segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Paraná sediou maior encontro de blogueiros de viagem do Brasil - Curitiba - PR

De 1º a 4 de novembro Curitiba se viu cercada por uma multidão armada até os dentes com celulares, laptops, câmaras fotográficas e todo tipo de bugigangas eletrônicas (sem essa de gadgets, ok?) necessárias para o contato com o mundo virtual. Felizmente era um exército do bem, formado por mais de 150 blogueiros interessados em conhecer as belezas da cidade, aprender sobre a blogosfera e fazer amizade com os nativos - se bem que a interação entre os membros dessa troupe também era intensa!

Paulo e Renata posando de par de vasos no Jardim Botânico de Curitiba

Na verdade esse povo todo era formado por blogueiros filiados à Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem - RBBV, que vieram à capital paranaense para participar de um encontro destinado justamente a reunir essa turma que anda dispersa pelo mundo, mantendo intensos contatos virtuais, mas com poucas oportunidades de se encontrarem frente a frente.

É claro que o Gastando Sola estava lá, atento a tudo e aproveitando cada momento para aprimorar ainda mais os conteúdos que levamos aos nossos seguidores. Foi uma verdadeira maratona de eventos, alternando palestras técnicas, atividades turísticas e confraternizações. Dá só uma olhada no que rolou nesse meio tempo:

Dia 1º

Pela manhã visita à Torre Panorâmica - anteriormente uma antena de celular localizada no ponto mais alto de Curitiba, hoje tornou-se um ponto de observação, permitindo uma visão da cidade em 360 graus.

A tarde City Tour na Linha Turismo - passeio em ônibus de dois andares com guia, exclusivo para os participantes do ERBBV! Foram feitas paradas  no Jardim Botânico, Unilivre e Parque Tanguá.

A guia Viviane e seu microfone estiloso

Como muitos blogueiros já haviam realizado essa atividade em outros momentos foi aberta uma programação alternativa, o Curitidoce - um tour de degustação de doces passando pelos seguintes locais: Cuore di Cacao, Mary Ann Apple Factory, Kinkan Sweet e Bazar Doce Pâtisserie.

E a noite ocorreu a abertura oficial do evento em grande estilo no Hard Rock Cafe Curitiba, quando os blogueiros foram recepcionados com coquetéis e petiscos.

D. Renata relembrando seus tempos de rock star com Julia Sampaio, do blog Fora da Toca

Dia 02 - passeio à Morretes

O dia começou cedo graças a um passeio à Morretes oferecido pela Serra Verde Express. Enquanto esperavam o embarque os blogueiros foram convidados a participar da "cerimônia do adeus" junto com Rudi, o especialista em desejar boa viagem aos passageiros que partem da estação. O trecho de ida foi feito via rodoviária.

Rudi, The Goodbye Man, em ação

Na chegada foi feito uma parada para apresentar ao grupo o Parque Temático Hisgeopar, onde a história e a geografia do Paraná são contadas de forma lúdica, com réplicas de engenho, rodas d´água, pilão, moinhos, rios, cachoeiras, trem etc. O mais interessante, e divertido, é curtir as miniaturas em movimento que interagem com o público.

Uma das muitas figuras que encantam os visitantes

O Restaurante Madalozo recepcionou os participantes em Morretes com um almoço no qual foi oferecido um cardápio com diversas opções deliciosas e onde se destacou o famoso barreado - prato típico da região.

Restaurante Madalozo

O retorno foi  de trem, numa cortesia da Serra Verde Express, que ofereceu a todos os participantes do ERBBV o famoso Passeio Por do Sol. Pelas janelas da composição foi possível admirar as belezas da serra paranaense. Pena que o tempo nublado não colaborou no quesito por do sol, mas com isso fica a desculpa para voltar e fazer novamente o passeio.

Uma viagem emocionante, com belas paisagens ao entardecer 

A noite a confraternização foi no Gards Rooftop, uma excelente oportunidade para descontrair e atualizar os contatos.

Dia 03

Hora de sossega o facho para aproveitar os conteúdos das palestras técnicas que se sucederam durante o dia, mas antes, um café da manhã reforçado - cortesia do Mercado Municipal de Curitiba.

Café da manhã recheado de sabores e esmero na decoração

Palestras da manhã

Viva o Mercado Municipal de Curitiba
Palestrante: Francielle Zuffo - Relações Públicas do Mercado Municipal

TripAdvisor - a nova rede social de viajantes by TripAdvisor
Palestrante: Leandro Oliveira - atua há mais de 5 anos no segmento de Turismo do TripAdvisor como desenvolvedor de mercados internacionais, com foco na América Latina.

