terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Sindicato dos Aeronautas anuncia paralisação da categoria


O Sindicato Nacional dos Aeronautas - SNA emitiu uma Nota ao Público comunicando aos usuários do transporte aéreo e à sociedade em geral que comandantes, copilotos e comissários decidiram paralisar suas atividades a partir do próximo dia 03 de fevereiro.

O movimento terá início pela manhã e deverá atingir os aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Salvador, Recife e Fortaleza.

Além de reposição das perdas salariais, o SNA afirma em sua nota estar lutando contra a precarização profissional da categoria, a qual tem como missão a enorme responsabilidade de transportar em segurança vidas humanas.

Veja a íntegra do comunicado no site do SNA: http://www.aeronautas.org.br/

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

De Manaus a Varre Vento de barco pelo Rio Amazonas - Varre Vento - AM

Quem acompanha nossas gastanças de sola sabe que esta não foi a primeira vez que estivemos no Amazonas. De outra feita aproveitamos a estada para conhecer Manaus e arredores, mas desta vez o objetivo era maior: ir para o interior para conhecer a floresta amazônica e seus habitantes.

Em Manaus ficamos hospedados na casa de parentes, com os quais já havíamos previamente combinado uma visita a um dos membros da família que ainda vive numa área rural às margens do Rio Amazonas. Uma vez que não há estradas na região, o único meio de chegar até lá é de barco, os famosos "motores" que transportam de tudo e desempenham um importante papel abastecendo e escoando a produção local das comunidades ribeirinhas.

Na noite anterior à viagem, depois de empacotar o equipamento, nos reunimos no pátio da casa para um bate papo antes de dormir. Nossos anfitriões estavam animados e emendavam história atrás de história sobre o Varre Vento, local de nascimento de boa parte dos presentes na ocasião.

No dia seguinte, as 06:00 estávamos de pé naquele frenesi que antecede uma grande aventura. As informações eram um pouco confusas. Para alguns o motor partia às 07:00, para outros, às 11:00. Por fim chegaram os carros que nos levariam ao porto, onde embarcamos por volta das 08:00 para zarpar às 09:00.

J. Cândido, o motor que nos conduziu nesta aventura.

Estava conosco Tia Zefa, matriarca da família e personalidade muito querida por todos devido a suas habilidades na arte da cura. Assim, conseguir lugar no imponente J. Cândido não foi problema, sendo que para ela o capitão, e dono do barco, nem cobrou a passagem. Pelo que pude apurar, há alguns anos Tia Zefa livrou um de seus filhos de uma doença braba e esta era sua forma de demonstrar gratidão pelo fato.

Vendedor circula entre os passageiros momentos antes do barco zarpar.

Enquanto aguardávamos a bordo pude notar que as viagens de barco possuem um forte impacto na economia local, sendo que os viajantes contam com uma infra-estrutura de apoio realmente impressionante. A começar pelos carregadores que oferecem seus serviços tanto para levar as bagagens dos que partem como descarregar as dos que chegam. E é bom lembrar que bagagem por aqui pode ser qualquer coisa, inclusive fardos de farinha, pirarucu salgado e por ai vai. Depois tem as barracas de lanches rápidos, comuns em todo o território nacional, e as que fornecem quentinhas para viagem! - muito úteis caso o passageiro não queira encarar o serviço de bordo. E há também os fornecedores de suprimentos diversos: redes de pesca, ferramentas agrícolas, azagaias, arpões, redes para deitar, cordas para atar as redes, sacas de mantimentos, etc.

No balanço da rede


Para quem nunca viajou num motor, é bom que se diga que não há bancos, poltronas ou cadeiras. Na área destinada aos passageiros, no teto, há ripas de madeira atravessando de ponta a ponta para que se possa pendurar as redes. No início é um pouco estranho, mas aos poucos a gente se acostuma e tudo passa a ser natural. Neste dia tivemos sorte, pois chegamos cedo e o barco foi relativamente vazio, de modo que foi fácil acomodar nossas redes próximas umas das outras.

Tia Zefa em sua rede.

