sexta-feira, 17 de julho de 2015

Chapada dos Veadeiros e Vila de São Jorge - Alto Paraíso de Goiás - GO

De 14 a 21 de junho estivemos gastando sola num dos lugares mais bonitos e impressionantes do Brasil, a Chapada dos Veadeiros, no coração de Goiás.

Foram oito dias de atividades intensas, com longas caminhadas, paisagens de encher os olhos e muito aprendizado com os guias que nos acompanharam nesta aventura. Isto sem falar nas fotos - muitas fotos! - que já estamos publicando em nossa página no Facebook (clique nos títulos para ver as imagens):


A primeira etapa da viagem consistiu em reunir os participantes do grupo no Aeroporto de Brasília, onde um transfer nos aguardava para pegar a estrada rumo ao interior do Estado. O deslocamento foi tranquilo, com pouco movimento e estradas em boas condições. Uma rápida parada no distrito de São Gabriel para um café já deu o tom do que seriam os dias que tínhamos pela frente: muito sol num céu profundamente azul com algumas nuvens fazendo contraponto!

Um rebanho de nuvens na pradaria azul do céu.

Este é o clima típico de início de inverno no cerrado. Aliás, diga-se de passagem que a época do ano para a realização desta viagem foi escolhida a dedo, uma vez que é a mais indicada para visitar a região por ser o início da estação seca. Na prática isto significa dias ensolarados, temperatura amena e cursos ainda com um bom volume de água. Dali seguimos por mais duas horas direto para Alto Paraíso, onde rolou um "almojanta" às quatro horas da tarde! Depois, mais um pouco de chão até chegarmos ao destino final: Vila de São Jorge.

Vila de São Jorge


São Jorge é um pequeno povoado pertencente ao município de Alto Paraíso, com ruas de chão batido, casas baixas e a sensação de que pressa e urgência são termos que ficaram para trás. De acordo com o relato de um goiano conhecedor da região, a ausência de asfalto não é um problema, mas sim uma opção dos habitantes da Vila, que acreditam ser esta uma forma de manter o progresso e suas mazelas longe de suas portas. Depois de passar alguns dias muito tranquilos por aqui tive que concordar com eles.

Uma rua como outras tantas em São Jorge.

O que não significa que não se possa contar com os confortos de uma vida moderna. A localidade conta com a infraestrutura básica indispensável, como luz, água tratada, saneamento e telefonia - inclusive móvel. O acesso à internet é precário e nos horários de pico praticamente não há conexão.

Por outro lado, aqui o visitante pode levantar os olhos da tela do celular à noite e se surpreender com um céu muito diferente do que ele está acostumado. Para quem mora num grande centro urbano, como eu, onde a iluminação feérica impede o avistamento de boa parte das estrelas, poder desfrutar de uma visão como esta é um privilégio.

Céu de São Jorge - fazia tempo que não via tanta estrela assim!

O comércio local conta com dois mercados bem abastecidos e, claro, diversas pousadas. Também há vários bares e restaurantes, mas atente para este detalhe curioso: muitos deles só funcionam de quinta a domingo, que é quando o afluxo de turistas é maior.

Um pouco de história


Inicialmente a região da Chapada era ocupada por tribos indígenas, principalmente pelos Goyazes, bem como por numerosos bandos de veados-campeiros. No final do século XVI os primeiros bandeirantes começaram a chegar em busca de ouro. Em decorrência, os índios foram exterminados assim como os veados-campeiros. Em contrapartida a terra herdou seus nomes: Goiás para o Estado e Chapada dos Veadeiros para a região. Neste período também teve início o povoamento de áreas remotas pelos escravos que fugiam das expedições europeias e fundavam quilombos. Devido à dificuldade de acesso, algumas destas comunidades quilombolas permaneceram praticamente intocadas até o século XX, conservando antigos costumes e modos tradicionais de existência.

