sexta-feira, 12 de julho de 2019

Três Ilhas e a Igreja de Pedra - Belmiro Braga - MG

Já há algum tempo ouvíamos falar da Igreja de Pedra de Três Ilhas, mas, por um motivo ou outro, não surgia oportunidade de irmos até lá para conhecê-la ao vivo e a cores.

Até que um dia ...

Era junho de 2019 - feriado prolongado devido a Corpus Christi - e na última hora resolvemos dar uma volta em Rio das Flores onde, mais uma vez, alguém comentou sobre a localidade de Três Ilhas. Foi um dos hóspedes da pousada onde estávamos que estava retornando de lá e deu as orientações de como chegar. Na verdade foi muito fácil, pois bastou seguir pela RJ-151 até a Ponte Três Ilhas, dobrar a esquerda na saída da ponte, já em Minas, para pegar a Estrada São José das Três Ilhas no rumo certo e seguir em frente até chegar em Três Ilhas propriamente dito. A estrada é de chão batido, mas estava muito bem conservada. Melhor até que o trecho de asfalto que pegamos na volta, já no Estado do Rio de Janeiro.

Seguimos pela estradinha de terra acompanhados pela paisagem rural, com esparsas casas de fazenda, até encontrarmos um calçamento de pedras irregulares, sinal que havíamos chegado. Confesso que fiquei surpreso. Três Ilhas é basicamente essa única rua calçada, cortada por algumas transversais, praticamente perdida no meio do nada. E esquecida pelo tempo.

Logo na entrada avistamos o primeiro dos Passos espalhados em torno da Igreja de Pedra. Passos são capelas destinadas a guardar as etapas da Via Crucis, que reproduzem a caminhada de Jesus Cristo até o Calvário. Daí seu nome.

Acostumado a ter que esperar que os turistas deem uma folga na hora de registrar pontos de interesse em outros lugares, estranhei um pouco o fato de ninguém estar se atravessando na minha frente! Ou seja, Três Ilhas ainda é um lugar que se pode visitar com calma, pois o turismo de massa, pelo menos até o momento, não demonstrou interesse por ela.

Fachada da Igreja de Pedra

A tão falada Igreja de Pedra é, literalmente, o ponto culminante da vila - uma vez que está no alto de uma colina e é praticamente impossível não enxergá-la de onde quer que se esteja. Estacionamos o carro e fomos dar uma olhada. Nesse dia ela estava aberta, mas nem sempre é assim. Caso esteja fechada basta procurar o Edinho, guardião da chave e dono da Pousada São José, a única disponível nos arredores. E é também onde fica o único restaurante - descobrimos isso na hora do almoço.


Interior da igreja

Anjo que decora o jardim em frente à igreja

Três Ilhas é um daqueles lugares que mesmo estando lá a gente se pergunta se realmente existe. Aliás fico me perguntando se ele permanecerá assim por muito tempo. Se você gosta de lugares autênticos, onde tudo permanece do mesmo jeito pela inércia e quer ter uma experiência única vá conhecer Três Ilhas agora, antes que os ponteiros do relógio a encontrem e a forcem a se mover em direção ao futuro.

Veja mais imagens da nossa visita a Três Ilhas no álbum do Facebook  e no nosso perfil no Instagram.

Casario da rua principal

Antiga residência de um dos barões do café

Um dos Passos, próximo à Igreja de Pedra

Para saber mais sobre a história de Três Ilhas, viste a página do IEPHA - Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais sobre o Centro Histórico de São José das Três Ilhas.


terça-feira, 2 de julho de 2019

Rio das Flores - RJ

Era o feriadão de Corpus Christi e não havíamos feito planos de sair, só que lá pelas tantas bateu aquela vontade de dar uma voltinha e foi aquele tal de "mas pra onde?", "será que tem vaga?" e o principal "mas o quê tem pra fazer lá?"!!

Foi assim que de uma hora para outra estávamos na estrada rumo a Rio das Flores. Não sei se essa escolha se deu por acaso ou obra divina, mas não podia ter sido melhor.

Saímos numa sexta bem cedinho da cidade do Rio de Janeiro e optamos por utilizar a BR-116. A estrada está em boas condições e paga-se apenas um pedágio (R$ 15,20), entretanto ao passar por Barra do Piraí é necessário entrar na cidade e acabamos por ficar presos num engarrafamento que nos tomou um bom tempo.

Ao final da viagem decidimos visitar a localidade de Três Ilhas em Minas Gerais e, por isso, para retornar ao Rio tomamos a RJ-040. A estrada está em condições sofríveis em vários pontos, com buracos e irregularidades na pista. Além disso, nesse trajeto passamos por dois pedágios (R$ 11,60 cada).