Durante o trajeto não há muito o que fazer, a não ser curtir a paisagem, dormir ou jogar conversa fora. Na parte superior havia uma lanchonete onde era possível adquirir água mineral, refrigerantes, cervejas e lanches rápidos. Também havia mesas e cadeiras, dessas que se encontra em qualquer boteco Brasil afora. Uma brisa boa, que amenizava o forte calor manauara, era um convite a ficar por ali enquanto aos poucos a cidade ia ficando para para trás. A presença humana foi ficando cada vez menos evidente com a mata sendo pontilhada por pequenos flutuantes ancorados nas margens, algumas povoações e nada mais. Na água, barcos de todos os tipos e tamanhos, provando que o rio é de fato o meio de ligação daquela gente com a civilização.

O desembarque


Passadas quatro horas vieram nos avisar que estávamos nos aproximando do destino. Me juntei ao grupo que havia ficado no convés inferior - e que conhecia a localização da casa onde íamos ficar hospedados - para perguntar onde exatamente iríamos descer. "Ali naquela curva", foi a resposta. Fixei o olhar em busca de um pier ou atracadouro e só havia água e barranco. Foi quando descobri que o desembarque seria feito no meio do rio com o barco em movimento!

Hora do desembarque.

Essa é uma prática comum neste tipo de viagem e todos por ali estavam acostumados. Evita perda de tempo, uma vez que a embarcação não precisa atracar / desatracar e economiza o combustível que seria gasto nas manobras. Para chegar à terra seria utilizada uma lancha rápida que segue atada ao barco. Rapidamente transferimos a bagagem e nos acomodamos na pequena embarcação. Além do nosso grupo, haviam outros passageiros e diversas mercadorias - encomendas de moradores.


Lá se vai a voadora distribuir o pessoal.

Como o acesso à cidade é difícil, muitos ribeirinhos encomendam os suprimentos, que por sua vez são enviados via barco. As formas de realizar as encomendas variam conforme as possibilidades: um conhecido ou parente que vai a Manaus, passar um rádio aos barcos que cruzam ou, com sorte, ligar para alguém via celular. Uma vez feita as compras, basta levar até o capitão e avisar que é para fulano em tal lugar.

Suprimentos entregues aos moradores.

Uma vez entregue as encomendas e desembarcado outro passageiro, chegou a nossa vez. Nisso o piloto pergunta aonde gostaríamos de descer e a resposta vem pronta: "Ali, no terceiro tronco!" Na hora achei engraçado, mas pensando bem, que melhor ponto de referência num lugar em que não há ruas nem número nas casas e muito menos CEP?

Nossa casa em Varre Vento.

Ficamos alguns dias em Varre Vento, tempo suficiente para viver aventuras memoráveis e aprender muito com aquele povo simples que nos recebeu de braços abertos. Há alguns dias publicamos o relato de uma destas experiências no post Causos de viagem : a caldeirada de peixe - Varre Vento - AM. Também tivemos oportunidade de tirar muitas fotos em locais incríveis e você pode conferir o resultado no álbum Varre Vento em nossa página no Facebook.

Hora de voltar


O retorno a Manaus foi tranquilo e dentro do esperado. O dono da casa passou um rádio avisando que haveria passageiros aguardando e o barco enviou uma lancha para recolher o pessoal. No caminho uma surpresa: a piracema havia começado e, literalmente, atravessamos um cardume que subia o rio em saltos que passavam acima de nossas cabeças!

Desta vez era um barco bem menor que o J. Cândido e já estava lotado quando subimos a bordo, o que gerou uma certa dificuldade para acomodar as redes. Era noite e a maioria já estava deitada, pronta para dormir - o trajeto da volta levou oito horas ...

Alguns poucos ainda ficaram nas cadeiras contemplando as estrelas e jogando conversa fora. Lá pelas tantas o capitão subiu para perguntar se alguém gostaria de jogar dominó com a tripulação. Resolvi descer para conhecer a embarcação e lá estavam eles atracados no jogo. Ocupando o espaço disponível caixas e caixas térmicas com peixes destinados à venda nos diversos mercados da Capital. O frete ajuda a custear a viagem e é a única forma de escoamento da produção à disposição dos pequenos produtores rurais.

Hora do lazer a bordo.

Vencidos pelo cansaço, voltamos para as redes para um merecido descanso. Despertamos já em Manaus, no porto da Feira da PanAir, em plena madrugada.

Porto de Manaus na madrugada.

