quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Viajante Secreto 2016

Como de costume, um pouco antes do Natal, a turma da Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem -  RBBV promove o Viajante Secreto, uma variante do tradicional Amigo Secreto - só que adaptado ao contexto dos participantes.

Além de divertida, esta brincadeira serve para estreitar os laços de amizade entre pessoas que estão fisicamente distantes, mas que tem em comum a paixão por viajar. Funciona da seguinte maneira: o participante se inscreve e é sorteado para saber quem será o seu Viajante Secreto, assim como ele será o Viajante Secreto de alguém. Sendo que este alguém pode estar em qualquer canto do mundo, literalmente.  A proposta é que cada um envie uma lembrancinha que represente o lugar onde vive, como um cartão postal do lugar ou alguma reminiscência de viagem.

Este ano fui sorteado para ser o Viajante Secreto da dupla Ubiratan e Leonardo Chaves, do blog O Reverso do Mundo. Ambos se dedicam a viajar por Pernambuco e arredores, buscando curiosidades, histórias, pessoas e até lendas urbanas, oferecendo a seus leitores uma abordagem que privilegia o viés histórico, cultural e ambiental. Inquietos, planejam estender seus roteiros para outras regiões do país num futuro próximo.

O cartão postal do Marco Zero de Recife e os cartões de visita que recebi

E mais a dedicatória super bacana. Valeu Leonardo!!

Um grande abraço ao Ubiratan e ao Leonardo, com os melhores votos que seus caminhos estejam sempre abertos em 2017!!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Feliz Natal!!

Feliz Natal a todos!!


Desejamos a todos os nossos leitores, amigos e colaboradores um Feliz Natal, repleto de bençãos e alegrias!!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Trilha do Costão de Itacoatiara - Niterói - RJ

Para encerrar o ano em grande estilo o Gastando Sola Mundo Afora topou o convite da Vivi Trilhas, nossa parceira de aventuras, para realizar a famosa trilha do Costão de Itacoatiara.

Vista a partir do cume do monte Itacoatiara

Para quem mora no Rio é um atrativo de fácil acesso, pois está localizado no município vizinho de Niterói. Tanto é que neste dia marcamos de nos encontrar na Estação das Barcas, na Praça XV. Feita a travessia, pegamos o ônibus 38 - Itaipu e em pouco mais de uma hora estávamos na portaria do Núcleo Itacoatiara do Parque Estadual da Serra da Tiririca prontos para dar início a subida. Se você for fazer este mesmo trajeto atenção: confirme com o motorista se ele passa pela praia de Itacoatiara, pois há dois percursos diferentes para a linha 38. Aliás, para quem gosta de mar, este é um programa dois em um: faça a trilha e pegue uma praia - ou vice-versa.

Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET


A trilha do Costão de Itacoatiara está dentro dos limites do PESET, o qual possui uma extensão total em torno de 3.493 hectares e é uma importante área de preservação ambiental.

Na verdade o PESET abrange partes dos municípios de Niterói e Maricá e é composto por uma parte marinha e outra terrestre, com uma cadeia de montanhas que adentra o continente. Inclui ainda três lotes adjacentes à serra e que fazem parte da área natural protegida do PESET: Morro das Andorinhas, Núcleo Restinga e Duna de Itaipu, situadas em Itaipu, na região oceânica de Niterói.

O Núcleo Itacoatiara é o responsável pela administração desta trilha e, segundo o agente que nos atendeu, o excessivo número de frequentadores tornou necessária a fixação de um limite de 200 visitantes por dia. A medida será implantada em breve e o critério de acesso será a ordem de chegada. Portanto, a partir de janeiro programa-se para chegar cedo para poder curtir o passeio!

Sobre a trilha


O percurso tem início logo após a casa da guarda, praticamente na entrada do parque. A parte mais baixa é percorrida numa área de mata, com um aclive pouco acentuado, mas bastante irregular. Tome cuidado com os desníveis para evitar de torcer um pé - ou dois!

A primeira parte é feita na sombra da mata

Veja estas e outras imagens no álbum Gastando Sola no Costão do Itacoatiara em nossa página do Facebook.