Um pouco de história


De acordo com o site da Prefeitura de Rio das Flores o povoamento da região intensificou-se devido ao ciclo do café - existem em torno de 40 fazendas históricas no entorno! Em 1851 foi erigida a capela dedicada a Santa Teresa, instituindo a Freguesia de Santa Teresa de Valença, então distrito de Marquês de Valença. A prosperidade adquirida com o cultivo do café foi decisiva para o desenvolvimento do povoado. Em 1882 foi inaugurada a estação da Estrada de Ferro Rio das Flores, e em 1890, emancipou-se do município de Valença, tornando-se Vila de Santa Teresa. Devido à Lei Áurea e à crise econômica do primeiro ciclo cafeicultor, a cidade foi entrando em declínio, sofrendo acentuado êxodo e gradual câmbio do foco produtor para o setor pastoril. Em 1929, a vila foi elevada à condição de cidade, e em 1943 passou a se chamar cidade de Rio das Flores. Atualmente tem sua economia baseada na agropecuária e no turismo.

Mas porque Rio das Flores? De acordo com a Sra. Margareth, proprietária da pousada Vila Flor, onde ficamos hospedados, até o início do século passado as margens do rio eram cobertas por Lírios do Campo, criando uma paisagem realmente encantadora. Infelizmente, hoje essa caraterística se perdeu e ficou apenas a referência no nome da cidade.

Dando umas voltinhas


Uma vez instalados na pousada e com algum tempo de sobra antes do almoço,  saímos para conhecer o centro de Rio das Flores, que, embora não seja muito grande, reúne tudo do que se precisa ao alcance de alguns poucos passos. Chamou nossa atenção o aspecto geral de organização e limpeza da cidade. Para quem como nós está acostumados a conviver com o caos diário do Rio de Janeiro, poder desfrutar dessa sensação de tranquilidade é um grande privilégio.

O primeiro ponto de parada foi a igreja matriz, dedicada à Santa Teresa D´Ávila. Aqui foram batizados Santos Dumont e sua irmã. Infelizmente estava fechada e só pudemos observá-la por fora.

Igreja Matriz de Rio das Flores.

Em compensação, atrás dela havia outro local que aproveitamos para conhecer: o Cemitério!

Cemitério de Rio das Flores - aqui repousam os restos dos antigos barões da região.

Tendo em vista o poderio econômico dos barões durante a época áurea do café era de se esperar que houvessem belos exemplares de arte tumular. Infelizmente encontramos bem poucos e um tanto deteriorados.

Veja mais imagens de nossa visita à Rio das Flores no álbum do Facebook e no nosso perfil no Instagram.

Hora do almoço


Chegamos próximo da hora do almoço já sabendo que a partir das 12:30h a Fazenda Santo Inácio abre seus portões para receber os visitantes com uma comidinha caseira feita com produtos da região num fogão a lenha.

Fomos recebidos pelo Sr. Celso, dono da fazenda e por sua filha Ana Célia - que é quem faz as honras da casa. Logo logo o papo estava engatado e aproveitamos para conhecer um pouco da história do lugar. Ao final, combinamos até um churrasco de costela na vala, a ser providenciado na nossa próxima visita.

D. Cida e a vaca atolada - entre outros pratos.

Sede da Fazenda Santo Inácio.

Um dos moradores de quatro patas da fazenda.

O valor é de R$ 45,00 por pessoa, sendo que o vivente pode fartar-se a vontade! Cada um pega o seu prato e vai até a cozinha, numa informalidade gostosa que torna a experiência ainda mais gratificante.

As cozinheiras são Cida e Regina e neste dia elas prepararam uma vaca atolada que estava uma delícia. Eu mesmo devo ter desatolado umas duas ... Também tinha arroz, feijão, angu, purê de abóbora, leitão assado, quiabo, espinafre, macarrão, saladas diversas e sobremesas. Isso sem contar o cafezinho.

Também é preciso dizer que o doce de mamão e o queijo de minas ganharam o coração da D. Renata, nossa especialista em questões culinárias.

Depois de saciada a fome, hora de dar umas voltas pelo terreiro para fazer a digestão e desfrutar da tranquilidade do campo e, obviamente, tirar fotos da bicharada que anda solta pelo quintal.

Depois do almoço na fazenda, pegamos o carro e seguimos em busca de outra especialidade da roça: a cachaça. Seguindo as orientações do Sr. Celso nos dirigimos ao Alambique Vieira  & Castro, o qual é bem fácil de encontrar por encontrar-se numa das glebas da Fazenda União.

Sra. Aline e D. Renata conferindo a origem da letra da música "pinga ni mim".

Fomos recebidos pela Sra. Aline, uma das proprietárias do alambique e especialista de primeira quando o assunto é água que passarinho não bebe. Segundo ela, a empresa tem uma preocupação muito grande com a sustentabilidade e o controle de qualidade no processo de fabricação da cachaça. Tudo começa com o cultivo próprio da cana na propriedade. A partir da colheita, todo subproduto é aproveitado de uma forma ou de outra de modo a causar o menor impacto possível no meio ambiente.

Mostrador de um dos tanques de destilação.

Como a visita foi feita na época da entre-safra os equipamentos estavam desligados para manutenção. Felizmente havia estoque suficiente da mercadoria e pudemos trazer alguns litros de recordações etílicas dessa viagem...