Não há muitos relatos sobre viagem de barco pelo Amazonas, por isso sugerimos a leitura do post da Vaneza Com Z: Amazonas: viagem de barco recreio pelo Rio Negro.

Você também pode estar interessado nos relatos de nossa primeira viagem ao Amazonas:

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Causos de viagem : a caldeirada de peixe - Varre Vento - AM

Em setembro de 2015 a equipe do GSMA retornou ao Amazonas, desta vez com o objetivo de conhecer um pouco do vasto interior da floresta amazônica. Após uma rápida passagem por Manaus embarcamos num motor (em caso de dúvida, consulte o nosso glossário manaura!) rumo a localidade de Varre Vento, distante umas quatro horas descendo o rio Amazonas. Diga-se de passagem que a época do ano não foi escolhida ao acaso, pois este é o período em que as chuvas diminuem e o nível do rio fica mais baixo.

A jornada até Varre Vento e outras peripécias que aconteceram nesta aventura serão contadas oportunamente em outras postagens. Desta vez quero apenas compartilhar uma lição que aprendi e que demonstra o quanto estamos distantes da realidade das pessoas que habitam aquela região.

Uma casa em Varre Vento


Ao chegar, fomos muito bem recebidos pelo dono da casa e sua família. Em pouco tempo estávamos à vontade e conversando como velhos conhecidos. Durante a conversa fiquei sabendo que as terras onde estávamos haviam ficado submersas até poucos dias atrás e que, portanto, ainda não havia sido providenciado uma horta. De fato a casa, apesar de ser construída no estilo palafita, ainda apresentava sinas da passagem da água e a única "plantação" que havia era um pequeno canteiro improvisado numa velha canoa cheia de terra, montada sobre um jirau, onde recém despontavam algumas folhinhas. Posteriormente verifiquei que este é um recurso comum na região como forma de manter os canteiros protegidos tanto da água quanto dos bichos domésticos que andam livremente pelo quintal.

No igarapé.

Lá pelas tantas o dono da casa veio me dizer que um dos meninos (agregado) iria sair para pescar e perguntou se eu não queria ir junto. Segundo ele, haviam muitos convidados e era preciso reforçar a despensa para alimentar o povo, uma vez que na janta seria servido uma caldeirada de peixe! Sempre fui bom de garfo e jamais rejeitei um convite para jantar, ainda mais quando o cardápio inclui este prato típico que aprendi a apreciar em diversos restaurantes das grandes cidades litorâneas. Confesso que estranhei um pouco o fato de ter que buscar o peixe na água, pois normalmente eu pescava meus peixes numa peixaria. Mas com o Amazonas em frente e um imenso igarapé nos fundos, a ideia até que fazia sentido.

A pescaria


Hora de lançar a malhadeira.

E lá fomos nós, três pescadores e um fotógrafo a deitar as malhadeiras em meio aquela paisagem fascinante (para mim, por certo) e um tanto selvagem. Na primeira puxada de rede constatei que o igarapé era habitado por piranhas, que atacaram alguns dos peixes que haviam ficado presos - ou seja - cair na água, nem pensar. Um pouco mais tarde um jacaré atacou uma das redes em busca de comida, causando enorme estardalhaço na água e um belo rombo na malha. O interessante é que o único que achava aquilo novidade era eu. Meus companheiros de pesca encaravam com serena naturalidade todos estes acontecimentos. Inclusive um deles se pôs a pescar piranhas com anzol, pois, segundo ele, "as bichinhas dão um belo ensopado". Deu trabalho e foi cansativo, mas valeu a pena. Além de uma boa quantidade de peixes consegui tirar muitas fotos, as quais vou postando de tempos em tempos no nosso perfil no Instagram (@gastandosola) sob a hashtag #varrevento.

Peixe atacado por piranha.

Piranha vermelha, muito comum na região.

Tá na mesa!


De volta à casa, hora de tratar os peixes e prepará-los para a panela. Mas antes disso, foi preciso ligar a bomba para puxar água do rio e abastecer a caixa d'água, pois água encanada é um luxo que por lá não existe.

Por fim o jantar! E lá vou eu rumo à mesa pensando numa moqueca estilo baiana, com tudo dentro. Mas a realidade é um pouco diferente e o que encontro é um caldo ralo, feito apenas com os peixes e alguns temperos. Para acompanhar, farinha e um ou outro complemento que havíamos trazido de Manaus.