Esta etapa termina numa área plana, onde o caminho se divide e o visitante pode optar em seguir para o Morro do Costão ou a Enseada do Bananal. Neste dia o objetivo era o Costão e para lá nos dirigimos lépidos e fagueiros!!

O início da rocha determina o fim da cobertura oferecida pelas árvores. Por isso não esqueça de usar protetor solar o tempo todo. Chapéu e óculos escuros são recomendados, principalmente em dias de sol forte, como foi o caso.

Aguardando a vez para subir

Apesar de muito íngreme, a rampa de pedra pode ser vencida com relativa facilidade, seja escalaminhando com cuidado ou subindo de gatinhas (posso garantir que não é vergonha alguma, pois boa parte das pessoas utiliza esta opção). Nem deveria ser preciso dizer que calçados adequados são indispensáveis por questões de segurança. Solados rígidos e sandálias em geral não oferecem a aderência necessária para manter o equilíbrio e uma queda aqui pode ser muito perigosa.

Subindo o costão do jeito que deu
Crédito da foto: Vivi Trilhas

Este trecho tem uma extensão aproximada de 20m e é a parte mais divertida do caminho. A partir deste ponto a inclinação fica mais suave e é possível seguir caminhando normalmente, mas sempre tomando muito cuidado, é claro.

Falar sobre o nível de dificuldade de uma atividade como esta não é fácil, pois há vários elementos subjetivos que interferem na percepção do praticante, principalmente no que diz respeito a condicionamento físico e equipamento utilizado. Por isso, para padronizar as análises sobre trilhas, utilizamos a norma brasileira NBR 15505-2 - Turismo com atividades de caminhada - Parte 2: Classificação de percursos.

Ficha técnica
Extensão:em torno de 1 km
Saída:Entrada do Núcleo Itacoatiara do PESET
Altura máxima:aproximadamente 200m acima do nível do mar

Classificação do percurso
de acordo com a NBR 15505-2
Severidade do Meio:2 - Moderadamente severo
Orientação no Percurso:2 - Caminho ou sinalização que indica a continuidade
Condições do Terreno:4 - Percurso com obstáculos
Intensidade de Esforço Físico:3 - Esforço significativo

Análise da classificação
  • Severidade do meio: o trecho com cobertura vegetal é muito tranquilo e não oferece risco neste quesito. Entretanto, é preciso estar atento na parte  executada sobre a rocha. O ambiente é árido, sem fonte de captação de água e não oferece proteção ao sol ou a intempérie;
  • Orientação: o caminho é bem sinalizado e o risco de desorientação é mínimo. Mesmo assim evite se desviar da rota marcada para evitar acidentes;
  • Terreno: bastante irregular na primeira parte. No início do trecho sobre a rocha há uma inclinação de aproximadamente 70º, sendo necessário escalaminhar ou engatinhar;
  • Esforço físico: esteja preparado para uma subida íngreme até o cume. Faça paradas curtas sempre que necessário, mas não se demore demais no caminho.

Como referência, segue o tempo gasto em cada etapa de nossa caminhada:

Subida
Início:08:50
Parada:09:40
Cume:10:00
Retorno
Início:10:50
Parada:11:30
Portaria:11:50

Quem já fez esta trilha sabe que o trajeto pode ser feito num tempo bem menor. Por isso é bom esclarecer que neste dia fizemos a subida com muita calma e diversas pausas para fotos (haviam dois fotógrafos no grupo!!).

E por último uma dica muito importante: acrescente um par de luvas à sua mochila. Na volta, na parte mais íngreme, é aconselhável descer escorregando sentado, apoiando as mãos no chão. Com o sol a pino, a pedra fica muito quente e é difícil fazer isso devido ao calor.

Encerrando as atividades de 2016 em grande estilo
Crédito da foto: Vivi Trilhas

Veja estas e outras imagens no álbum Gastando Sola no Costão do Itacoatiara em nossa página do Facebook.