Hora da janta


A cidade conta com uma boa infraestrutura de bares e restaurantes, só que naquela noite haveria um show e as casas não estavam servindo refeições - não me perguntem o que uma coisa tem a ver com a outra! Então perguntamos a um dos rapazes se haveria alguma outra opção e nos indicaram o Restaurante da Paulinha. Como ali tudo é perto fomos andando até encontrar uma casa simples, com mesinhas na calçada e onde foi servida a pizza mais bem recheada que experimentei até hoje. Também servem pastéis, petiscos e lanches - entre outras coisas. Ao olhar o cardápio chamou nossa atenção a pizza sabor X-Tudo. Para garantir pedimos meio-a-meio com portuguesa. Tenham a certeza de que o produto faz jus ao nome, pois realmente veio de tudo e mais um pouco naquela pizza!!

Também foi legal passar um tempo ali porque é um ponto de encontro dos habitantes da cidade e pudemos compartilhar com eles aqueles momentos de descontração.

A pizza com tudo dentro, mais refrigerante saiu por módicos R$ 32,00.

Artesanato é o maior barato


Uma das dicas que o pessoal da cidade nos deu foi conhecer a Associação dos Artesãos de Manuel Duarte e Porto das Flores, popularmente conhecido como Florart.

A sede da associação fica às margens da RJ-145 e é bem fácil de achar, pois ocupa uma ampla área numa antiga estação ferroviária.

A loja é muito bem organizada e alí é possível encontrar o resultado do trabalho de mais de 60 artesãos e artistas populares. São peças feitas com diversas técnicas, tais como cerâmica, tecelagem manual, marcenaria e a especialidade da casa: trançados em taboa - folha com a qual são feitos cestos e outros itens de decoração.

D. Linéia e D. Renata trocando idéias sobre decoração.

Bruxinhas de cerâmica, trabalho de artesão local.

Pousada Vila Flor


Está localizada bem em frente da praça principal, no coração da cidade. Originalmente era uma residência que a Sra. Margareth decidiu transformar em pousada. O quarto em que ficamos não era muito grande, mas atendeu as nossas necessidades de espaço. Cama confortável, banheiro espaçoso, com chuveiro elétrico. As instalações são novas e em boas condições. Embora houvesse um reforçador de sinal no quarto a qualidade do wi-fi deixou um pouco a desejar. A conexão funcionava melhor na área onde é servido o café da manhã.

O atendimento foi nota dez pela simpatia e atenção com os quais a Sra. Margareth nos recebeu, bem como pelas dicas sobre a cidade e sua história.

Estabelecimentos citados nesse artigo


Alambique Vieria & Castro
Estrada Fazenda União, 4477
Telefone: 24 99939-0714
Contato: Sra. Aline

Fazenda Santo Inácio
Rua Professora Enaura Reis Valle, s/n - a entrada fica ao lado do portal da cidade
Telefone: (24) 2458-1996
Aberto aos domingos a partir das 12:30h - de segunda a sábado é preciso agendar
Contato direto com os proprietários, Sr. Celso e sua filha Ana Célia

Florart
Rua Major Belford, s/n - Manuel Duarte
Telefone: (24) 2458-0190
Contato com Sra. Linéia

Pousada Vila Flor
Praça Cel. Sucena, 40
Centro
Telefone: (24) 2458-1114
Contato direto com a proprietária, a Sra. Margareth

Restaurante da Paulinha
Rua Santa Teresa D'Ávila, 70
Telefone: 24 24581000 - faz tele entrega

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Torres de Bonsucesso, uma trilha inacabada - Teresópolis - RJ

Depois de um tempo de relativa inatividade aquela velha amnésia que acomete os trilheiros de montanha começou a fazer efeito e a vontade de voltar a ativa veio com força total.

Seguindo a sugestão de um amigo, optamos abrir a temporada com as Torres de Bonsucesso - um atrativo muito bacana, mas não tão conhecido como outros da região serrana do Rio de Janeiro.

As torres, vistas da base

Na verdade as torres são um imponente maciço rochoso com três picos que se salientam no conjunto: o Ferro de Passar Roupa, a Torre Central e a Torre Maior.

Antes de mais nada é preciso dizer que a trilha é sensacional, mas um pouco exigente em termos físicos. Infelizmente meu preparo não estava a altura do desafio e tive que interromper a subida próximo a primeira torre. Mesmo assim, posso garantir que vale a pena encarar esse desafio e já tenho como certo o retorno para espantar essa "mancha" do meu currículo!!

Como chegar

Siga pela estrada RJ-130 que liga Teresópolis à Nova Friburgo. Como não há sinalização específica indicando a entrada para as Torres, ao chegar na localidade de Bonsucesso (daí o seu nome) fique atento a uma rua que começa logo abaixo de uma igreja, que leva ao Vale dos Lúcios. Ao chegar numa bifurcação que tem um bar no meio, pegue à direita e entre numa estrada de chão batido com diversas propriedades rurais. No final dessa estrada há um estacionamento onde se deve obrigatoriamente deixar o veículo e pagar uma taxa ao proprietário. No dia, pagamos R$ 20,00.