Leandro Oliveira apresenta a nova formatação do TripAdvisor

Painel De hobby a profissão - formas de monetizar seu blog
Moderadora: Claudia Beatriz Saleh - fundadora da RBBV e criadora do blog e da revista Aprendiz de Viajante
Painelistas: Maurício Oliveira, Fernanda Souza e André Strauss

A Importância do audiovisual na era digital
Palestrante: Ricardo Almeida - professor do Curso de YouTube e cofundador da Coletive, uma aceleradora de canais do YouTube

Painel Criando  produtos relacionados ao blog
Moderadora: Claudia Beatriz Saleh
Painelistas: Patricia Papp, Carol Moreno e Vinícius Teles

Palestras da tarde

Painel Mídias Sociais - comunidade, crescimento e engajamento
Moderador: Rafael Miranda - criador do blog Para Viagem, membro da coordenação da RBBV e responsável pela Comissão de Parcerias
Painelistas: Maira Miranda, Andrea Nogueira e Camila Siqueira

Painel Boas práticas para ser considerado para press trips, eventos e parcerias
Moderadora: Renata Sucena - criadora do blog Viagem em Detalhes e consultora na área de marketing digital
Painelistas: Jessica da Conceição (Scritta), Renata Mendes (Serra Verde Express) e Declev Reynier (Turista Profissional)

SEO para iniciantes
Palestrante: Roni da Silva Souza - fundador do grupo Elefante Rosa

Roni apresenta SEO, um assunto sempre na pauta dos blogueiros 

Estratégias de marca e reputação para seu blog
Palestrante: Andrei Scheiner - líder de Interactive – Digital Business na Cognizant Brasil

Estruturas empresariais e tributárias para otimização dos resultados financeiros
Palestrante: Rodrigo Vieira - advogado dos sites Seguros Promo e Passagens Promo

Depois de absorver tantos conteúdos importantes para o seu dia-a-dia, os blogueiros tiveram oportunidade de relaxar na Festa de Confraternização que rolou no restaurante Ópera Arte, localizado no andar de baixo da Ópera de Arame. Foram servidos coquetéis, bebidas diversas, petiscos e pratos quentes.

Dia 04

Visita exclusiva à Arena da Baixada

O Clube Atlético Paranaense abriu suas portas para receber os participantes do encontro.

Palestras

Painel Contando histórias através do Youtube (dicas e ferramentas)
Moderador: Maurício Oliveira - criador do perfil @aventureiros, no Instagram,  do portal colaborativo Trilhas e Aventuras e dos blogs Viagens Possíveis e  Turismo LGBT
Painelistas: Robson Franzoi, Ana Luiza Strauss e  Angie Sant Ana

A ferramenta mais rentável para monetizar em 2019
Palestrantes: Vinícius Teles - junto com Patricia criou o blog Casal Partiu e tornoram-se o primeiro casal de nômades digitais do Brasil

SEO nível médio e avançado
Palestrante: Roni da Silva Souza

Painel Melhorando o rendimento de programas de afiliados em seu blog
Moderador: Rafael Miranda
Painelistas: Ana Catarina Portugal, Fábio Angheben, Paulo Rodrigo Zamboni e Julio Galvão

Ana Portugal solta o verbo sobre as dores e as delícias dos programas de afiliação

Capacitação Curitiba
Palestrante: Alexander Roger - servidor do Instituto do Turismo, historiador e guia com mais de 18 anos de atuação

Alexander deu uma aula sobre Curitiba e seus atrativos

Encerrados os trabalhos os blogueiros partiram para o último compromisso oficial do evento, o Jantar de Encerramento no restaurante O Jardineiro. Foi uma festa digna de figurar nos anais dos Encontros da RBBV com um buffet delicioso, música ao vivo e até um baile improvisado. Definitivamente memorável.

Nosso muito obrigado

Um evento do porte do ERBBV2018 não se torna realidade do dia pra noite, nem se paga sozinho. É o resultado do trabalho duro e constante de uma equipe de voluntários que acreditam no fortalecimento da rede e toparam esse desafio. Além deles, é claro, temos muito a agradecer aos patrocinadores, parceiros e apoiadores que de uma forma ou de outra colaboraram para tornar o encontro possível.

Patrocinadores: Trip Advisor, Booking, Seguros Promo, Easysim4u, ViajaNet.
Parceiros: Institito municipal Curitiba Turismo e Curitiba Convention & Visitors Bureau.
Apoiadores: Belvitur, Curta Curitiba e Serra Verde Express

Um agradecimento todo especial a equipe da RBBV que segurou a peteca e fez tudo funcionar direitinho:

Cláudia Beatriz, do Aprendiz de Viajante, Rafael Miranda, do Para Viagem, Maíra Silveira, do Aos Viajantes, Renata Sucena, do Viagem em Detalhes e Daniela Duarte, do Blog Só Viagem.

Até a próxima pessoal!

Participar do maior encontro de blogueiros de viagem do Brasil é sempre muito bacana - essa foi nossa segunda participação. É uma oportunidade para estreitar os laços de antigas amizades, conhecer gente nova, aprender muito sobre novos destinos e, claro, sobre a parte técnica e administrativa do negócio. Afinal é para crescer e aprimorar nosso trabalho que nos dispomos a participar do Encontro RBBV 2018.

Um grande abraço a todos!

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Encontro da Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem - ERBBV 2018 - Curitiba - PR

É hora de reunir a galera!

Em novembro estaremos gastando sola em Curitiba, na companhia de uma turma muito especial, durante a realização do Encontro 2018 da Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem - RBBV.

