejo de homenagear o ente que partiu de forma a perpetuar sua lembrança pode gerar resultados curiosos, como o deste monumento funerário reproduzido abaixo que remete a um farol. Pelo que se depreende do conteúdo da lápide, foi a maneira que o filho encontrou para expressar sua admiração pelo pai, um marinheiro de alta patente, que dedicara sua vida ao mar.

Sepultura em forma de farol, homenagem do filho ao pai marinheiro.

Devoção popular


Como em outros cemitérios, neste também é relativamente fácil encontrar em algumas sepulturas placas de agradecimento por graças alcançadas. São manifestações populares de fé na capacidade de intereseção daquela pessoa junto a Deus na forma de agradecimento.

Talvez o caso mais significativo tenha sido o da menina Odete Vidal de Oliveira, cujo processo de beatificação iniciou em janeiro de 2013, após o reconhecimento formal de diversos milagres atribuídos a ela. Seu corpo esteve sepultada no CSJB até 2012 e após a exumação foi transladado para a Igreja da Imaculada Conceição, em Botafogo.

Há também um caso curioso, onde uma figura de bronze representando Netuno é reverenciada como sendo a de Pai Joaquim, entidade cultuada pela Humbanda e pelo Camdomblé. Segundo fontes ligadas ao Cemitério, a origem desta associação não está muito clara e pode estar relacionada ao nome "Joaquim" que aparece na lápide, mais a expressão pouco ortodoxa da estátua. O fato é que não faltam oferendas na forma de flores, cigarros, velas e cachaça. Como já faz bastante tempo que estas demonstrações de fé começaram e a quantidade de oferendas não diminui é de se supor que Netuno / Pai Joaquim tem sido benevolente e atendido as preces dos suplicantes.

Devoção popular tornou Pai Joaquim o Netuno de feição gaiata.

Visitas guiadas


O CSJB promove visitas turísticas guiadas pelo historiador, guia e Professor Milton Teixeira. O roteiro dura cerca de uma hora e meia e leva os participantes a acompanhar a evolução arquitetônica dos séculos XIX e XX. Durante o passeio, o Prof. Milton conta histórias curiosas e divertidas. As visitas são gratuitas e acontecem uma vez por mês, com grupos de até 100 pessoas. Para agendar sua visita, clique aqui.

Queridos para Sempre!


A Rio Pax está implantando no CSJB um serviço que promete revolucionar o conceito de visitação e homenagens póstumas. É o projeto Queridos para Sempre! Homenagem Além da Vida que consiste em gerar um código de barras do tipo QRCode a ser colocado na lápide ou monumento. Este tipo de código é legível por celulares, tablets ou computadores comuns e remete a uma página de internet personalizada com biografia, fotos e vídeos do sepultado. A tecnologia já se encontra em uso com a aplicação dos códigos nos jazigos de famosos, de modo que os visitantes podem conhecer detalhes de sua história durante a execução do roteiro.

Galeria de fotos


Veja em Abaretiba, nossa página no Facebook (clique aqui), a galeria de fotos da visita ao Cemitério São João Batista, com diversos exemplos de obras que podem ser encontradas no local.

Um pouco de história


O São João Batista foi oficialmente inaugurado por Dom Pedro II em 1852, num esforço para melhorar as condições de salubridade do Rio de Janeiro. Até então, as pessoas eram enterradas nas igrejas e já não havia espaço para tanta gente. Com uma área de 183.123 metros quadrados antes ocupada pela Chácara Berquó, o terreno foi comprado em 2 de agosto de 1852 com dinheiro conseguido através da venda de títulos de nobreza. O primeiro sepultamento demorou um pouco a ocorrer porque nenhuma família de boa estirpe queria inaugurar um cemitério. Coube a tarefa à menina Rosaura, um ‘anjinho’ de apenas 4 anos, filha de escravos, em 4 de dezembro daquele mesmo ano. Até junho de 1855, foram feitos mais 412 sepultamentos. Nos anos seguintes seguiram-se os traslados de diversos túmulos provenientes de igrejas e outros cemitérios, como os restos do poeta Álvares de Azevedo, originalmente sepultado num cemitério da Praia da Saudade destruído por uma ressaca. Com centenas de ricos mausoléus e sepulturas adornadas por esculturas que são verdadeiras obras de arte, o São João Batista é o único cemitério da Zona Sul, o preferido das famílias abastadas, onde estão enterradas várias personalidades que ajudaram a escrever a história do Brasil, seja na política, na arte, nos esportes e na cultura (Texto extraído do site do CSJB).