Rumo ao início

A partir daí é preciso seguir por uns 500 m até o início da trilha propriamente dito. É fácil de localizar, pois fica junto às instalações de captação de água que abastecem a residência e as lavouras da fazenda.

Para o alto e avante!

A trilha tem início numa porteira e segue por uma mata fechada por quase dois quilômetros. Por um lado isso mantém a temperatura agradável e protege do sol forte (principalmente no verão!), mas por outro impede que seja possível apreciar o entorno. O caminho é, na maior parte, bem demarcado. Em alguns trechos a vegetação começa a tomar conta, principalmente trepadeiras que atrapalham um pouco a progressão. Também encontramos algumas árvores caídas sobre a passagem, fazendo parecer que está na hora da trilha passar por um manejo para conservação.

Porteira que dá acesso à trilha

Depois da mata vem um trecho ainda mais íngreme, cercado por um mato alto formado por samambaias e capim-navalha - cujas lâminas estava especialmente afiadas no dia ... Nessa parte os degraus foram cavados na terra e, quando molhados, ficam extremamente escorregadios. O lado bom é que a partir desse ponto começa a se descortinar uma belíssima paisagem, a qual pode ser apreciada a partir de alguns mirantes naturais mesmo antes de se alcançar a primeira torre.

Torre Maior, vista de um dos mirantes

Localidade de Bonsucesso, vista do alto da trilha

No dia em que fizemos a trilha estava muito quente e o sol era implacável. Inclusive a senhora que veio falar conosco no estacionamento disse que fazer a subida naquelas condições "era coisa de maluco!!". Como uma parte significativa do deslocamento é feita a céu aberto, fica a dica para escolher uma época do ano mais amena no quesito temperatura.

Ficha técnica
Extensão:em torno de 12.000 m (ida e volta);
Localização:Teresópolis - RJ
Saída:A partir de uma porteira numa propriedade rural
Altura máxima:1.860 m acima do nível do mar - Torre Central
Desnível:aproximadamente 800 m até o Ferro de Passar Roupa

Para ver o tracklog da trilha, clique aqui. É importante destacar que a trilha foi interrompida próximo a torre Ferro de Passar.

Falar sobre o nível de dificuldade de uma atividade como esta não é fácil, pois há vários elementos subjetivos que interferem na percepção do praticante, principalmente no que diz respeito a condicionamento físico e equipamento utilizado. Por isso, para padronizar as análises sobre trilhas, utilizamos a norma brasileira NBR 15505-2 - Turismo com atividades de caminhada - Parte 2: Classificação de percursos.

Classificação do percurso
de acordo com a NBR 15505-2
Severidade do Meio:2 - Moderadamente severo
Orientação no Percurso:2 - Caminho ou sinalização que indica a continuidade
Condições do Terreno:3 - Percurso por trilhas escalonadas ou terrenos irregulares
Intensidade de Esforço Físico:3 - Esforço significativo

Análise da classificação
  • Severidade do meio: em caso de chuva, extensos trechos tornam-se escorregadios; no verão, é alta a probabilidade de exposição ao sol e a temperaturas superiores a 32 °C; a trilha é deserta, não há casas, pontos de apoio ou uma estrada com fluxo de veículos; o trajeto é feito quase que em sua totalidade  por vegetação densa  e em terreno irregular; não há pontos de captação de água potável;
  • Orientação: o caminho não é bem sinalizado, mas o risco de desorientação é mínimo. Em alguns pontos a trilha fica encoberta pela vegetação e é necessário redobrar a atenção para não se desviar do percurso;
  • Terreno: típico de montanha, com elevação significativa durante todo o percurso;
  • Esforço físico: esteja preparado para uma subida constante, do início ao fim da trilha; faça paradas curtas sempre que necessário, mas não se demore demais no caminho.

Como referência, segue o tempo gasto nessa caminhada:

Subida
Início:09:15
Chegada:12:20
Retorno
Início:12:36
Chegada:14:30

Uma pausa para respirar

Terminada a trilha, há uma mesa e alguns bancos rústicos onde o pessoal aproveita para se recompor antes de retornar à civilização. Instantes antes de largar a mochila percebi que havia uma baita aranha no tampo da mesa, como se estivesse ali para alertar que sempre é bom manter os equipamentos fechados e verificar o conteúdo de botas e luvas antes de calça-los.

Veja quem nos esperava no final da aventura ...

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Gastando sola com segurança - antes mal acompanhado do que só!