Tratando os peixes para a caldeirada.

Foi aí que caiu a ficha, como se dizia no meu tempo. Estas pessoas moram no meio do nada. O posto comercial mais próximo está a duas horas de rabeta. A enchente levou tudo, é preciso plantar novamente para se ter o quê comer. Enquanto a roça não produz, resta a pesca ou a caça. Parei e olhei em volta. O pessoal animado contava histórias e se divertia, servindo-se do que havia sido posto sem a menor cerimônia. O diferente ali era eu, que só naquele momento começava a perceber a realidade a minha volta. A fome era grande. Servi uma porção generosa de peixe e farinha e comecei a comer devagar, ouvindo a história de como o menino que nos levara na pescaria tinha conseguido aquela cicatriz de mordida de jacaré na perna. Em silêncio, agradeci pela oportunidade de estar ali. Quanto a caldeirada, é preciso dizer que estava uma delícia!

Veja também estes outros posts sobre o Amazonas:




sábado, 2 de janeiro de 2016

Gira Festiva encerra o ano com gratidão e alegria - Rio de Janeiro - RJ

No último dia 19 de dezembro o Centro de Umbanda Caminhos de Aruanda - CUCA realizou sua Gira de Encerramento das Atividades Espirituais de 2015 em sua sede na Vila Kosmos, aqui no Rio de Janeiro. Para a cerimônia compareceram em torno de 100 médiuns, que se reuniram para celebrar o encerramento dos trabalhos deste ano e também para agradecer pela proteção recebida, bem como renovar a fé para que esta se estenda pelo ano vindouro.

A sede do Centro foi especialmente decorada para a ocasião, tanto para receber os médiuns quanto os membros da comunidade que vieram prestigiar a Gira. Os trabalhos tiveram início com o Povo Cigano, seguido pelos Pretos Velhos, Benção dos Orixás, Exus e Pombas Giras. Ao final de cada corrente era realizada uma sessão de passes, sendo que aproximadamente 200 consulentes foram atendidos.


Aproveitando o ensejo, Gregório Brandão, um dos dirigentes do CUCA, deixou esta mensagem aos leitores do blog:
"Agradeço a Pai Oxalá e a toda Espiritualidade Maior a oportunidade de trazer ao plano material uma Instituição destinada a prática da caridade através do amor desenvolvido por nossa Sagrada Lei de Umbanda. Que os ensinamentos colhidos através de nossas sublimes Entidades Espirituais, no exercício de nossa mediunidade, possam ser espalhados por todos os cantos e recantos deste imenso Brasil e, com isso, que a fraternidade, a humildade e a benevolência reinem entre todas as pessoas. Axé!"






Fontes:

CENTRO DE UMBANDA CAMINHOS DE ARUANDA - CUCA. [Página oficial]. Disponível em http://www.caminhosdearuanda.com.br/. Acessado em 23 dez. 2015.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Feliz Ano Novo meu povo!!

O ano que se encerra se vai sem deixar saudades. 2015 foi, e está sendo, o ano da crise, da alta do dólar, da corrupção e da descrença na classe política.

Quando o cenário está assim, é comum pensarmos apenas no que de ruim aconteceu, esquecendo tudo de bom que vivenciamos. Por isso é bom relembrar as conquistas obtidas neste cenário de crise, sabendo que não há mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe.

Em 2015 o GSMA:


Se associou à Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem - RBBV, uma parceria que abriu novos horizontes e nos fez conhecer pessoas engajadas nos mesmos objetivos que perseguimos;

Participou do II Encontro de Inverno de Blogueiros de Viagem, em São João Del Rei, onde ampliamos o círculo de amizades e aprendemos muito com quem já está nesta estrada há muito tempo;

Contribuiu com o grupo afro-americano Kina Zoré fornecendo uma de nossas fotos de Moçambique para a capa de seu primeiro CD;

Gastando sola e registrando as folias na neve.