Em 1912 foi descoberta a primeira grande jazida de cristal-de-rocha, dando início a um novo fluxo migratório que incrementou o povoamento da Vila de São Jorge. Levas de garimpeiros se aventuraram nestas terras em busca de fortuna, motivados pelo preço alcançado pelo mineral, já que existia uma grande demanda da indústria eletro-eletrônica por cristais de boa qualidade. Com o surgimento dos cristais sintéticos, a atividade mineradora entrou em declínio e a região só voltou a ser descoberta pelos idos da década de 70 do século passado, quando uma onda de misticismo fez acorrer outra leva de pessoas, desta vez em busca de revelações espirituais. Segundo eles, a geografia do lugar faz com que esta seja uma região especial do planeta, onde as energias fluem de forma intensa.

Por fim, mais recentemente, a Chapada começou a atrair o interesse do Ecoturismo e do turismo de aventura, graças a suas belas e fascinantes paisagens.

Na trilha


A partir da próxima semana estaremos publicando posts exclusivos contando cada passo desta aventura. Não perca!

Já saiu o primeiro post: Salto do Raizama e Vale da Lua na Chapada dos Veadeiros - Alto Paraíso - GO

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Brique da Redenção - Porto Alegre - RS

Brique, para quem não sabe, é um ponto de venda. O termo tem origem no francês Bric-a-brac, posteriormente aportuguesado para bricabraque e finalmente reduzido à brique! No extremo Sul do Brasil ele é utilizado também para sinalizar aquelas lojinhas de móveis e objetos usados e, mais recentemente, para designar a maior feira de artesanato e antiguidades do Rio Grande do Sul: o Brique da Redenção.

Mas dizer que o Brique da Redenção é apenas uma feira não faz jus à dimensão sócio-cultural no qual se transformou este evento que atrai milhares de pessoas todos os domingos pela manhã ao Parque da Redenção - ou Parque Farroupilha, como também é conhecido. O que começou como uma reunião de antiquários na década de 70, em 2005 foi proclamado Patrimônio Cultural do Estado do Rio Grande do Sul e se converteu num dos maiores atrativos turísticos da cidade de Porto Alegre.

Venha para ver e ser visto


Isto vale em todos os sentidos. Apesar da venda direta ser boa, alguns expositores deixaram claro que o Brique é uma grande vitrine e uma excelente forma de estar em contato com potenciais clientes, incluindo lojistas que buscam novidades para seus negócios. E não pense que é fácil montar sua barraquinha por aqui! Há um rigoroso processo seletivo e acompanhamento constante para garantia da qualidade. Isto sem falar que a entrada de novos expositores só ocorre com a abertura de vagas pela saída de algum veterano, o que não acontece frequentemente.

Família faz pose para Lambe-lambe.

Por outro lado, muitos frequentadores gostam de fazer do Brique um ponto de encontro para rever novos e velhos amigos e - óbvio! - saborear aquele chimarrão ao sol (no inverno, pois no verão a preferência é pela sombra amiga das árvores que margeiam a avenida). Isto vale para encontros previamente combinados ou não, pois no meio de tanta gente é comum encontrar um rosto conhecido e partir para colocar a prosa em dia.

Políticos em época de campanha, atores, músicos, divulgadores de causas humanitárias ou comerciais, todos acorrem ao Brique na esperança de se fazerem ver e ouvir.

De Feira das Pulgas à Patrimônio Cultural do Estado


Em 1978, por iniciativa da Prefeitura de Porto Alegre, um grupo de especialistas elaborou um projeto de implantação de uma feira de antiguidades, tendo como base as feiras que já ocorriam em San Telmo, em Buenos Aires, e do Mercado de Pulgas em Montevidéu. A Feira das Pulgas, como foi chamada, era inicialmente composta por 24 expositores que comercializavam objetos antigos.

Vários artistas locais expõem suas obras no Brique da Redenção.

Passados quatro anos, em 1982, a Feira recebeu o reforço de 40 artesãos e artistas plásticos que começaram a expor seus produtos no parque, ao lado dos antiquários. De lá para cá o sucesso crescente fez crescer também a Feira, que passou a ser conhecida como Brique da Redenção e aos poucos foi ganhando organização e se institucionalizando. Em 26 de outubro de 2005 foi sancionada a Lei 12.344 que declarou o Brique da Redenção integrante do patrimônio cultural do Rio Grande do Sul e no ano seguinte o Brique tornou-se a primeira feira do país a utilizar coletivo de venda com cartão de crédito.