O desfecho trágico do caso da turista catarinense que desapareceu numa trilha em Arraial do Cabo e foi encontrada morta (para saber mais sobre o caso, clique aqui) deve servir de alerta para todos os gastadores de sola preocupados com segurança. Por isso vamos analisar três erros básicos cometidos pela pobre moça, a saber:

Trilhar é bom, melhor ainda com segurança
  1. Saiu sozinha para a trilha: caminhar acompanhado é uma regra básica, aplicável em quase 100% dos casos. A não ser que você seja um expert em sobrevivência em treinamento, vá sempre com alguém. E é bom deixar bem claro que isso não tem relação com o sexo da pessoa. No caso, a vítima era mulher, mas acidentes e agressões - que parece ser o caso - podem ocorrer com qualquer um. Hoje se fala muito em empoderamento feminino e isso pode levar a uma falsa crença que a mulher deve provar que é capaz de sair só. Faça isso na cidade. A natureza não faz distinção de gênero quando quer ser cruel;
  2. Estava desorientada: não saber a localização exata é um erro comum, mas pior do que isso é achar que se está num lugar e na verdade estar em outro. Durante o café da manhã a turista informou a atendente que iria fazer a Trilha do Atalaia e, pouco antes de sumir, postou uma foto do local com essa mesma informação. Entretanto, seu corpo foi localizado na Trilha da Prainha. Há alguns meses um francês que realizava a travessia Petrópolis x Teresópolis também desapareceu (detalhes, clique aqui), não sem antes informar por celular que estava perdido mas podia ver as luzes de Petrópolis, quando na verdade era Guapimirim. Esse erro custou cinco dias de buscas infrutíferas, o que vem a ser tempo mais que suficiente para que o resgate chegue tarde demais. Felizmente o francês em questão foi localizado vivo e bem;
  3. Não conhecia as condições do meio: antes de partir para uma incursão no ambiente natural é altamente recomendável que se faça um estudo prévio das condições climáticas, captação de água, tipo de terreno e - principalmente no caso do Rio de Janeiro - da segurança. Praticamente não há dúvidas que a moça foi assassinada, sendo que um dos envolvidos na investigação comentou que já houve casos anteriores similares na região. Ou seja, como se diz aqui no Rio,  nunca dê mole pro azar!
Saiba mais sobre segurança na trilha lendo o nosso Guia Básico de Sobrevivência para Iniciantes

Segurança é fundamental em qualquer atividade, principalmente naquelas que envolvam o ambiente natural. Infelizmente a vida urbana e o conforto tem afastado cada vez mais as pessoas do convívio com a natureza, ao ponto delas não saberem mais como se relacionar com ela e cometerem erros básicos que podem comprometer passeios que deveriam ser muito tranquilos.

A verdade é que mesmo excursionistas experientes estão sujeitos a acidentes, mas isso não deve ser motivo para deixar de curtir - e se divertir! - na natureza.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Paraná sediou maior encontro de blogueiros de viagem do Brasil - Curitiba - PR

De 1º a 4 de novembro Curitiba se viu cercada por uma multidão armada até os dentes com celulares, laptops, câmaras fotográficas e todo tipo de bugigangas eletrônicas (sem essa de gadgets, ok?) necessárias para o contato com o mundo virtual. Felizmente era um exército do bem, formado por mais de 150 blogueiros interessados em conhecer as belezas da cidade, aprender sobre a blogosfera e fazer amizade com os nativos - se bem que a interação entre os membros dessa troupe também era intensa!

Paulo e Renata posando de par de vasos no Jardim Botânico de Curitiba

Na verdade esse povo todo era formado por blogueiros filiados à Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem - RBBV, que vieram à capital paranaense para participar de um encontro destinado justamente a reunir essa turma que anda dispersa pelo mundo, mantendo intensos contatos virtuais, mas com poucas oportunidades de se encontrarem frente a frente.

É claro que o Gastando Sola estava lá, atento a tudo e aproveitando cada momento para aprimorar ainda mais os conteúdos que levamos aos nossos seguidores. Foi uma verdadeira maratona de eventos, alternando palestras técnicas, atividades turísticas e confraternizações. Dá só uma olhada no que rolou nesse meio tempo:

Dia 1º

Pela manhã visita à Torre Panorâmica - anteriormente uma antena de celular localizada no ponto mais alto de Curitiba, hoje tornou-se um ponto de observação, permitindo uma visão da cidade em 360 graus.

A tarde City Tour na Linha Turismo - passeio em ônibus de dois andares com guia, exclusivo para os participantes do ERBBV! Foram feitas paradas  no Jardim Botânico, Unilivre e Parque Tanguá.

A guia Viviane e seu microfone estiloso

Como muitos blogueiros já haviam realizado essa atividade em outros momentos foi aberta uma programação alternativa, o Curitidoce - um tour de degustação de doces passando pelos seguintes locais: Cuore di Cacao, Mary Ann Apple Factory, Kinkan Sweet e Bazar Doce Pâtisserie.

E a noite ocorreu a abertura oficial do evento em grande estilo no Hard Rock Cafe Curitiba, quando os blogueiros foram recepcionados com coquetéis e petiscos.

D. Renata relembrando seus tempos de rock star com Julia Sampaio, do blog Fora da Toca

Dia 02 - passeio à Morretes

O dia começou cedo graças a um passeio à Morretes oferecido pela Serra Verde Express. Enquanto esperavam o embarque os blogueiros foram convidados a participar da "cerimônia do adeus" junto com Rudi, o especialista em desejar boa viagem aos passageiros que partem da estação. O trecho de ida foi feito via rodoviária.

