domingo, 19 de janeiro de 2014

Surfistas a cavalo - Imbé - RS

A figura do gaúcho sempre esteve fortemente associada à do cavalo. Muito útil na lida campeira e companheiro fiel nas guerras que sacudiram o Sul ao longo dos anos, o pingo, apelido carinhoso dado ao cavalo, entranhou-se de tal maneira na vida do gaúcho que a figura do cavaleiro montado é também chamada de Centauro dos Pampas.

Esta simbiose, embora anacrônica, persiste até hoje e manifesta-se de formas no mínimo curiosas. Como a destes rapazes, que não vacilaram em vir a praia surfar em sua charrete, puxada por um brioso baio! E diga-se de passagem que a figura não causou espanto aos presentes, para quem a cena é na verdade bastante natural.

Veranistas conversam ao lado da charrete em Imbé - RS.

sábado, 18 de janeiro de 2014

A Vovó do Morey - Imbé - RS

O Bodyboard, ou Morey Buggy como também é conhecido, é uma modalidade esportiva na  qual o praticante desce a onda deitado, de joelhos ou, mais raramente, de pé sobre uma pequena prancha. Teve origem no Hawaii e era praticado apenas pelos nativos, até ser descoberto por Tom Morey na década de 70. Engenheiro químico e surfista, Tom juntou suas habilidades para criar uma prancha feita com espuma de polietileno para substituir as pranchas rústicas de madeira utilizadas até então.

Na década de 80 o esporte tornou-se muito popular no Brasil e era praticado quase que exclusivamente pelo público feminino. Foi nesta época que D. Carmen descobriu o esporte.

Hoje com 70 e alguns anos, ela é conhecida como a Vovó do Morey e se orgulha de continuar pegando onda com a "gurizada". É bastante conhecida na praia de Santa Terezinha por sua disposição, bom humor e pela prancha que costuma carregar. Em dias de sol e mar agitado é fácil encontrá-la na água divertindo-se e curtindo a companhia dos netos.

D. Carmen, fazendo o quê mais gosta.

D. Carmen faz questão de dizer que adora o litoral gaúcho e não o troca por lugar algum. E quando perguntada se não tem medo do mar ela responde que tem que tomar cuidado com o o "repuxo", meu filho! Para quem não sabe, repuxo é o recuo da água do mar, perigoso por arrastar banhistas para o fundo.


O exemplo de D. Carmen tem atraído novas gerações à prática do esporte.

Praticar o morey ajuda a encarar a vida.
Segundo ela, enquanto tiver forças vai continuar praticando o morey. Prática e otimista, acrescenta com um sorriso: "depois a gente vê. Pra que se preocupar com isto agora?" Pelo visto a Vovó do Morey vai formar mais algumas gerações antes de pendurar a prancha ...




sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Fila do Táxi II - Aeroporto Santos Dumont - RJ

Ontem foi dia de retornar ao Rio e, novamente, constatar a péssima qualidade do serviço de táxis oferecido aos passageiros que desembarcam no aeroporto Santos Dumont. A espera foi de 01 hora e quinze minutos! E só não foi maior porque muitos desistiam de esperar ou apelavam para outra solução.

E para completar, a chuva que caia invadia o saguão e molhava quem aguardava na fila. Simplesmente lamentável.

Extensas filas são comuns mesmo em dias de baixo movimento no aeroporto.

A espera era de pelo menos 01 hora e muitos acabaram por desistir.


A chuva molhava o saguão e os passageiros. Será assim tão difícil colocar um toldo aqui?
Este problema já foi tópico aqui no blog em outubro de 2013 (para ver o post, clique aqui), mas pelo visto nada foi feito para melhorar a qualidade do atendimento. E como naquela ocasião, repetimos o bordão que mais se ouvia ontem entre as vítimas da fila do táxi: imagina na copa!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Praia de Santa Terezinha - Imbé - RS

Santa Terezinha é um dos muitos balneários existentes no litoral do Rio Grande do Sul e é conhecida por sua tranquilidade, sendo procurada por aqueles que preferem uma estadia calma e longe da agitação.