Fontes


INSTITUTO ESTADUAL DO AMBIENTE. Parque Estadual da Serra da Tiririca. Localizado em http://www.inea.rj.gov.br/Portal/Agendas/BIODIVERSIDADEEAREASPROTEGIDAS/UnidadesdeConservacao/INEA_008600#/Endere%C3%A7oemaisinforma%C3%A7%C3%B5es. Acessado em 22 dez. 2016.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Pampulha Retrô Tour, uma volta pelo passado - Belo Horizonte - MG

Quem conhece a região da Pampulha em Belo Horizonte sabe que ela preserva muito do charme da época em que foi construída. Então imagine a surpresa de quem está admirando as linhas modernistas do antigo Cassino, atual Museu de Arte da Pampulha, e se depara com uma Jardineira Chevrolet 57 em estado de nova subindo a rampa em sua direção. E para completar, descem de sua porta, lépidas e fagueiras, três belas guias com seus vaporosos vestidos estilo Anos Dourados!

Jardineira de 1957 leva turistas a uma volta pelo passado

Motorista e guias caracterizados dão um toque de época ao passeio

É o Projeto Pampulha Retrô Tour em ação, uma iniciativa da BELOTUR com o apoio da Associação Cultural dos Amigos do Museu de Arte da Pampulha -AMAP e do Museu de Objetos e Veículos Antigos – MOVA.

Compre aqui o seu bilhete!
Os passeios ocorrem somente aos sábados, domingos e feriados e vão até 18 de dezembro deste ano. A passagem custa R$ 20,00 e dá direito a quatro desembarques em atrativos de livre escolha dos passageiros. As viagens são acompanhadas por um guia, responsável por contar a história e curiosidades sobre o local. Os bilhetes podem ser adquiridos no ponto de partida, que vem a ser a Igreja São Francisco de Assis, na Pampulha.

Veja estas e outras imagens no álbum Pampulha Retrô Tour em nossa página no Facebook.

Rota Regular


  • Igreja São Francisco de Assis > Casa JK (parada);
  • Casa JK > Museu Brasileiro do Futebol (parada);
  • Museu Brasileiro do Futebol > Iate (sem parada);
  • Iate > Casa do Baile (sem parada);
  • Casa do Baile > MAP (parada);
  • MAP > Casa do Baile (parada);
  • Casa do Baile > Iate (parada não obrigatória);
  • Iate > Igreja São Francisco de Assis (Ponto final).

Rota Fundação Zoobotânica (Somente nos horários das 9h e 14h)


  • Igreja São Francisco de Assis > Parque Ecológico (parada no Marco Zero);
  • Parque Ecológico > Zoológico (parada);
  • Zoológico > Casa JK (parada);
  • Casa JK > Museu Brasileiro do Futebol (parada);
  • Museu Brasileiro do Futebol > Iate (sem parada);
  • Iate > Casa do Baile (sem parada);
  • Casa do Baile > MAP (parada);
  • MAP > Casa do Baile (parada);
  • Casa do Baile > Iate (parada não obrigatória);
  • Iate > Igreja São Francisco de Assis (ponto final).

Operação


  • Dias: sábados, domingos e feriados (somente até o dia 18/12/2016);
  • Horários: 9h*, 10h, 11h, 12h, 14h*, 15h, 16h, 17h;
  • *Às 9h e às 14h, a Jardineira estenderá o passeio e passará pelo Parque Ecológico e Zoológico;
  • Ponto de vendas dos bilhetes: ao lado da Igreja São Francisco de Assis (em frente a praça, na Alameda);
  • Custo do bilhete: R$ 20,00.

Fonte


PREFEITURA Municipal de Belo Horizonte. BELOTUR. Belotur lança o Pampulha Retrô Tour. Disponível em http://www.belohorizonte.mg.gov.br/sala-de-imprensa/noticia/belotur-lanca-o-pampulha-retro-tour. Acessado em 03 dez. 2016.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

2º Encontro da Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem - Belo Horizonte - MG

Num mundo cada vez mais virtualizado e em plena era da informação é comum que se estabeleçam laços com ilustres desconhecidos, acessíveis apenas através dos dispositivos eletrônicos que proliferam a nossa volta. Por isso é fundamental que de tempos em tempos as comunidades, mesmo as mais antenadas e descoladas, se reúnam ao vivo e a cores para trocar experiências, conversar, aprender e, principalmente, conhecer seus interlocutores virtuais.