Rudi, The Goodbye Man, em ação

Na chegada foi feito uma parada para apresentar ao grupo o Parque Temático Hisgeopar, onde a história e a geografia do Paraná são contadas de forma lúdica, com réplicas de engenho, rodas d´água, pilão, moinhos, rios, cachoeiras, trem etc. O mais interessante, e divertido, é curtir as miniaturas em movimento que interagem com o público.

Uma das muitas figuras que encantam os visitantes

O Restaurante Madalozo recepcionou os participantes em Morretes com um almoço no qual foi oferecido um cardápio com diversas opções deliciosas e onde se destacou o famoso barreado - prato típico da região.

Restaurante Madalozo

O retorno foi  de trem, numa cortesia da Serra Verde Express, que ofereceu a todos os participantes do ERBBV o famoso Passeio Por do Sol. Pelas janelas da composição foi possível admirar as belezas da serra paranaense. Pena que o tempo nublado não colaborou no quesito por do sol, mas com isso fica a desculpa para voltar e fazer novamente o passeio.

Uma viagem emocionante, com belas paisagens ao entardecer 

A noite a confraternização foi no Gards Rooftop, uma excelente oportunidade para descontrair e atualizar os contatos.

Dia 03

Hora de sossega o facho para aproveitar os conteúdos das palestras técnicas que se sucederam durante o dia, mas antes, um café da manhã reforçado - cortesia do Mercado Municipal de Curitiba.

Café da manhã recheado de sabores e esmero na decoração

Palestras da manhã

Viva o Mercado Municipal de Curitiba
Palestrante: Francielle Zuffo - Relações Públicas do Mercado Municipal

TripAdvisor - a nova rede social de viajantes by TripAdvisor
Palestrante: Leandro Oliveira - atua há mais de 5 anos no segmento de Turismo do TripAdvisor como desenvolvedor de mercados internacionais, com foco na América Latina.

Leandro Oliveira apresenta a nova formatação do TripAdvisor

Painel De hobby a profissão - formas de monetizar seu blog
Moderadora: Claudia Beatriz Saleh - fundadora da RBBV e criadora do blog e da revista Aprendiz de Viajante
Painelistas: Maurício Oliveira, Fernanda Souza e André Strauss

A Importância do audiovisual na era digital
Palestrante: Ricardo Almeida - professor do Curso de YouTube e cofundador da Coletive, uma aceleradora de canais do YouTube

Painel Criando  produtos relacionados ao blog
Moderadora: Claudia Beatriz Saleh
Painelistas: Patricia Papp, Carol Moreno e Vinícius Teles

Palestras da tarde

Painel Mídias Sociais - comunidade, crescimento e engajamento
Moderador: Rafael Miranda - criador do blog Para Viagem, membro da coordenação da RBBV e responsável pela Comissão de Parcerias
Painelistas: Maira Miranda, Andrea Nogueira e Camila Siqueira

Painel Boas práticas para ser considerado para press trips, eventos e parcerias
Moderadora: Renata Sucena - criadora do blog Viagem em Detalhes e consultora na área de marketing digital
Painelistas: Jessica da Conceição (Scritta), Renata Mendes (Serra Verde Express) e Declev Reynier (Turista Profissional)

SEO para iniciantes
Palestrante: Roni da Silva Souza - fundador do grupo Elefante Rosa

Roni apresenta SEO, um assunto sempre na pauta dos blogueiros 

Estratégias de marca e reputação para seu blog
Palestrante: Andrei Scheiner - líder de Interactive – Digital Business na Cognizant Brasil

Estruturas empresariais e tributárias para otimização dos resultados financeiros
Palestrante: Rodrigo Vieira - advogado dos sites Seguros Promo e Passagens Promo

Depois de absorver tantos conteúdos importantes para o seu dia-a-dia, os blogueiros tiveram oportunidade de relaxar na Festa de Confraternização que rolou no restaurante Ópera Arte, localizado no andar de baixo da Ópera de Arame. Foram servidos coquetéis, bebidas diversas, petiscos e pratos quentes.

Dia 04

Visita exclusiva à Arena da Baixada

O Clube Atlético Paranaense abriu suas portas para receber os participantes do encontro.