Não por acaso a capital do Paraná foi escolhida para sediar o encontro, pois a cidade é um dos maiores destinos turísticos do Brasil graças a seus atrativos naturais e infraestrutura voltada ao setor. Diga-se de passagem que o apoio do Curitiba Convention & Visitors Bureau e do Instituto Municipal de Turismo de Curitiba foram determinantes para a realização do evento.

São esperados em torno de 150 blogueiros especializados nos temas viagem e turismo, ávidos por estreitarem suas redes de relacionamento com os colegas presentes, bem como aprofundarem temas relevantes a serem tratados pelos palestrantes convidados em áreas como monetização, SEO, profissionalização, redes sociais, fotografia, edição de vídeo, entre outros.

Alguns dos palestrantes já confirmados:

RONI DA SILVA SOUZA Publicitário com mais de 8 anos de experiência no mundo online, especialmente E-commerce, atuando diretamente em mídia display, afiliados, retargeting e comparadores de preços. Fundador do Grupo Elefante Rosa, uma agência de Marketing Digital focada em Performance e Branding Digital. Ganhador de diversos prêmios no mercado, dentre eles o Digitalks como melhor profissional de marketing online.
RICARDO ALMEIDA Jornalista com pós-graduação em Comunicação Audiovisual, diretor de produção, professor do Curso de YouTube e cofundador da Coletive, uma aceleradora de canais do YouTube. Trabalha com canais gigantes tanto no Brasil quanto no exterior - entre eles PC Siqueira, Kéfera, NiceNienke, Gabriel O Pensador, Clara Aguilar, Tesão Piá, SEBRAE e Positivo.
LEANDRO OLIVEIRA Formado em Sistemas de Informação pela Universidade de Indiana e MBA no MIT, possui experiência no segmento de tecnologia como consultor da Deloitte no Vale do Silício. Iniciou sua carreira no segmento de Turismo há mais de 5 anos no TripAdvisor para desenvolver mercados internacionais, com foco na America Latina.
RODRIGO VIEIRA Advogado formado pela PUC Minas, é um entusiasta do Direito Tributário e Empresarial aplicado às relação em meios Digitais. Representa os sites Seguros Promo e Passagens Promo, com atuação nas diversas áreas que envolvem o ambiente corporativo, como relações cíveis e contratuais, trabalhista empresarial, tributário e societário. É autor de artigos e circulares publicados em sites jurídicos.

Turismo sempre em pauta


É claro que num encontro como esse a vivência do local possui um papel de grande relevância. Por isso, além das palestras técnicas, estão previstas diversas atividades que incluem pontos turísticos e gastronômicos. Essa é a oportunidade que a cidade tem de apresentar a esse seleto grupo de formadores de opinião o quê há de melhor a oferecer aos visitantes. Posteriormente, cada participante irá divulgar os atrativos para seus leitores através dos seus canais de informação.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Trilha da Cachoeira Rei do Prata - Cavalcante - GO

Em junho de 2018 fomos gastar sola na Chapada dos Veadeiros, participando de uma Expedição Fotográfica com André Dib. Foram sete dias de trilhas incríveis numa região de rara beleza que nos proporcionou muitos registros impressionantes e uma vivência maravilhosa com pessoas sintonizadas na mesma vibração. A trilha da Cachoeira Rei do Prata foi a primeira de uma série de caminhadas e pode-se dizer que a escolha não poderia ter sido melhor!

60 km de poeira


Eram 08:30 quando os veículos 4x4 contratados pelo pessoal do Namuchila - operadora responsável pela logística do evento - chegaram à pousada para nos levar até o ponto inicial da trilha, localizado a aproximadamente 60 km dali através de uma estrada de chão batido e muita poeira! Na imensidão do Cerrado as estradas não são asfaltadas, as distâncias consideráveis e a poeira uma constante, mas nada que um pouco de espírito de aventura não dê conta. Durante o trajeto aproveitamos para apreciar a exuberância do Cerrado e alguns de seus habitantes locais, como gaviões carcará e seriemas que acompanharam o carro por um tempo.

A trilha


O caminho é bem demarcado e sem obstáculos significativos

O complexo de Cachoeiras do Rio Prata oferece uma série de atrativos para os amantes da natureza, incluindo a principal queda d'água conhecida como Rei do Prata, corredeiras, um cânion e mirantes com vistas sensacionais.

Esse atrativo está localizado numa propriedade particular - Fazenda Ouro Fino - e é preciso pagar pela entrada. Na ocasião o preço era de R$ 20,00 por pessoa.

O percurso em si é tranquilo, com poucos desníveis significativos. Há três passagens sobre o Rio da Prata e aí vai uma curiosidade: esse rio delimita a fronteira dos Estados de Goiás e Tocantins. Então, em alguns momentos a trilha é feita num Estado e depois no outro!!