Fontes


QUERIDOS!  Códigos QR em lápides e monumentos mostram informações sobre familiares, amigos queridos e celebridades. Rio de Janeiro : [2014]. Disponível em http://qridos.com.br. Acessado em 03 nov. 2014.

CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA. História. Rio de Janeiro : [2014]. Disponível em http://cemiteriosjb.com.br/. Acessado em 03 nov. 2014.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O repouso dos barões - Vassouras - RJ

O Cemitério da Irmandade de N. Sra. da Conceição abriga a última morada dos antigos Barões do Café. Ricos e poderosos em vida, deixaram para a posteridade túmulos que procuram eternizar a opulência que desfrutaram em vida.

Pórtico do Cemitério.
Gate of the Cemetery.

São lápides, túmulos e ornamentos finamente esculpidos em mármore de carrara, remanescentes do período áureo da arte tumular.


O anjo pensativo e a tocha.
Thoughtful angel and the torch.


O simbolismo está presente em toda a parte e, como em outros setores da arte, é preciso dominar a linguagem dos símbolos utilizados para poder entender a mensagem transmitida pelo artista. Um anjo que aponta para cima, por exemplo, indica que a pessoa em vida era boa e espera-se que vá direto para o céu. Já um anjo pensativo pode indicar que o mesmo está refletindo sobre as ações do falecido, tentando decidir qual será o seu destino eterno.

Objetos também são utilizados para representar conceitos associados a vida, a morte ou a virtudes. A tocha invertida significa a morte, assim como a foice. Uma ampulheta com asas, a fugacidade do tempo. Motivos oriundos da natureza como flores, frutos e folhas estão ligados a representação de nobreza ou precocidade.





Jazigo Perpétuo do Barão de Campo Bello.
The tomb of the Baron de Campo Bello.

O jazigo do Barão de Campo Bello é na verdade uma cripta subterrânea a qual se tem acesso por uma porta metálica localizada ao nível do solo e que abre como um alçapão.


Outros optaram pela projeção vertical, erguendo verdadeiras torres de mármore entalhado.
Others opted for the vertical projection, building towers carved marble.

Como diz o refrão popular até para as flores ha diferença de sorte. Algumas enfeitam a vida, outras enfeita a morte. Ou seja, o mesmo ocorre com os monumentos funerários, pois muitas pessoas sentem dificuldade em apreciar sua beleza em função da associação com a morte. Entretanto, esta modalidade de apreciação é muito difundida, havendo inclusive roteiros turísticos que incluem visitas a famosos cemitérios da Europa. Assim, na sua próxima passada por Vassouras, não deixe de ver como termina a história dos grandes Barões do Café!

Visite nosso perfil no Instagram, dedicado à arte tumular: https://www.instagram.com/memento.mori.brasil

Cônego Rios e a Flor Cadáver


Neste campo santo ocorre um fenômeno singular amplamente conhecido pelos habitantes da cidade e que posso garantir ser verdadeiro por ter testemunhado "in loco".

Segundo contam, vivia em Vassouras um religioso muito piedoso e querido conhecido como Cônego Rios, ou Monsenhor Rios, que veio a falecer em 1875. Seguindo determinação expressa do religioso, seu corpo foi sepultado em terra, sem qualquer tipo de edificação e ao lado da capela. Aos poucos a fama de milagreiro do Cônego começou a atrair romeiros em busca de alívio para suas aflições e um túmulo simples foi construído para marcar o local.

Desde então, sem qualquer explicação ou motivo aparente, na época de finados, brota uma planta na terra que cobre o túmulo do religioso, mas não uma planta qualquer. Brota uma estranha flor que exala um forte cheiro de carniça, sendo por isto conhecida como Flor Cadáver. Diferentemente da Amorphophallus titanum (a Flor Cadáver original), que pode atingir até três metros de altura e raramente floresce, esta é pequena e floresce uma vez ao ano. Devido ao risco de depredação, foi instalada uma grade metálica para proteger a planta.



Ex-votos junto ao túmulo do Cônego Rios.
Signs of thanks at the tomb of Cônego Rios.
 