Gastou sola em lugares incríveis, tais como a Chapada dos Veadeiros, um lugar místico que rendeu fotos maravilhosas. Amazônia, numa viagem de barco no coração da floresta e um encontro inesquecível com uma senhora onça!! Valle Nevado, nos Andes chilenos, onde além de brincar na neve renovamos o desejo de percorrer a Trilha de Salkantay - um dos nossos propósitos em 2016, mas isto é outra história ...

Resumindo: o ano podia ter sido melhor, todavia está longe de ser uma perda total. Agora é acertar o passo e seguir firme em busca de novos desafios, conscientes que a luta não é fácil, mas vale a pena lutar!

O GSMA deseja a todos um 2016 pleno de realizações e conquistas!!




quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Viajante secreto - a surpresa de Natal da RBBV

2015 foi um ano de grandes realizações para o Gastando Sola Mundo Afora e, entre outras coisas boas, começamos a fazer parte da Rede de Blogueiros de Viagem - RBBV.

Todo final de ano a turma da RBBV promove a brincadeira do Viajante Secreto, uma variante em tudo igual ao Amigo Secreto que todos conhecem, mas com um nome mais adequado ao contexto! E com um diferencial, os viajantes estão espalhados por não se sabe onde e você pode sortear ou ser sorteado por alguém que esteja num canto qualquer do planeta.

A ideia é enviar uma lembrancinha que represente o lugar onde o remetente mora, um cartão postal do lugar ou alguma reminiscência de viagem e o propósito é fazer com que as pessoas interajam entre si para promover o convívio entre os membros da rede.

Meu viajante secreto é ...


Jodrian Freitas, que reside em Natal e com o qual compartilho o gosto pela fotografia. Neste quesito o cara é fera e já estou seguindo suas postagens em busca de inspiração. O blog se chama AventuraMango (clique aqui para visitar) e tem muita informação para quem gosta de turismo de aventura, trilhas, bike, montanhismo entre outros tantos assuntos.

Como esta foi minha primeira participação na brincadeira não me dei conta que seria importante fotografar o mimo que enviei para ele: um cartão e uma caderneta de anotações, feitos artesanalmente e de forma ecologicamente correta, para que ele possa realizar anotações em suas próximas viagens.

Sou o viajante secreto da ...


Mariana Bueno, do blog Mariana Viaja (clique aqui para visitar). Assim como eu, ela acredita que o importante é viajar, não importa como! Pode ser de ônibus, de avião, a pé ou até na imaginação. E assim ela vai contando as coisas que descobriu em cada lugar que visitou, deixando muitas dicas valiosas para quem quiser seguir seus passos.

O cartão e o postal que recebi da Mariana.

Em tempos de comunicação eletrônica só recebo e-mails, por isso foi muito bacana abrir a cartinha enviada por ela com um cartão e um postal nos quais havia uma bela mensagem (manuscrita!). E qual não foi a minha surpresa ao olhar o endereço do remetente e descobrir que, além de sermos da mesma cidade, moramos no mesmo bairro!! É muita coincidência, não acham?

Feliz Natal Pessoal!!


Nesta véspera de Natal aproveito para agradecer a todos que nos prestigiaram com suas leituras, sugestões e críticas (construtivas, sempre), desejando muitas felicidades, paz e alegria!

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Mercado de Abastos Tirso de Molina - Santiago - Chile

Recentemente a equipe do Gastando Sola Mundo Afora andou deixando suas pegadas em Santiago do Chile, durante uma viagem que nos levou do nível do mar em Valparaíso a uma altitude em torno dos 3.000 metros em Valle Nevado. E é claro que iremos contanto os pormenores das aventuras e mostrando as belas paisagens que tivemos a oportunidade de desfrutar.

Desta vez viajamos aproveitando as condições facilitadas de um pacote, o que acabou nos inserindo num grupo com uma programação mais ou menos pré-definida. Mesmo assim conseguimos deixar um dia inteiramente livre para fazermos o que mais gostamos: bater perna cidade adentro para conhecer além do destino turístico e ver como vive a população local.

Santiago do Chile


A capital chilena está localizada no vale central do país e é a maior cidade do Chile. Estivemos lá por apenas 8 dias, mas a impressão que ficou é de uma cidade moderna, organizada e bem cuidada. Para quem mora no Rio, como nós, chama a atenção a falta de pichações nas paredes e a limpeza das ruas.