Uma das passagens sobre o Rio da Prata

O caminho estava bem demarcado, sendo que próximo a metade do percurso há uma palhoça que serve como ponto de apoio para os trilheiros. Na ida encontramos alguns funcionários responsáveis pelo monitoramento do local e pela manutenção da via, bem como pelo controle de entrada e saída dos visitantes. Na volta nos deliciamos com uma garrafa térmica com café e cumbucas recheadas de rapadura, goiabada e biscoitos que eles haviam deixado à disposição. Bem próximo desse lugar há um abrigo onde é possível pernoitar e uma área de acampamento.

Ponto de apoio

Passando esse ponto em direção à cachoeira a paisagem muda significativamente e é possível se ter uma bela visão da Serra Nova Aurora.

A paisagem é deslumbrante

A Cachoeira Rei do Prata
O entorno da cachoeira oferece uma área plana, própria para o descanso após a caminhada e perfeita para relaxar entre um banho e outro na ampla piscina natural aos pés da queda d'água.

Embora a Rei do Prata seja o destino final da trilha é bom lembrar que há outros atrativos bem próximos que podem - e devem! ser visitados, principalmente os mirantes.

Para ver o registro completo da trilha, clique aqui.
Veja outras imagens da Chapada dos Veadeiros em nosso perfil no Instagram @gastandosola.

A turma da expedição fotográfica fazendo o que mais gosta: fotografar!!

Ficha técnica


Alguns dados
Extensão:8.800 m
Saída:Ponto de acesso pela estrada São José
Altura máxima:980 m acima do nível do mar
Desnível de subida:275 m

Classificação do percurso
de acordo com a NBR 15505-2
Severidade do Meio:2 - moderadamente severo
Orientação no Percurso:2 - caminho ou sinalização que indica a continuidade
Condições do Terreno:3 - percurso por trilhas escalonadas ou terrenos irregulares
Intensidade de Esforço Físico:3 - esforço significativo

Observações:
  • Severidade do meio: como todo ambiente natural existe o risco de acidente com animais peçonhentos, por isso é sempre bom ficar atento. A maior parte do trajeto é feita a céu aberto, com alta exposição à radiação solar. Há vários pontos de captação de água corrente e límpida, mas é altamente recomendável o uso de purificadores de água;
  • Orientação: o caminho é bem sinalizado e o risco de desorientação é mínimo;
  • Terreno: um pouco irregular em alguns trechos, com travessia de rio em vários pontos - inclusive sobre pedras;
  • Esforço físico: esteja preparado para percorrer quase nove quilômetros com trechos em ascensão moderada. Faça paradas curtas sempre que necessário, mas não se demore demais no caminho.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Gastando sola com segurança - guia básico de sobrevivência para iniciantes

Recentemente estive percorrendo as trilhas da Chapada dos Veadeiros na companhia de um grupo super bacana, mas com pouca experiência nesse tipo de atividade. Como normalmente acontece nessas ocasiões o pessoal começou a pedir orientações para o "veterano" aqui e, ao final da viagem, sugeriram que escrevesse um artigo no blog com dicas práticas para quem está começando a trilhar.

Já vinha rascunhando um texto com vários apontamentos sobre o assunto, mas como hoje pela manhã recebi a notícia de que o excursionista francês que estava perdido na Travessia Petrópolis-Teresópolis foi encontrado com vida (para saber mais, clique aqui) e bem de saúde graças a seus conhecimentos, e equipamentos, de sobrevivência no ambiente natural, a mim pareceu que era uma boa hora para falar sobre isso.

Em primeiro lugar, gostaria de deixar bem claro uma percepção particular que vai um pouco contra o senso comum: a natureza não é nossa amiga! O conceito de que a mãe natureza nos protege e que os animaizinhos são nossos irmãos é um grande engodo. A vida civilizada nos cercou de tantos mecanismos de conforto e proteção que acabamos por perder a noção do que é, na verdade, viver sem ter um mercado para obter comida, torneira para fornecer água tratada, hospitais, etc.

Em segundo lugar, deixar bem claro que estar com os equipamentos corretos é apenas um terço dos recursos necessários para sobreviver no ambiente natural numa situação de emergência. Os outros dois são conhecimento e atitude mental. De nada vale estar bem equipado se a pessoa não souber utilizar os recursos que estão disponíveis ou entrar em pânico e perder a capacidade de raciocinar. Sem a menor sombra de dúvida um dos fatores que definitivamente faz a diferença entre viver ou morrer é conseguir manter a calma e focar na autopreservação até que o socorro chegue.

Dito isto, vamos a algumas dicas básicas, mas muito úteis:

Vestuário

Evite roupas de algodão, pois quando molhadas pesam e demoram a secar. Prefira camisetas tipo dry-fit por não reterem o suor, secarem rapidamente e ainda protegerem dos raios UV. Mesmo que você não seja gordinho, avalie usar cuecas elásticas com pernas, tipo bermuda, para evitar assadura nas coxas.

Percorrendo a trilha da Pedra do Sino em Teresópolis - RJ. Foto de Viviane Rosa.

Esteja atento as condições climáticas do lugar onde será realizada a atividade. Se necessário leve agasalhos para o frio e sempre tenha um poncho descartável ao seu alcance.