The rest of the Barons

The Cemetery of the Brotherhood of N. Mrs. Conceição houses the final resting place of the ancient Barons of Coffee. Rich and powerful in life, left for posterity graves trying to perpetuate the opulence enjoyed in life.

Are gravestones, tombs and ornaments finely carved in Carrara marble, reminiscent of the golden period of funerary art.

The symbolism is present everywhere and, as in other sectors of art, one must master the language of symbols used in order to understand the message conveyed by the artist. An angel pointing upward, for example, indicates that the person was good in life and is expected to go straight to heaven. Have a thoughtful angel may indicate that it is reflecting on the actions of the deceased, trying to decide which will be your eternal destiny.

Objects are also used to represent concepts related to life, death or virtues. The inverted torch means death, as well as sickle. An hourglass with wings, the transience of time. Motifs derived from nature such as flowers, fruits and leaves represent nobility or precocity.

The tomb of the Baron de Campo Bello is actually an underground crypt which is accessed by a metal door located at ground level and opens like a trapdoor.


In Brazil we have a popular refrain that says even the flowers has difference of luck. Some adorn the life, other graces the death (sounds better in Portuguese, of course). In another words, the same occurs with funerary monuments, as many people find it difficult to appreciate its beauty due to its association with death. However, this type of assessment is widespread, including having tours that include visits to famous cemeteries in Europe. At its next pass by Vassouras city, be sure to see how ends the story of the greats Barons Coffee!

Visit our Instagram profile, dedicated to tomb art: https://www.instagram.com/morituri.salutamus/

Cônego Rios and the titan arum

In this holy ground occurs a singular phenomenon widely known by the inhabitants of the city and I can guarantee that it is true because I have witnessed it with my eyes.
According to some versions, in Vassouras city lived a very pious and religious priest known as Cônego Rios, or Monsignor Rios, who died in 1875. Following express determination of him, his body was buried in the ground, without any type of building and beside the chapel. Gradually the fame of holy man of the Cônego began to attract pilgrims have seeking relief from their afflictions and a simple tomb was built to mark the spot.
Since then, without apparent reason, near to the Day of the Dead (November, in Brazil), rises a plant on earth that covers the tomb of the religious, but not just any plant. Springs a strange flower that gives off a strong smell of carrion, for it being known as Planta Cadáver (translated like Corpse Flower). Unlike Amorphophallus titanum (the original titan arum), which can reach up to three meters tall and blooms very rarely, this is small and blooms once a year. Due to the risk of predation, a metal grill  was installed to protect the plant.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Vassouras - Rio de Janeiro - RJ


A cidade de Vassouras desempenhou um importante papel no período colonial por sua posição estratégica no Vale da Paraíba como elo de ligação entre Minas e Rio de Janeiro. Mesmo quando o ciclo do ouro se esgota, a localidade continua desfrutando de prestígio graças ao cultivo da cana e posteriormente do café.

Nos tempos do Império ostentou o garboso título de maior produtora de café do mundo, passando a ser reconhecida como a Princesinha do Café. Mas a prática da monocultura de forma predatória acabou por minar a origem da riqueza dos Barões do Café que aos poucos foram perdendo fortuna e prestígio e, por fim, até as próprias terras.

Hoje Vassouras segue o ritmo da modernidade sem esquecer o passado, pois desta fase áurea restaram muitos resquícios que comprovam a opulência de outrora e agora geram novamente riqueza com o turismo.

E assim, depois de gastar muita sola na terra dos Barões do Café, aqui estão algumas visões pouco convencionais da cidade de Vassouras.

Igreja Matriz

O incansável vai-e-vem entre tradição e modernidade.

Antiga estação ferroviária.

Um dos muitos chafarizes que abasteciam a cidade em tempos idos.

Bambuzal do Museu Casa de Hera
Com relação ao Museu Casa da Hera cabe destacar que foi a residência de Joaquim José Teixeira Leite e, posteriormente, de sua filha Eufrásia. Joaquim Teixeira foi um dos mais importantes comissários de café de sua época e fez uma invejável fortuna. Entretanto, teve o cuidado de educar a filha de forma a se tornar uma mulher independente e capaz de tocar os negócios da família. Inteligente, bonita e com um tino financeiro fora do comum Eufrásia multiplicou a fortuna deixada pela pai e tornou-se, muito provavelmente, a primeira e única mulher de sua época a obter sucesso como investidora financeira .