Como é público e notório, adoramos visitar um mercado daqueles bem populares, pois é neles que reside a essência do modo de viver das pessoas daquela região. É o melhor lugar para se saber o quê se come, como se prepara, como anda o custo de vida e quais são os hábitos culturais e até mesmo as crenças religiosas do povo. Em assim sendo, saímos perguntando onde se encontrava o mercado público, sendo que invariavelmente a resposta conduzia ao badalado Mercado Central - uma atração turística que em nada atendia ao que buscávamos.

Por obra do acaso, uns dias antes, ao voltar de um passeio com o ônibus do grupo, avistáramos uma construção com grandes portas e balaios do lado de fora e decidimos ir até lá para investigar. De mapa na mão, aproveitamos para testar o sistema de metro de Santiago (excelente, por sinal) e tentar localizar o tal edifício. Na verdade foi bastante fácil de encontrar e era ele mesmo o lugar que procurávamos. Por fim, constatamos que o mercado público de Santiago fica bem próximo do Mercado Central.

Mercado de Abastos


Oficialmente seu nome é Mercado de Abastos Tirso de Molina. Por definição, abastos é uma palavra espanhola que significa provisões, víveres e artigos de primeira necessidade com os quais se abastece a população.

Já Tirso de Molina foi um religioso espanhol que se destacou como dramaturgo, poeta e narrador na época do barroco nos séculos XVI e XVII. Entre suas realizações literárias mais conhecidas está a criação do mito de Don Juan, o famoso galanteador que tinha por hábito desonrar tantas donzelas quanto possível.

As instalações são simples, com um amplo espaço de circulação no primeiro piso. Aqui estão localizadas as bancas de frutas, verduras, carnicerias (açougues) e gêneros alimentícios em geral. Aliás, chamou a atenção o tamanho dos morangos e dos kiwis, enormes! Quanto aos preços, não há muita diferença daqueles praticados aqui no Rio em matéria de horti-frutis.

Vista geral do Mercado Tirso de Molina.

Morangos gigantes por R$ 3,50 o quilo.

Veja estas e outras imagens de
Santiago no álbum 
em nossa página no Facebook.

Devoção popular presente no Mercado.

No segundo piso ficam as tiendas (barracas) de vestuário, armarinho, produtos para o lar, brinquedos e outros. Em Santiago não há camelôs ou camelódromos, de modo que o único lugar em que encontramos este tipo de comércio foi aqui no Tirso de Molina.

Atendente do restaurante fazendo pose.

Nesta área também se encontram vários restaurantes que oferecem desde lanches rápidos a refeições completas, incluindo o popularíssimo lomo a lo pobre - prato típico da cozinha chilena composto por um bife, ovos e batatas fritas. Pelo que pudemos apurar, o local é muito procurado pelos trabalhadores da região que encontram aqui refeições de qualidade a um preço mais acessível. É bom lembrar que o custo da alimentação no Chile é bastante alto mesmo para os padrões locais. Para se ter uma ideia, em Santiago uma refeição para duas pessoas não sai por menos de R$ 120,00, enquanto no Rio se come mais por menos da metade deste valor.

Um toque de requinte


Na época em que visitamos o Chile as temperaturas andavam baixas para a primavera, algo em torno de 14 a 20 ºC. Por isso foi com grata satisfação que descobrimos um quiosque de cafés especiais ao fundo do segundo piso, cuja decoração destoava um pouco do clima informal do lugar. Era o Café Altura.

Felipe, barista e boa praça.

Na verdade a tienda do Café Altura no Tirso de Molina é a segunda da rede e havia sido inaugurada há apenas uma semana. Fomos atendidos pelo Felipe, barista e expert em cafés que respondeu a nossas perguntas com paciência e uma certa satisfação por estar sendo entrevistado.

Aproveitamos para experimentar um grão da Guatemala recém chegado - plenamente aprovado! - e degustar um lanche rápido antes de voltar ao hotel e preparar tudo para o passeio do dia seguinte: uma subida aos Andes para conhecer o Valle Nevado.

Mercado de Abastos Tirso de Molina


Endereço: Artesanos 750 - Recoleta - Santiago - Chile
Site: http://www.mercadotirsodemolina.cl/
Como chegar: de metrô utilize a linha vermelha e desembarque na estação Cal y Canto.