Quando a turma da Chapada dos Veadeiros me viu trajado para a primeira trilha, acharam no mínimo estranho o uso de dois acessórios que considero fundamentais: chapéu e lenço de pescoço. Como sou gaúcho, acharam que o lenço era alguma alusão ao meu passado gaudério!

O uso do chapéu, acredito, dispensa maiores explicações. Serve para proteger do sol, mas também dos galhos das árvores e dos insetos. Para quem fotografa, como eu, é um excelente quebra luz.

O lenço tem inúmeras utilidades, das quais destaco as seguintes:

  • no pescoço, protege a pele do sol e do atrito com a alça da câmera fotográfica;
  • na cabeça, vira bandana;
  • no rosto, proteção contra a poeira da estrada;
  • molhado, para refrescar o corpo em dias de calor;
  • limpar ou secar os equipamentos.

Calçados

Devem prover conforto e segurança, bem como serem adequados ao tipo de terreno a ser enfrentado. Pessoalmente gosto de usar botinas, principalmente em lugares pedregosos, mas essa não é uma regra imutável. Por exemplo, nas areias dos Lençóis Maranhenses o mais indicado é andar descalço ou de meias. Use o bom senso e evite usar calçados abertos, que não oferecem tração e estabilidade.

Os pés do trilheiro merecem atenção toda especial, pois é com eles que se percorre o caminho. Gaste um pouco mais com bons calçados e economize em bolhas e dores mais tarde. Outra dica é utilizar meias próprias para longas caminhadas, as quais protegem os pés do atrito com o calçado, além de mantê-los secos e aquecidos.

Mochila

O tamanho deve ser condizente com o tempo de duração da trilha. Para um dia, uma mochila entre 30 e 45 litros costuma ser o suficiente. Evite os penduricalhos. Coloque tudo dentro da mochila. Isso facilita o deslocamento em áreas de mata, previne a perda por queda e evita que os itens fiquem se batendo.

Quanto ao peso é bom levar em conta a regra dos 10%: o peso total da mochila não deve ultrapassar 10% do peso corporal de quem a transporta. Entenda que nem por isso se atocha coisas de utilidade duvidosa até completar esse percentual.

Respeitado o limite máximo pessoal, a regra é levar o mínimo, sempre! Já vi muita gente se queixando do peso por terem colocado itens que pesavam apenas 200 grama. Acontece que 5 itens de 200 grama formam 01 quilo e essa carga vai apresentar sua conta lá adiante, quando não há como remover o excesso de bagagem.

Comportamento na trilha

Atenção redobrada ao caminho que está sendo percorrido, mesmo que você esteja acompanhado de um guia experiente. Tenha em mente que errar é humano e mesmo o guia pode se perder. Memorizar pontos de referência pode ser particularmente útil para se orientar em situações de emergência. Atenção redobrada nas bifurcações. Olhe sempre aonde pisa e não saia da trilha, pois este é o ponto de referência inicial que a equipe de resgate vai utilizar para localizar você.

Estar atento a sinalização é fundamental.

Hidratação

Nunca beba água sem tratamento, por mais límpida que ela pareça ser e apesar do seu guia fazer isso e afirmar que não há perigo. Há perigo sim. Não há como saber se a água está contaminada ou não. Para tratar a água leve sempre consigo pastilhas para purificação e tenha muito cuidado ao escolher a fonte utilizada na captação.

Segurança

Grupos de trilha normalmente são heterogêneos, frequentemente formados pela contratação de um pacote numa agência de turismo. Apesar do clima de cordialidade e cooperação que costuma unir os membros durante o passeio, tenha sempre em mente que nem todos são seus amigos. Recentemente uma montanhista teve os tênis e meias roubados no abrigo do Açu, em Petrópolis, e só pode seguir em frente graças a solidariedade dos colegas que lhe emprestaram sandálias para quebrar o galho. Além disso, trilhas podem ser utilizadas por bandidos, como ocorre comumente aqui no Rio de Janeiro.

Essencial

Decidir o quê é realmente essencial para levar numa trilha depende muito do perfil do aventureiro. No meu caso, ao partir para uma aventura levo sempre um apito - para sinalizar a posição sem precisar gritar -, canivete, paracord, kit primeiros socorros, isqueiro com iscas para fogo, lanterna e pilhas sobressalentes, tudo devidamente protegido em um saco estanque.

Pulseiras de paracord, com 3 m de corda, apito, bússola e pederneira embutidos no fecho.

A seguir uma lista mais completa, que pode ser utilizada como referência:
  • 1 lanterna pequena com pilhas adicionais;
  • 1 canivete;
  • 1 isqueiro*;
  • 3 iscas para fogo**;
  • 10m de paracord***;
  • Agulha, linha e alguns botões de tamanhos variados;
  • 1 atadura elástica;
  • 1 álcool gel para higienizar as mãos;
  • 1 sabonete pequeno;
  • 1 cartela de purificadores de água;
  • 1 antisséptico tópico tipo mertiolate;
  • 1 pacote de gazes para curativo;
  • 1 atadura de crepom;
  • 1 rolo de esparadrapo;
  • 10 curativos adesivos tipo band-aid;
  • 1 par de luvas cirúrgicas;
Observações:
* - o uso do isqueiro deve se restringir as áreas onde é permitido fazer fogo. No caso de emergências, pode ser utilizado para sinalizar sua posição com fumaça;
** - há vários tipos, mas preferimos aquelas feitas com algodão e parafina de vela derretida. Queimam com facilidade e são fáceis de transportar;
*** - cordame leve e resistente, muito utilizado por campistas graças a sua versatilidade.