Originalidade com qualidade


Uma volta pelas barracas enfileiradas ao longo da Av. José Bonifácio é o suficiente para comprovar o alto nível dos itens expostos. São artigos que primam pela qualidade no acabamento, mas que também se destacam por serem originais.

Após visitar mais de uma centena de feiras de artesanato Brasil afora e encontrar sempre o mesmo estilo de produção - que não por acaso apelidei de artesanato industrializado - chamou minha atenção o número de barracas que ofereciam produtos exclusivos e efetivamente feitos à mão! No Brique ainda se pode encontrar manifestações regionais genuínas com qualidade, bom gosto e o toque nada sutil de um humor escrachado, bem de acordo com o jeito franco de ser do gaúcho.

Por exemplo, em que outro ponto do País se encontra um chaveiro de couro trançado com uma unha de avestruz? Ou facas que são verdadeiras obras de arte, com lâminas feitas de aço de arado? Se ficou curioso não deixe de conferir a banca 16 do Daniel Guasqueiro. Por aqui também encontrei vários artesãos que transformam porongos em cuias de chimarrão ornadas com prata que fazem bonito tanto em sedes de fazenda quanto em joalherias. Isto sem falar nas miniaturas de Nilton Costa (box 35) que reproduzem o modo de vida campeiro com detalhes e muita alegria.

O principal adereço do gaúcho não podia ficar de fora.

O certo é que isto não ocorre por acaso. O sucesso do Brique é fruto de muito trabalho e empenho dos participantes em fazer o negócio funcionar de forma organizada. Os expositores estão divididos em quatro setores bem distintos: artesanato (o maior de todos), artes plásticas, alimentação e antiquário. A seleção dos expositores se dá através de triagem, feita por um grupo especial de avaliadores dentro de cada segmento, sendo que cada um destes segmentos tem representantes que integram a comissão especial encarregada de discutir periodicamente as questões do Brique através de pautas de trabalho. A representação formal do Brique se dá através da Associação dos Artesãos do Brique da Redenção – AABRE, entidade civil registrada e com personalidade jurídica.

Mas ao perambular pelas barracas coloridas curtindo o burburinho dos tomadores de chimarrão você não precisará lembrar disto. Aprecie o momento e não deixe de comprar um souvenir, afinal o Brique está ali pra isso!

Veja estas e outras fotos no álbum Brique da Redenção (clique aqui) em Abaretiba, nossa página no Facebook.

Brique da Redenção


Onde: Avenida José Bonifácio, no Bairro Bom Fim, junto ao Parque Farroupilha;
Quando: Todos os Domingos das 9h às 18h;
Entrada franca.

Fonte


BRIQUE DA REDENÇÃO : institucional. Disponível em http://briquedaredencao.com.br/brique/institucional/. Acessado em 02 jul. 2015.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Feira de Antiguidades da Praça XV - Rio de Janeiro - RJ

Na Feira de Antiguidades da Praça XV se encontra de tudo um pouco, literalmente: de botões a gibis, de chaveiros a faqueiros de prata e de jóias a pedaços de brinquedos. Bem organizada, com setores distintos para cada tipo de atividade, bancas padronizadas e até praça de alimentação, a Feira reproduz em cada banca uma pequena porção de caos, responsável por reunir e ofertar ao visitante pedaços da vida cotidiana de diferentes épocas.

Ferramentas restauradas e prontas para uso.

Antiguidades e oportunidades


A parte de antiguidades é o setor de maior prestígio da feira, e o mais conhecido, mas não é o único. Há também barracas que oferecem roupas usadas (um verdadeiro brechó a céu aberto), outras especializadas em brinquedos, mangás, animés, artigos fotográficos (várias!), ferramentas e as de artigos militares.