O litoral gaúcho se caracteriza por ser de mar aberto, com uma larga faixa de areia na praia e dunas de areia cobertas com vegetação rasteira, criando uma paisagem única, característica desta região. Sem a ocorrência de baias, enseadas ou outros acidentes geográficos para barrar as ondas, o mar é bastante revolto e requer muita atenção à segurança. E a ausência de vegetação que ofereça sombra torna o guarda-sol item obrigatório para quem quer descansar na areia. Devido a isto os gaúchos costumam dizer que são o povo que mais gosta de praia no Brasil, pois são capazes de apreciar e se divertir num lugar como este.

A verdade é que o lugar realmente tem seus atrativos. Em dias de mar calmo é possível aproveitar os buracos formados próximo a beirada como piscinas naturais. Em dias normais, as ondas oferecem uma excelente oportunidade para a prática de surf, morey buggy e, é claro, as eternas planondas! Para quem não teve o prazer de brincar com uma, planonda é uma prancha de isopor pequena utilizada para deslizar na onda. É um brinquedo para crianças, mas os adultos adoram ...

O pequeno pescador se diverte com a tarrafa.
A prática da pesca é muito difundida por aqui em diversas modalidades. O uso de tarrafas e caniços com molinete é permitido, mas as autoridades tem reprimido o uso de redes de arrasto por serem predatórias.

A faixa de areia úmida é firme e perfeita para caminhar, correr ou jogar bola.
A extensa faixa de areia úmida que se forma próximo a água, a ausência de obstáculos e o relevo plano tornam o local propício para longas caminhadas ou mesmo corridas a beira-mar. O ideal é ir pela manhã bem cedo ou ao entardecer para aproveitar as temperaturas mais amenas.

O rolo de corda é utilizado durante as operações de resgate.

O litoral gaúcho conta com um eficiente serviço de salva-vidas.
Para garantir a segurança da população que se muda para o litoral durante o verão, a Brigada Militar - BM executa a Operação Golfinho, considerada a mais tradicional da BM e a maior articulação de segurança de todo o Brasil concentrada na costa marítima de um Estado. Este ano as ações abrangem 89 balneários, em cidades do litoral, e em municípios com águas internas, totalizando 489 km de área. O efetivo total será de 2.385 policiais militares, sendo 1.145 para o policiamento ostensivo e 1.240 para atividades de salva-vidas.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Cortinas de Chita - Rio de Janeiro - RJ

Na travessa que liga o Largo da Prainha com a Pedra do Sal há um casario antigo, que mantém o local com a aparência que deveria ter no século XIX - época em que a maioria destas casas foi construída. Como velhas senhoras, elas também se enfeitam para manter o ar jovial ou apenas matar a saudade de um tempo que já se foi.

Cortinas de Chita para colorir a vida
Para saber mais sobre a Pedra do Sal, clique aqui.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Especial Dia do Enfermo

A saúde é o dom mais precioso para o ser humano, pois sem ela nada mais faz sentido. Desde os primórdios o homem busca formas de combater as enfermidades e garantir uma vida saudável, sendo que as plantas foram, e continuam sendo, armas fundamentais nesta luta.



O Jardim Botânico do Rio de Janeiro mantém uma representativa coleção de plantas medicinais, ervas e arbustos que são utilizados em diferentes formas terapêuticas no Brasil. Esta coleção teve início nos últimos anos da década de 1980 e é aberta ao público, servindo também de espaço de apoio às escolas e universidades em seus estudos sobre o tema.


A Coleção de Plantas Medicinais possui cerca de 150 espécies, organizadas pelos seguintes temas:

  • utilização pelo homem;
  • atuação no corpo humano;
  • contribuição das culturas indígenas, africanas e europeias; e
  • diversidade biológica.

Na área interna, o visitante pode experimentar, na bancada, o uso dos sentidos para identificar alguns exemplares expostos, bem como apreciar plantas medicinais que estão distribuídas em diferentes canteiros do Arboreto.


Para saber detalhes sobre a visitação ao Jardim Botânico, clique aqui.

Fonte: Plantas Medicinais. INSTITUTO DE PESQUISAS JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO. Disponível em http://www.jbrj.gov.br/arboreto/pl_medic.htm. Acessado em 07 jan. 2014.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Fidelidade




Atento a movimentação da casa, o pequeno cão parece esperar ansiosamente por seu dono.