Por último e não menos importante: esportes ao ar livre estão sujeitos a certos riscos e percorrer trilhas não foge a essa regra. Entretanto, isso não é motivo para se trancar em casa e acabar tendo outros tipos de problemas. O importante é praticar suas atividades de forma consciente, sem expor a si e aos outros a perigos desnecessários. E acima de tudo, é fundamental estar sempre preparado com equipamento adequado, conhecimento e atitude mental positiva!


quarta-feira, 20 de junho de 2018

Chapada dos Veadeiros - onde ficar em Cavalcante e Alto Paraíso - GO

Pousada Aruana, em Cavacalnte


Para quem curte um contato maior com a natureza a Aruana oferece um conceito de hospedagem que une o respeito pelo meio ambiente com o conforto que todo hóspede deseja. Está localizada há um quilômetro do centro de Cavalcante e ocupa um terreno amplo, fartamente arborizado, onde a tranquilidade é absoluta e acompanhada de uma bela vista da serra que circunda a região.

O chalé no qual fiquei hospedado

As acomodações são simples sem serem rústicas e estão dispostas em três chalés estrategicamente distribuídos pela propriedade, cada um com quatro apartamentos independentes - constituídos por um quarto amplo e um banheiro espaçoso.  No quarto em que fiquei hospedado havia uma cama de casal e uma de solteiro, sendo que o colchão era bastante confortável - detalhe fundamental para quem passava o dia fazendo trilha pelo Cerrado! Os alojamentos não dispõem de ar condicionado, apenas ventilador de teto, tampouco de frigobar. Qualquer material que necessite de refrigeração pode ser guardado na geladeira da cozinha.

O fornecimento de água é feito a partir da captação direta de uma fonte na propriedade e o aquecimento é a base de energia solar. Aproveito para dizer que a qualidade do banho era excelente, com pressão na ducha e água quente mesmo tarde da noite. E um detalhe interessante: os chalés contam com varanda onde se pode estender uma rede - disponível no quarto - da onde se pode curtir o visual ou simplesmente descansar.

Apesar de haver sinal de wi-fi em toda a pousada, é bom que se diga que a qualidade não é lá essas coisas e as quedas são frequentes. E em Cavalcante a Vivo é a única operadora de celular que funciona.

Fonte no Jardim Zen

Destaque especial para o atendimento nota 10 oferecido pela equipe da Aruana. Todos muito atenciosos e preocupados em oferecer uma experiência de qualidade para seus hóspedes. Um detalhe incomum demonstra bem isso: como sou intolerante à lactose sempre peço que meus pratos sejam preparados sem derivados do leite e, não raro, recebo um olhar de "lá vem o chato com suas exigências que vão me dar mais trabalho". Pois dessa vez fui surpreendido pela cozinheira que demonstrou claramente saber do quê eu estava falando e da importância de evitar a contaminação dos alimentos com lactose. Tanto assim que preparou um bolo especialmente para mim e utilizava uma frigideira separada para preparar os ovos pela manhã!! Como se diz lá em casa, fiquei bege ...

Pousada Aruana


Endereço: Rua Márcia Cristina n. 1 - 73790-000 - Cavalcante - GO
Telefone: (62) 3494-1562
Site: www.aruanacavalcante.com.br
E-mail: aruanacavalcante@hotmail.com

Veja as fotos de nossas andanças pela Chapada dos Veadeiros em nosso perfil no Instagram clicando aqui.

Chappada Hotel, em Alto Paraíso


Acompanhando o clima místico que se respira na Chapada dos Veadeiros, um enorme, porém simpático, alien dá as boas vindas aos visitantes. Provavelmente ele seja um dos ocupantes do disco voador que ocupa uma das vagas reservadas para alienígenas no estacionamento.

Viajando e fazendo amigos!

O hotel não é exatamente temático, mas há inúmeras referências aos visitantes extraterrestres e ao mundo do cinema em todas as suas dependências - fora isso garanto que é um estabelecimento absolutamente normal!

Está localizado na principal avenida da cidade junto a diversos restaurantes, farmácias, lojas e até um super-mercado, o que facilita muito na hora do aperto. O quarto no qual fiquei hospedado era amplo e confortável, mobiliado com uma cama de casal, armário, poltrona, mesa com cadeiras e frigobar. Havia ainda um aparelho de ar condicionado portátil, mas devido ao clima da época não cheguei a usar. O banheiro também era bem espaçoso, com ducha forte e abundante água quente.

Aproveitei muito a varanda onde relaxava numa rede que estava disponível no apartamento. Diga-se de passagem que curtir a tranquilidade do lugar espichado preguiçosamente simplesmente não tem preço ...