Blogueiros se reuniram em Belo Horizonte


Carômetro, com os participantes do encontro
Fotos de Alessandra Fratus, do blog Tô Pensando em Viajar
Seguindo esta linha de raciocínio, aproximadamente 150 blogueiros, representando em torno de 100 diferentes blogs de viagens, se reuniram na capital mineira para confraternizar e discutir os rumos deste importante setor da área turística.

O encontro foi organizado pela Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem - RBBV e ocorreu no período de 25 a 27 de novembro.

Apoiar o desenvolvimento de seus afiliados é uma atividade constante da Rede, desenvolvida deste 2011 através de inúmeras iniciativas, tais como palestras, conferências, grupos de discussão e outros. Só que desta vez havia um motivo a mais para reunir o pessoal: comemorar os cinco anos de existência da entidade, completados no domingo, dia 27!

Programação alternou palestras técnicas com atividades culturais


1º dia, curtindo o Mercado Central


Na sexta-feira a tarde foi realizada uma visita técnica ao Mercado Central de Belo Horizonte, onde os blogueiros puderam conhecer um pouco da gastronomia, do artesanato e da hospitalidade mineira. Um dado curioso fornecido por Mariana, a guia que nos acompanhou nesta atividade: a cada dia são comercializados em torno de 300 toneladas de queijo. É muito queijo!

Doce de leite chamou a atenção dos blogueiros

Vai uma pimentinha ai? Hora de testar novos sabores ...

A noite foi oferecido um jantar de boas-vindas, patrocinado pelo EASYSIM4U, no tradicional restaurante Maria das Tranças, que se orgulha de servir o melhor frango ao molho pardo do Brasil. Diga-se de passagem que o pastel de angu também deixou saudades ...

2º dia, todos ao MAP - Museu de Arte da Pampulha


Museu de Arte da Pampulha

Já no sábado pela manhã foi realizada a abertura dos painéis técnicos com a palestra Tendências do mercado de turismo mundial e brasileiro, apresentada em conjunto por  Claudia Saleh e Keith Jenkins. Ela é uma das fundadoras da RBBV e editora do blog Aprendiz de Viajante. Keith Jenkins é CEO da Iambassador empresa totalmente voltada ao uso das mídias sociais e marketing de influência para promover destinos, produtos e serviços.

Na sequência dois temas extremamente relevantes para os que operam na blogosfera:
  • Influência e Marca – Como usar as mídias sociais para alavancar o seu blog, painel moderado por Luciana Misura (editora do blog Colagem), com os painelistas: Lillian Brandão, Lily Pestana e Claudia Saleh;
  • Monetização e Afiliados, painel moderado por Thiago Khoury (jornalista e blogueiro no Rodei), com os painelistas Julia Minhoto, Rafael Miranda e Ana Catarina.
O almoço foi um acontecimento a parte, com as carrocinhas (food truck é o cacete!) de pão de queijo recheado e espetinhos fornecendo  os ingredientes para o piquenique improvisado nos jardins do MAP.

Pausa para repor as energias

Logo após o almoço, uma visita inesperada da Jardineira do projeto Pampulha Retrô Tour veio animar a turma, revivendo um pouco do glamour dos anos dourados (clique aqui para ver o álbum completo).

O Pampulha Retrô Tour marcou presença no evento

A tarde outra visita técnica, desta vez para conhecer o Complexo Pampulha, recentemente declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, a Praça da Liberdade e o Mirante das Mangabeiras, num oferecimento conjunto da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte - BELOTUR e da Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais - SETUR.

Fila para a foto do carômetro

Vista do Mirante das Mangabeiras

Praça da Liberdade

E para fechar o dia com chave de ouro, jantar no Albanos, que ninguém é de ferro. Foram servidos deliciosos petiscos e chope gelado para  incrementar os contatos entre os blogueiros. Muita parceria aconteceu nesta noite entre um brinde e outro.

