quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Trilha do Costão de Itacoatiara - Niterói - RJ

Para encerrar o ano em grande estilo o Gastando Sola Mundo Afora topou o convite da Vivi Trilhas, nossa parceira de aventuras, para realizar a famosa trilha do Costão de Itacoatiara.

Vista a partir do cume do monte Itacoatiara

Para quem mora no Rio é um atrativo de fácil acesso, pois está localizado no município vizinho de Niterói. Tanto é que neste dia marcamos de nos encontrar na Estação das Barcas, na Praça XV. Feita a travessia, pegamos o ônibus 38 - Itaipu e em pouco mais de uma hora estávamos na portaria do Núcleo Itacoatiara do Parque Estadual da Serra da Tiririca prontos para dar início a subida. Se você for fazer este mesmo trajeto atenção: confirme com o motorista se ele passa pela praia de Itacoatiara, pois há dois percursos diferentes para a linha 38. Aliás, para quem gosta de mar, este é um programa dois em um: faça a trilha e pegue uma praia - ou vice-versa.

Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET


A trilha do Costão de Itacoatiara está dentro dos limites do PESET, o qual possui uma extensão total em torno de 3.493 hectares e é uma importante área de preservação ambiental.

Na verdade o PESET abrange partes dos municípios de Niterói e Maricá e é composto por uma parte marinha e outra terrestre, com uma cadeia de montanhas que adentra o continente. Inclui ainda três lotes adjacentes à serra e que fazem parte da área natural protegida do PESET: Morro das Andorinhas, Núcleo Restinga e Duna de Itaipu, situadas em Itaipu, na região oceânica de Niterói.

O Núcleo Itacoatiara é o responsável pela administração desta trilha e, segundo o agente que nos atendeu, o excessivo número de frequentadores tornou necessária a fixação de um limite de 200 visitantes por dia. A medida será implantada em breve e o critério de acesso será a ordem de chegada. Portanto, a partir de janeiro programa-se para chegar cedo para poder curtir o passeio!

Sobre a trilha


O percurso tem início logo após a casa da guarda, praticamente na entrada do parque. A parte mais baixa é percorrida numa área de mata, com um aclive pouco acentuado, mas bastante irregular. Tome cuidado com os desníveis para evitar de torcer um pé - ou dois!

A primeira parte é feita na sombra da mata

Veja estas e outras imagens no álbum Gastando Sola no Costão do Itacoatiara em nossa página do Facebook.

Esta etapa termina numa área plana, onde o caminho se divide e o visitante pode optar em seguir para o Morro do Costão ou a Enseada do Bananal. Neste dia o objetivo era o Costão e para lá nos dirigimos lépidos e fagueiros!!

O início da rocha determina o fim da cobertura oferecida pelas árvores. Por isso não esqueça de usar protetor solar o tempo todo. Chapéu e óculos escuros são recomendados, principalmente em dias de sol forte, como foi o caso.

Aguardando a vez para subir

Apesar de muito íngreme, a rampa de pedra pode ser vencida com relativa facilidade, seja escalaminhando com cuidado ou subindo de gatinhas (posso garantir que não é vergonha alguma, pois boa parte das pessoas utiliza esta opção). Nem deveria ser preciso dizer que calçados adequados são indispensáveis por questões de segurança. Solados rígidos e sandálias em geral não oferecem a aderência necessária para manter o equilíbrio e uma queda aqui pode ser muito perigosa.

Subindo o costão do jeito que deu
Crédito da foto: Vivi Trilhas

Este trecho tem uma extensão aproximada de 20m e é a parte mais divertida do caminho. A partir deste ponto a inclinação fica mais suave e é possível seguir caminhando normalmente, mas sempre tomando muito cuidado, é claro.

Falar sobre o nível de dificuldade de uma atividade como esta não é fácil, pois há vários elementos subjetivos que interferem na percepção do praticante, principalmente no que diz respeito a condicionamento físico e equipamento utilizado. Por isso, para padronizar as análises sobre trilhas, utilizamos a norma brasileira NBR 15505-2 - Turismo com atividades de caminhada - Parte 2: Classificação de percursos.

Ficha técnica
Extensão:em torno de 1 km
Saída:Entrada do Núcleo Itacoatiara do PESET
Altura máxima:aproximadamente 200m acima do nível do mar

Classificação do percurso
de acordo com a NBR 15505-2
Severidade do Meio:2 - Moderadamente severo
Orientação no Percurso:2 - Caminho ou sinalização que indica a continuidade
Condições do Terreno:4 - Percurso com obstáculos
Intensidade de Esforço Físico:3 - Esforço significativo

Análise da classificação
  • Severidade do meio: o trecho com cobertura vegetal é muito tranquilo e não oferece risco neste quesito. Entretanto, é preciso estar atento na parte  executada sobre a rocha. O ambiente é árido, sem fonte de captação de água e não oferece proteção ao sol ou a intempérie;
  • Orientação: o caminho é bem sinalizado e o risco de desorientação é mínimo. Mesmo assim evite se desviar da rota marcada para evitar acidentes;
  • Terreno: bastante irregular na primeira parte. No início do trecho sobre a rocha há uma inclinação de aproximadamente 70º, sendo necessário escalaminhar ou engatinhar;
  • Esforço físico: esteja preparado para uma subida íngreme até o cume. Faça paradas curtas sempre que necessário, mas não se demore demais no caminho.

Como referência, segue o tempo gasto em cada etapa de nossa caminhada:

Subida
Início:08:50
Parada:09:40
Cume:10:00
Retorno
Início:10:50
Parada:11:30
Portaria:11:50

Quem já fez esta trilha sabe que o trajeto pode ser feito num tempo bem menor. Por isso é bom esclarecer que neste dia fizemos a subida com muita calma e diversas pausas para fotos (haviam dois fotógrafos no grupo!!).

E por último uma dica muito importante: acrescente um par de luvas à sua mochila. Na volta, na parte mais íngreme, é aconselhável descer escorregando sentado, apoiando as mãos no chão. Com o sol a pino, a pedra fica muito quente e é difícil fazer isso devido ao calor.

Encerrando as atividades de 2016 em grande estilo
Crédito da foto: Vivi Trilhas

Veja estas e outras imagens no álbum Gastando Sola no Costão do Itacoatiara em nossa página do Facebook.

Fontes


INSTITUTO ESTADUAL DO AMBIENTE. Parque Estadual da Serra da Tiririca. Localizado em http://www.inea.rj.gov.br/Portal/Agendas/BIODIVERSIDADEEAREASPROTEGIDAS/UnidadesdeConservacao/INEA_008600#/Endere%C3%A7oemaisinforma%C3%A7%C3%B5es. Acessado em 22 dez. 2016.