Nos tabuleiros que se enfileiram ao longo da praça é possível encontrar verdadeiras relíquias, mas é preciso estar atento. Normalmente elas estão ocultas por um amontoado de tralhas sem valor ou de gosto duvidoso e é preciso paciência para garimpar até encontrar algum achado precioso. Segundo os aficionados que encontramos revirando avidamente as quinquilharias expostas, a busca é sem dúvida a parte mais divertida do processo. A dica é chegar bem cedinho, quando os primeiros feirantes ainda estão montando suas bancas, pois assim fica mais fácil encontrar itens de valor.

Brinquedos nem tão antigos.

Uma rápida passagem pela feira revelou que:
  • Uma camisa feminina usada em excelente estado sai por R$ 10,00;
  • Uma armação de óculos importada, sem uso, por R$ 20,00; 
  • Um aparelho de barbear completo, com estojo, da década de 40, por R$ 30,00;
  • Uma faca de cangaceiro - legítima - por R$ 400,00;
  • Uma baioneta do fuzil Mauser, com bainha, por R$ 350,00 e
  • Uma câmera fotográfica Roleiflex - funcionando - a bagatela de R$ 1.500,00.

Barracas de roupas formam um brechó a céu aberto.

Um pouco de história


Tradicionalmente localizada embaixo da Perimetral, que veio abaixo em novembro de 2013, a Feira foi deslocada para o espaço ao lado do Paço Imperial. Embora a área seja ampla e muito próxima da antiga localização, os feirantes enfrentaram, e continuam enfrentando, algumas dificuldades de adaptação. A cobertura do antigo viaduto já não existe mais e a feira fica a mercê do tempo. Além disso, o arrastar das obras transformaram parte da Praça XV em terra arrasada e por muito tempo o acesso permaneceu fechado, dificultando a circulação dos frequentadores. Felizmente hoje a situação já está um pouco melhor e a Feira parece recuperar seu antigo prestígio.


Boa parte da Praça XV ainda sofre com as obras do Porto Maravilha.

A origem da Feira da Praça XV está ligada a duas feiras que tiveram início no final da década de 70: a Feira do Albamar - considerada a primeira feira de antiguidades do Brasil - e a Feira da Troca, cujo objetivo era a permuta de objetos pessoais. As duas ocorriam aos sábados nas imediações da Praça XV. A primeira era organizada pela Associação Brasileira de Antiquários - ABA e levou o nome de um famoso restaurante que existe no local. Já a segunda foi uma iniciativa da Prefeitura.

Com o passar do tempo e a rápida decadência da zona portuária, os membros da ABA decidiram trocar de localização, passando a se reunir na Praça Santos Dumont, na Gávea, onde estão até hoje. Os feirantes remanescentes deram continuidade e a feira acabou por tornar-se a Feira de Antiguidades da Praça XV em seu formato atual.

Com o projeto de revitalização da área, conhecido como Porto Maravilha, espera-se que tanto a praça como seu entorno recebam melhorias no que diz respeito aos aspectos urbanísticos, de limpeza e segurança para oferecer o conforto e tranquilidade que os feirantes necessitam para exercer suas atividades e voltar a atrair os frequentadores.

Fontes


FEIRA DE ANTIGUIDADES DA PRAÇA XV : serviço de anúncios. Grupo do Facebook. Disponível em https://www.facebook.com/pages/Feira-de-Antiguidades-da-Pra%C3%A7a-XV/456987777722473. Acessado em 07 jun. 2015.

FREITAS, Marcos. Fim da Perimetral não extingue tradição da Feira da Praça XV. Publicado em 02 dez. 2013.  Disponível em http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Texto/Cidade/Fim-da-Perimetral-nao-extingue-tradicao-da-Feira-da-Praca-XV-23698.html#.VXRWcs93nIU. Acessado em 07 jun. 2015.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Rio de Janeiro, visite por conta e risco - Rio de Janeiro - RJ

Já faz algum tempo que tenho enfrentado uma certa dificuldade em escrever posts sobre o Rio de Janeiro. No início não tinha bem certeza do porquê disto, mas dois fatos que abalaram a cidade recentemente abriram meus olhos: eu tenho receio de atrair os leitores para uma armadilha!