Hora de relaxar e aproveitar para fazer novos contatos

3º dia, Quality Hotel Pampulha


Apesar dos domingos tradicionalmente serem dedicado ao descanso, neste dia a turma aproveitou para entrar fundo na parte técnica do programa:

  • De blogueiro a empreendedor de sucesso – Moderação: Claudia Saleh, painelistas: Luciana Misura, Leonardo Marques e Dri Lima; 
  • Projetos criativos e inspiradores para elevar seu blog ao cume – Antônio Jr e Gustavo Ziller;
  • Relacionamento da indústria de turismo com os blogueiros – Moderação: Thiago Khoury, painelistas: Alberto G. Martins, Garon Piceli e Flavia Perin;
  • Conteúdo & SEO – Rafael Sette Camara;
  • Turismo Sustentável/Responsável – Luiza Antunes , Cris Marques e Claudia Saleh;
  • Workshop de Fotografia e Vídeo – Helder Ribeiro, Mauricio Oliveira e Fabio Pastorello.

Depois do encerramento oficial teve início uma rodada de Mentoring,  técnica na qual um blogueiro experiente apadrinha um ou mais blogs iniciantes e utiliza sua experiência para alavancar o desenvolvimento de seus pupilos.

Obrigado pela força


É claro que um acontecimento deste porte não ocorre sem a colaboração de voluntários e patrocinadores. E neste quesito cabe destacar o desprendimento de diversos afiliados, que doaram seu tempo e energia para que tudo corresse bem e as empresas listadas abaixo, cujo participação foi essencial para o sucesso da empreitada:

Patrocinadores

  • ViajaNet: venda de passagens, hospedagem em hotéis e aluguel de carros a um click de distância;
  • EasySim4U: conexão garantida aonde quer que você vá;
  • Zarpo: a agência de viagens online mais seletiva do mercado;
  • Booking: encontre aqui as melhores ofertas de acomodações;

Transportadora aérea oficial

LATAM


Apoio


Veja quem mais escreveu sobre o evento:


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Alguns fatos sobre o Uruguai que não constam nas estatísticas oficiais, mas que você vai gostar de saber antes de viajar para lá

Na semana de 20 a 27 de outubro de 2016 estivemos Gastando Sola pelo Uruguai, nosso vizinho mais ao Sul e que compartilha a herança gaúcha com o estado brasileiro do Rio Grande do Sul.

É um país fabuloso, com um povo amável e hospitaleiro que nos recebeu muito bem. Ao longo deste tempo recolhemos alguns dados e impressões sobre los hermanos e sua terra que agora compartilhamos com nossos leitores.

Vamos aos fatos


A área total do Uruguai equivale a do estado brasileiro do Rio Grande do Sul.

O território uruguaio é muito plano, principalmente na região de Montevidéu e arredores. Se você está planejando comprar terras por lá, fique longe do litoral. Quando as calotas polares derreterem vai ser um Deus nos acuda!

Sua capital, Montevidéu, é segura - inclusive a noite. Encontramos alguns moradores de rua que nos pediram dinheiro e nada mais. E é bom que se diga que em nossas andanças - e foram muitas! - vimos menos mendigos na rua do que é comum avistar num único dia na Cinelândia, aqui no Rio de Janeiro.

A cidade é um prato cheio para os amantes da arquitetura, pois há belos prédios do final do século XIX e início do XX relativamente bem preservados espalhados por toda parte e com uma notável concentração na Ciudad Vieja.

Veja estas e outras imagens em @gastandosola, nosso perfil no Instagram ou em nossos álbuns no Facebook:
- Cementerio Central de Montevideo;
- Palácio Salvo.

Fachada da confeitaria Las Missiones.

No dia mais movimentado, no horário de pico, a Avenida 18 de Julio não chega aos pés - em termos de trânsito - da Rua do Catete, aqui no Rio.

Em uma semana, não vimos engarrafamentos em Montevidéu.

O Aeropuerto Internacional de Carrasco é pequeno. Realmente pequeno. Mas em compensação tem wi-fi grátis e de qualidade.

Atendimento em geral é demorado, principalmente no aeroporto. Na chegada perdemos mais de uma hora na fila de imigração. O check-in é outra demora certa, pois os atendentes conversam entre si e com os passageiros como se fossem velhos amigos.

Montevidéu é uma cidade muito limpa, com poucas pichações. As praças são bem conservadas e utilizadas pela população em seus momentos de lazer - inclusive à noite.

Plaza Constitución, também conhecida como Plaza Matriz.

Todos os lugares cheiram bem. Pelo visto, há um grande investimento em aromatizadores de ambiente no Uruguai.