O café da manhã é servido ao lado da sala de jogos e era bem completo, com diversas opções de pães, bolos, frutas e outras delícias.

Teoricamente há wi-fi disponível em todo o estabelecimento, mas na prática o sinal é bom apenas na recepção. No quarto, era sofrível.

O único ponto que deixou um pouco a desejar foi a conservação do prédio e dos equipamentos. Eram perceptíveis os sinais que a falta de manutenção deixou tanto nas paredes quanto no mobiliário. Nada que prejudicasse a experiência de se hospedar ali, mas é algo que pode ser melhorado.

Chappada Hotel


Endereço: Av. Ari Ribeiro Valadão Filho 32 - 73770-000 - Alto Paraíso de Goiás - GO
Telefone: (62) 3446-1012
Site: http://www.chappadahotel.com.br/

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Um susto no Km 104! - Machu Picchu - Peru

Em abril de 2014 realizei um velho sonho de infância há muito adiado: conhecer Machu Picchu. E como não podia ser diferente, decidi fazer isso no melhor estilo gastadores de sola, ou seja, através da famosa Trilha Inca.

Uma vez decidido o destino e a forma de atingi-lo começaram os preparativos para a empreitada, com a contratação de uma operadora responsável pelo suporte e infraestrutura, escolha de equipamentos, corridas para aumentar o condicionamento físico e muita pesquisa na internet para saber o quê iria encontrar pelo caminho. Havia optado por fazer a Trilha Inca Curta, que é percorrida em apenas um dia, e lembro de achar estranho que, ao analisar os relatos sobre a trilha, todos se referiam ao ponto de partida como sendo o km 104 - nunca uma estação ou ponto de controle. Apenas aquele enigmático marco cravado na ferrovia.

Finalmente chegou o dia da viagem e lá fui eu cheio de expectativas. Depois de três dias de aclimatação em Cuzco devido a altitude, finalmente chegou o momento de dar início a tão desejada Trilha Inca. A operadora contratada enviou uma van que me levaria a Ollantaytambo para dali tomar o trem que segue para Águas Calientes. O motorista deu as orientações necessárias e informou que um guia estaria me aguardando na parada do trem - no quilômetro 104!  Até aí tudo certo, embarquei e curti o passeio despreocupadamente.

Na estação de Ollantaytambo, durante o embarque dos passageiros, o condutor perguntava a cada um aonde iria descer e, obviamente, disse que seria no tal quilômetro 104. A viagem seguiu sem maiores incidentes e a certa altura o trem parou em meio a uma mata fechada, literalmente no meio do nada. Havíamos chegado ao ponto de início da Trilha Inca Curta. Simplesmente não havia estação, plataforma ou qualquer tipo de estrutura. A composição parou e os que iriam percorrer a trilha desceram. Simples assim.

A ferrovia que leva a Águas Calientes segue por uma zona de mata.

Até aí tudo bem. Como vários passageiros haviam  descido comigo deduzi que era ali mesmo que tinha que estar e que bastava aguardar pelo guia, conforme o combinado.

Entretanto ... Aos poucos os grupos foram se organizando em torno de seus respectivos guias e se afastando para dar início a caminhada. Eu ali esperando e nada. Olhei em volta e comecei a ficar realmente preocupado, pois estávamos num lugar ermo. O trem partira e não havia possibilidade de retorno.

No Km 104 descem aqueles que irão fazer a Trilha Inca Curta.

Quando vi que a última leva se preparava para partir fui até o responsável pelo grupo para explicar minha situação e perguntar o quê deveria fazer. Afinal o meu guia não havia comparecido ao ponto de encontro e eu estava sozinho num lugar desconhecido. O rapaz foi muito gentil e me convidou a acompanhá-los até o Posto de Controle de Chachabamba. Segundo ele, lá eu poderia ficar aguardando e ao menos poderia contar com algum apoio dos guardas se necessário. Entretanto não poderia entrar no parque, uma vez que a presença de um guia é requisito obrigatório.

Posto de Controle de Chachabamba.

Confesso que nesse momento comecei a ficar aflito, mas felizmente o desconforto não durou muito tempo mais. Lá pelas tantas o rapaz que me orientara apontou para uma ponte que havíamos cruzado para chegar ali e disse, meio divertido:

- Creio que aquele ali é o teu guia!

Olhei para onde ele apontava a tempo de ver alguém correndo afobado, sem se preocupar com a fragilidade daquela velha ponte de madeira. De fato era ele que, após perceber que eu não estava no ponto de encontro, vinha em desabalada carreira rumo ao Posto de Controle!

Seu nome era Richard e, conforme me contou mais tarde, no dia anterior decidira dormir num povoado próximo à ferrovia e de lá ir ao meu encontro no quilômetro 104. Infelizmente, ao deixar a aldeia fora atacado e mordido na perna por um cachorro!! O estrago havia sido considerável, mas ele fora até lá, justamente para não deixar o cliente (no caso, eu) na mão.