Palestras

Painel Contando histórias através do Youtube (dicas e ferramentas)
Moderador: Maurício Oliveira - criador do perfil @aventureiros, no Instagram,  do portal colaborativo Trilhas e Aventuras e dos blogs Viagens Possíveis e  Turismo LGBT
Painelistas: Robson Franzoi, Ana Luiza Strauss e  Angie Sant Ana

A ferramenta mais rentável para monetizar em 2019
Palestrantes: Vinícius Teles - junto com Patricia criou o blog Casal Partiu e tornoram-se o primeiro casal de nômades digitais do Brasil

SEO nível médio e avançado
Palestrante: Roni da Silva Souza

Painel Melhorando o rendimento de programas de afiliados em seu blog
Moderador: Rafael Miranda
Painelistas: Ana Catarina Portugal, Fábio Angheben, Paulo Rodrigo Zamboni e Julio Galvão

Ana Portugal solta o verbo sobre as dores e as delícias dos programas de afiliação

Capacitação Curitiba
Palestrante: Alexander Roger - servidor do Instituto do Turismo, historiador e guia com mais de 18 anos de atuação

Alexander deu uma aula sobre Curitiba e seus atrativos

Encerrados os trabalhos os blogueiros partiram para o último compromisso oficial do evento, o Jantar de Encerramento no restaurante O Jardineiro. Foi uma festa digna de figurar nos anais dos Encontros da RBBV com um buffet delicioso, música ao vivo e até um baile improvisado. Definitivamente memorável.

Nosso muito obrigado

Um evento do porte do ERBBV2018 não se torna realidade do dia pra noite, nem se paga sozinho. É o resultado do trabalho duro e constante de uma equipe de voluntários que acreditam no fortalecimento da rede e toparam esse desafio. Além deles, é claro, temos muito a agradecer aos patrocinadores, parceiros e apoiadores que de uma forma ou de outra colaboraram para tornar o encontro possível.

Patrocinadores: Trip Advisor, Booking, Seguros Promo, Easysim4u, ViajaNet.
Parceiros: Institito municipal Curitiba Turismo e Curitiba Convention & Visitors Bureau.
Apoiadores: Belvitur, Curta Curitiba e Serra Verde Express

Um agradecimento todo especial a equipe da RBBV que segurou a peteca e fez tudo funcionar direitinho:

Cláudia Beatriz, do Aprendiz de Viajante, Rafael Miranda, do Para Viagem, Maíra Silveira, do Aos Viajantes, Renata Sucena, do Viagem em Detalhes e Daniela Duarte, do Blog Só Viagem.

Até a próxima pessoal!

Participar do maior encontro de blogueiros de viagem do Brasil é sempre muito bacana - essa foi nossa segunda participação. É uma oportunidade para estreitar os laços de antigas amizades, conhecer gente nova, aprender muito sobre novos destinos e, claro, sobre a parte técnica e administrativa do negócio. Afinal é para crescer e aprimorar nosso trabalho que nos dispomos a participar do Encontro RBBV 2018.

Um grande abraço a todos!

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Encontro da Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem - ERBBV 2018 - Curitiba - PR

É hora de reunir a galera!

Em novembro estaremos gastando sola em Curitiba, na companhia de uma turma muito especial, durante a realização do Encontro 2018 da Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem - RBBV.

Não por acaso a capital do Paraná foi escolhida para sediar o encontro, pois a cidade é um dos maiores destinos turísticos do Brasil graças a seus atrativos naturais e infraestrutura voltada ao setor. Diga-se de passagem que o apoio do Curitiba Convention & Visitors Bureau e do Instituto Municipal de Turismo de Curitiba foram determinantes para a realização do evento.

São esperados em torno de 150 blogueiros especializados nos temas viagem e turismo, ávidos por estreitarem suas redes de relacionamento com os colegas presentes, bem como aprofundarem temas relevantes a serem tratados pelos palestrantes convidados em áreas como monetização, SEO, profissionalização, redes sociais, fotografia, edição de vídeo, entre outros.

Alguns dos palestrantes já confirmados:

RONI DA SILVA SOUZA Publicitário com mais de 8 anos de experiência no mundo online, especialmente E-commerce, atuando diretamente em mídia display, afiliados, retargeting e comparadores de preços. Fundador do Grupo Elefante Rosa, uma agência de Marketing Digital focada em Performance e Branding Digital. Ganhador de diversos prêmios no mercado, dentre eles o Digitalks como melhor profissional de marketing online.
RICARDO ALMEIDA Jornalista com pós-graduação em Comunicação Audiovisual, diretor de produção, professor do Curso de YouTube e cofundador da Coletive, uma aceleradora de canais do YouTube. Trabalha com canais gigantes tanto no Brasil quanto no exterior - entre eles PC Siqueira, Kéfera, NiceNienke, Gabriel O Pensador, Clara Aguilar, Tesão Piá, SEBRAE e Positivo.
LEANDRO OLIVEIRA Formado em Sistemas de Informação pela Universidade de Indiana e MBA no MIT, possui experiência no segmento de tecnologia como consultor da Deloitte no Vale do Silício. Iniciou sua carreira no segmento de Turismo há mais de 5 anos no TripAdvisor para desenvolver mercados internacionais, com foco na America Latina.
RODRIGO VIEIRA Advogado formado pela PUC Minas, é um entusiasta do Direito Tributário e Empresarial aplicado às relação em meios Digitais. Representa os sites Seguros Promo e Passagens Promo, com atuação nas diversas áreas que envolvem o ambiente corporativo, como relações cíveis e contratuais, trabalhista empresarial, tributário e societário. É autor de artigos e circulares publicados em sites jurídicos.