A maconha está liberada. Entretanto não encontramos alguém fumando, nem mesmo sentimos o cheiro, ao contrário do que acontece na Praça São Salvador, aqui no Rio, onde um transeunte pode ficar chapado só de respirar o ar que circula por lá.

As pessoas estão sempre encasacadas, mesmo quando não está muito frio.

Carros são baratos. Combustível é caríssimo.

O vinho uruguaio é de excelente qualidade. Não deixe de provar o tanat, considerado carro chefe da produção local.

Se você gosta de vinhos preste atenção no seguinte: os passeios às vinícolas oferecidos pelas operadoras são absurdamente caros. Um tour de dia inteiro em Punta Del Este custou U$ 50,00 por pessoa, enquanto uma visita de quatro horas, no máximo, a uma bodega custaria U$ 84,00. Caso decida ir, organize-se por conta própria, pois o custo é bem menor. E deixe para comprar seus vinhos num dos inúmeros mercadinhos que se espalham pela cidade. O conteúdo é o mesmo, mas o preço é incrivelmente mais baixo do que na cantina da vinícola.

A devolução do IVA torna o uso de cartão de crédito vantajoso! Verifique sempre se o benefício foi aplicado em suas compras. Caso contrário, no aeroporto há um posto onde pode ser feita a solicitação. Detalhe curioso: este posto fica na área de desembarque.

Av. 18 de Julho, a principal da cidade.

Como há pouca gente, via de regra não há excesso de lotação nos lugares. Seja em ônibus, lojas, supermercados, sempre há lugar sobrando.

É comum os homens se cumprimentarem com um beijo no rosto. Vimos vários.

Segundo uma das guias de turismo que nos acompanhou, há mais ou menos 3.000.000 de habitantes no Uruguai e 12.000.000 de vacas! Ou seja, há quatro vacas para cada habitante! Apesar dessa desproporção o quilo da carne é alto, pois o produto se destina basicamente à exportação. Ainda de acordo com ela, a educação é totalmente gratuita e de qualidade da pré-escola ao ensino superior. Mesmo assim sobram vagas nas universidades públicas. Por outro lado, o custo de vida é altíssimo, principalmente no quesito alimentação.

Veja estas e outras imagens em @gastandosola, nosso perfil no Instagram ou em nossos álbuns no Facebook:
- Cementerio Central de Montevideo;
- Palácio Salvo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Cementerio Central, o mais antigo cemitério da capital uruguaia - Montevidéu - Uruguai

Antes de iniciarmos a viagem pelo Uruguai havia feito a lição de casa, traçando roteiros, checando cotações e definindo pontos de interesse para visitar. Por isso, já sabia que em Montevidéu havia o Cementerio Central, um local conhecido por sua impressionante coleção de arte funerária representativa da primeira metade do século XIX. Faltava apenas saber como chegar lá a partir do hotel em que nos encontrávamos. Por isso, ao passar pela recepção resolvi parar e perguntar.

Há anos visitamos e fotografamos campos santos e já estamos acostumados com a reação das pessoas quando pedimos alguma informação a respeito. Entretanto, não pude deixar de sorrir internamente ao perceber a surpresa do atendente quando soube aonde queríamos ir. Ao mesmo tempo fiquei na dúvida se meu portunhol havia sido claro o suficiente para passar o recado e repeti a pergunta:

- ¿Me puede decir cómo llegar al Cementerio Central?

- No lo sé. Yo voy ver, y por mañana le digo, respondeu ele baixinho.

Agradeci e seguimos a pé rumo à Rambla Sur, outro ponto interessante marcado em nossa agenda. Ao verificar o mapa para checar nossa posição, uma surpresa: o Cementerio Central  era um quadradinho verde relativamente próximo do nosso destino final daquele dia!

Como já imaginava, na manhã seguinte o atendente do hotel se limitou a nos dar bom dia e nem tocou no assunto! Chegar no Cemitério Central a partir do centro ou da Ciudad Vieja é muito fácil, tanto que decidimos ir caminhando até lá. Era uma quarta-feira e o local estava deserto.