Realizados os procedimentos de praxe para ingressar no parque fomos tratar do ferimento, que felizmente não era assim tão grave, embora inspirasse cuidados - o cachorro cravara os dentes com vontade!! Fizemos um curativo e cogitei seriamente em cancelar a trilha, pois é preciso lembrar que além do machucado havia a questão do animal estar contaminado com o vírus da raiva. Richard insistiu dizendo que estava bem. Além disso, o fato é que não havia muito o quê fazer, uma vez que onde estávamos não havia recursos. Ou seja, para consultar um médico era preciso ir até nosso destino final: Águas Calientes, passando por Machu Picchu.

Superado o susto inicial percorremos a trilha sem maiores percalços. A dificuldade, para mim, ficou por conta da altitude. Para se ter uma ideia, o Posto de Controle de Chachabamba está a uns 2.100m acima do nível do mar e Intipunku, o ponto mais alto da trilha, a 2.700m, o que significa uma caminhada de 14km de extensão com um desnível de 600m a ser vencido num ambiente de ar rarefeito. Para superar este desafio preparo físico é fundamental, mas a atitude mental não pode ser negligenciada. Com a fadiga pode vir o desânimo e se isto ocorrer será extremamente penoso concluir a jornada.

O guia Richard, refeito e pronto para seguir em frente.

Bom humor é fundamental


O susto foi grande, mas serviu para ensinar uma lição valiosa. Em momentos de apuro é fundamental manter a calma e o bom humor. Isso ajuda, e muito, a tomar decisões mais acertadas, mesmo quando as opções são limitadas.

No final daquele dia eu e Richard já havíamos estabelecido uma relação de convívio muito saudável, reforçada pela superação daquela dificuldade inicial e que dificilmente seria alcançada se eu me mostrasse irritado ou mesmo agressivo com o atraso. As vezes é fundamental saber se colocar no papel do outro para compreender melhor seus motivos.

Veja o álbum de fotos Trilha Inca Curta em nossa página no Facebook, clicando aqui.
Para saber mais sobre a Trilha Inca leia o post Trilha Inca Curta.

Enfim a pose clássica com Machu Picchu ao fundo - foto de Richard Cerón.

Blogs Participantes

Esse post integra a blogagem coletiva Perrengues de Viagem, uma iniciativa do grupo Pequenos Grandes Viajantes, do qual o GSMA faz parte !! Todo mês seus membros elegem um tema sobre o qual os participantes expõem o seu ponto de vista.

Aproveite para conhecer outras histórias sobre perrengues dos demais blogs participantes:
  1. Destinos por onde andei... - Perdida em Roma, Itália;
  2. Atravessar Fronteiras - Um perrengue de viagem que rendeu um DVD ao vivo
  3. Viajando por Aí - Cuidados em um safari: algumas regrinhas para não levar um susto
  4. Mariana Viaja - Sobre mosquitos e os perrengues que (por causa deles) já passei viajando...; 
  5. Cantinho de Ná - O passeio foi cancelado? Não insista, é a melhor decisão
  6.  Ligado em Viagem - Perrengues que já passamos em hotel e como evitá-los;
  7. Foco no Mundo - Perrengues no aeroporto: o que fazer quando algo dá errado?;
  8. Viagens Invisíveis - Nossos maiores perrengues de viagem.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Pousada Recanto João de Barro - Cunha - SP

A Pousada Recanto João de Barro fica no simpático bairro residencial Vila Rica, um lugar com pouco movimento e bem arborizado - duas qualidades importantes para quem vive numa metrópole agitada e barulhenta como nós que moramos no Rio de Janeiro.

O chalé no qual ficamos hospedados

O atendimento é feito pela proprietária, Sra Lisângela, que aproveitou a área livre do terreno da propriedade onde mora para construir três chalés de alvenaria. Todos dispõe de quarto, sala, banheiro e cozinha, sendo que um está equipado com lareira. Como o terreno é alto e os chalés foram construídos na encosta, tem-se uma visão privilegiada do centro da cidade. Outro ponto de destaque é a bela área verde que cerca as habitações, onde uma grande variedade de pássaros vem fazer a festa, principalmente pela manhã.

Curtindo a tranquilidade na varanda

O chalé no qual ficamos possuía uma cama de casal e uma de solteiro. Era bem espaçoso, inclusive o banheiro, peça muitas vezes negligenciada em hotéis e pousadas de todos os níveis. O diferencial era a pequena varanda onde tomávamos nosso café da manhã curtindo a tranquilidade do lugar.

Próximo à pousada há diversos ateliês de cerâmica que podem ser visitados a pé. A Casa do Artesão também fica nas imediações e é um lugar que vale a pena conhecer.

Em contrapartida, não há bares, restaurantes, farmácias ou mercadinhos nas imediações. O comércio de um modo geral está localizado apenas no centro da cidade. No período em que ficamos hospedados não estava sendo servido café da manhã na pousada e por isso tivemos que manter a despensa sempre abastecida para o dia seguinte.

Pousada Recanto João de Barro


Site: http://www.recantojoaodebarro.com
Endereço: Rua Geronimo Mariano Leite, 390 - Vila Rica - 12530-000 - Cunha - SP
Telefone: (12) 3111-1584
Celular: (12) 9.9719-1263
E-mail: lisangelamat@gmail.com