Turismo sempre em pauta


É claro que num encontro como esse a vivência do local possui um papel de grande relevância. Por isso, além das palestras técnicas, estão previstas diversas atividades que incluem pontos turísticos e gastronômicos. Essa é a oportunidade que a cidade tem de apresentar a esse seleto grupo de formadores de opinião o quê há de melhor a oferecer aos visitantes. Posteriormente, cada participante irá divulgar os atrativos para seus leitores através dos seus canais de informação.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Trilha da Cachoeira Rei do Prata - Cavalcante - GO

Em junho de 2018 fomos gastar sola na Chapada dos Veadeiros, participando de uma Expedição Fotográfica com André Dib. Foram sete dias de trilhas incríveis numa região de rara beleza que nos proporcionou muitos registros impressionantes e uma vivência maravilhosa com pessoas sintonizadas na mesma vibração. A trilha da Cachoeira Rei do Prata foi a primeira de uma série de caminhadas e pode-se dizer que a escolha não poderia ter sido melhor!

60 km de poeira


Eram 08:30 quando os veículos 4x4 contratados pelo pessoal do Namuchila - operadora responsável pela logística do evento - chegaram à pousada para nos levar até o ponto inicial da trilha, localizado a aproximadamente 60 km dali através de uma estrada de chão batido e muita poeira! Na imensidão do Cerrado as estradas não são asfaltadas, as distâncias consideráveis e a poeira uma constante, mas nada que um pouco de espírito de aventura não dê conta. Durante o trajeto aproveitamos para apreciar a exuberância do Cerrado e alguns de seus habitantes locais, como gaviões carcará e seriemas que acompanharam o carro por um tempo.

A trilha


O caminho é bem demarcado e sem obstáculos significativos

O complexo de Cachoeiras do Rio Prata oferece uma série de atrativos para os amantes da natureza, incluindo a principal queda d'água conhecida como Rei do Prata, corredeiras, um cânion e mirantes com vistas sensacionais.

Esse atrativo está localizado numa propriedade particular - Fazenda Ouro Fino - e é preciso pagar pela entrada. Na ocasião o preço era de R$ 20,00 por pessoa.

O percurso em si é tranquilo, com poucos desníveis significativos. Há três passagens sobre o Rio da Prata e aí vai uma curiosidade: esse rio delimita a fronteira dos Estados de Goiás e Tocantins. Então, em alguns momentos a trilha é feita num Estado e depois no outro!!

Uma das passagens sobre o Rio da Prata

O caminho estava bem demarcado, sendo que próximo a metade do percurso há uma palhoça que serve como ponto de apoio para os trilheiros. Na ida encontramos alguns funcionários responsáveis pelo monitoramento do local e pela manutenção da via, bem como pelo controle de entrada e saída dos visitantes. Na volta nos deliciamos com uma garrafa térmica com café e cumbucas recheadas de rapadura, goiabada e biscoitos que eles haviam deixado à disposição. Bem próximo desse lugar há um abrigo onde é possível pernoitar e uma área de acampamento.

Ponto de apoio

Passando esse ponto em direção à cachoeira a paisagem muda significativamente e é possível se ter uma bela visão da Serra Nova Aurora.

A paisagem é deslumbrante

A Cachoeira Rei do Prata
O entorno da cachoeira oferece uma área plana, própria para o descanso após a caminhada e perfeita para relaxar entre um banho e outro na ampla piscina natural aos pés da queda d'água.

Embora a Rei do Prata seja o destino final da trilha é bom lembrar que há outros atrativos bem próximos que podem - e devem! ser visitados, principalmente os mirantes.

Para ver o registro completo da trilha, clique aqui.
Veja outras imagens da Chapada dos Veadeiros em nosso perfil no Instagram @gastandosola.

A turma da expedição fotográfica fazendo o que mais gosta: fotografar!!

Ficha técnica


Alguns dados
Extensão:8.800 m
Saída:Ponto de acesso pela estrada São José
Altura máxima:980 m acima do nível do mar
Desnível de subida:275 m

Classificação do percurso
de acordo com a NBR 15505-2
Severidade do Meio:2 - moderadamente severo
Orientação no Percurso:2 - caminho ou sinalização que indica a continuidade
Condições do Terreno:3 - percurso por trilhas escalonadas ou terrenos irregulares
Intensidade de Esforço Físico:3 - esforço significativo

Observações:
  • Severidade do meio: como todo ambiente natural existe o risco de acidente com animais peçonhentos, por isso é sempre bom ficar atento. A maior parte do trajeto é feita a céu aberto, com alta exposição à radiação solar. Há vários pontos de captação de água corrente e límpida, mas é altamente recomendável o uso de purificadores de água;
  • Orientação: o caminho é bem sinalizado e o risco de desorientação é mínimo;
  • Terreno: um pouco irregular em alguns trechos, com travessia de rio em vários pontos - inclusive sobre pedras;
  • Esforço físico: esteja preparado para percorrer quase nove quilômetros com trechos em ascensão moderada. Faça paradas curtas sempre que necessário, mas não se demore demais no caminho.