Testemunhas da história


Durante nossa estada no Uruguai ocorreu o falecimento do ex-presidente Jorge Batlle. Como estávamos gastando sola e nos divertindo, só ficamos sabendo porque no dia anterior tentamos visitar o Palácio Legislativo e não pudemos entrar devido ao velório que estava sendo realizado. E neste dia, logo na entrada do cemitério,  me deparei com uma enorme coroa de flores encostada na parede. Numa fita lia-se o nome de uma embaixada sul-americana.

- Sinal que o sepultamento deve ter ocorrido aqui. Vamos poder concluir esta reportagem histórica, pensei com meus botões.

Um belo jardim


Basta atravessar os portões para ver que o local é muito bem cuidado. As alamedas estão conservadas e limpas. Além disso, o projeto original (ver abaixo) é respeitado ainda hoje. Os túmulos estão dispostos de tal forma que se mantém um bom espaço entre eles, o qual é preenchido com diferentes tipos de plantas ornamentais e algumas árvores. Além de transmitir uma sensação de harmonia, esta concepção ajuda a criar uma atmosfera de recolhimento e tranquilidade.

A área do cemitério é na verdade um grande jardim

Perambulamos sem ser incomodados por umas duas horas. Volta e meia um dos três funcionários encarregados da manutenção parava o que estava fazendo e ficava nos olhando de longe, por certo querendo saber o porquê de tanta foto!

Os gatos vivem soltos entre os jazigos

Um detalhe que nos chamou a atenção foi a quantidade de gatos que vivem por ali. Todos aparentemente saudáveis e bem alimentados, diga-se de passagem.

Veja estas e outras imagens no álbum Cementerio Central de Montevideo em nossa página no Facebook.

Um pouco de história


O Cementerio Central é a necrópole mais antiga e importante do Uruguai. Concebido pelo arquiteto Carlos Zucchi para ser um cemitério jardim, foi inaugurado em 1835 e desde então abriga grandes nomes da história do país, como Gerardo Matos Rodríguez (1897- 1948), autor de La Cumparsita - apreciadores de tango entenderão seu valor, Vaimaca Perú, último cacique charrua, diversos ex-presidentes, entre eles o recém falecido Jorge Batlle, bem como líderes militares, artistas e pessoas do povo.

Basicamente é um grande quadrilátero dividido em três setores que, provavelmente, foram sendo expandidos conforme escasseava o espaço disponível. Nos jazigos das famílias mais abastadas estão instaladas obras de famosos escultores italianos como José Livi, Juan Azzarini e Félix Morelli, ou de escultores uruguaios como José Belloni e José Zorrilla de San Martín- o qual encontra-se sepultado no Panteón Nacional.

Lápides são ricas em simbologia

Outro aspecto importante a destacar é a abundante simbologia utilizada nas sepulturas. Além das tradicionais ampulhetas, tochas e anjos chorosos é possível encontrar códigos maçonicos, símbolos militares, alegorias greco-romanas e representações da vida cotidiana dos entes queridos ali depositados, algumas com cenas fortes relacionadas ao tipo de morte do sepultado e outras  verdadeiramente tocantes.

A topografia da região metropolitana é basicamente plana, mesmo assim causa certa estranheza a escolha do local onde foi construído o cemitério: às margens do Rio da Prata. Normalmente instalações deste tipo são erguidas em locais altos, para evitar a contaminação do lençol freático, o que não ocorreu neste caso. Talvez o fato possa ser explicado pela situação vivida na primeira metade do século XIX, pois nesta época o terreno encontrava-se afastado do setor urbano. Com o inevitável crescimento da cidade, a necrópole acabou sendo engolida pela metrópole.

Veja estas e outras imagens no álbum Cementerio Central de Montevideo em nossa página no Facebook.

Cementerio Central


Endereço: Av. Gonzalo Ramirez, 1302
Telefone: 2900 2434
Funcionamento: de segunda a domingo, das 10 às 16 horas
Entrada franca
Linhas de ônibus: 137 - 396

Fontes


INTENDENCIA de Montevideo. Cementerio Central. Disponível em http://www.montevideo.gub.uy/institucional/dependencias/cementerio-central. Acessado em 01 nov. 2016

ENLACES uruguaios. Cementerio Central de Montevideo. Disponível em http://www.enlacesuruguayos.com/Cementerio.Central.htm. Acessado em 01 nov. 2016