Desde o início do blog, sempre procuramos manter uma abordagem positiva e, ao mesmo tempo, ser o mais fiel possível sobre os locais que visitamos para que o leitor pudesse formar seu próprio juízo sobre as vantagens de realizar aquele passeio. Então, como escrever sobre as trilhas da Floresta da Tijuca ou do Corcovado se elas são utilizadas pelos assaltantes para emboscar turistas? Ou sobre o Aterro do Flamengo, cartão postal da cidade, tomado por uma gangue que age livremente sem que as autoridades tomem qualquer atitude? Recentemente o Secretário de Segurança Pública do Rio afirmou em entrevista que a população deveria pensar bem antes de chamar a polícia, pois era uma questão de pega e solta ...

Os dois casos aos quais me referi no início do texto são a explosão de um apartamento devido a um vazamento de gás e o caso de um ciclista de 55 anos que foi atacado na ciclovia da Lagoa Rodrigo de Freitas por dois adolescentes que roubaram sua bicicleta. Mesmo sem ter reagido, este senhor foi esfaqueado e acabou falecendo na manhã de hoje. Quanto a explosão, há fortes suspeitas que tenha sido provocada deliberadamente por um invasor que teria esfaqueado o morador, um alemão, e desconectado a mangueira do aquecedor propositalmente, colocando em risco a vida de centenas de moradores do prédio.

Para esta gente a vida não tem valor

Casos de assalto com vítimas sendo esfaqueadas estão se tornando uma triste rotina aqui no Rio e os ataques estão acontecendo nas zonas Central e Sul, em locais muito procurados por turistas. A atitude dos delinquentes denota uma total desconsideração com a vida e a dignidade das vítimas. A violência é desmedida e parece ser motivada pelo simples desejo de matar. Mas o que mais me chamou a atenção nesta semana é o fato dos assaltantes pedestres agirem no varejo, fazendo uma vítima de cada vez, e o invasor do prédio partir para o atacado, mandando para o ar a vida dos ocupantes dos 72 apartamentos que foram inutilizados! Ou seja, nem dentro de casa, num condomínio de luxo, teoricamente protegido, o morador ou turista pode se sentir seguro, uma vez que a vida de todos pode estar nas mãos de um facínora infiltrado num canto qualquer do lugar onde você mora. Para esta gente a vida não tem valor.

Feito o desabafo e dado o aviso. Vamos continuar escrevendo dentro dos preceitos de coerência e compromisso com a verdade que sempre nortearam nossas publicações, mas talvez sem aquele tom de otimismo quando o assunto for a cidade do Rio de Janeiro.

Matérias citadas:


Alemão ferido em explosão pode ter sido assaltado ou tentado se matar. G1, 19 de maio de 2015. Disponível em http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/05/alemao-ferido-em-explosao-pode-ter-sido-assaltado-ou-tentado-se-matar.html. Acessado em 20 de maio de 2015.

COSTA, Ana Cláudia, AMORIM, Bruno, RAMALHO, Guilherme. Dos 38 detidos em operação contra suspeitos de assaltos no Aterro, só um ficou preso : grupos que usam parque como quartel-general intimidam pedestres. Para Beltrame, é preciso ‘pensar bem’ ao chamar a polícia. O Globo, 12 de maio de 2015. Disponível em http://oglobo.globo.com/rio/dos-38-detidos-em-operacao-contra-suspeitos-de-assaltos-no-aterro-so-um-ficou-preso-16126595#ixzz3agkzyVjJ. Acessado em 20 de maio de 2015.

CRUZ, Adriana et al. Explosão em prédio de São Conrado foi criminosa, diz vítima. O Dia, 20 de maio de 2015. Disponível em http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-05-20/explosao-em-predio-de-sao-conrado-foi-criminosa-e-apartamento-foi-invadido.html. Acessado em 20 de maio de 2015.

RESENDE, Dayana. Morre ciclista que foi esfaqueado por ladrões enquanto pedalava na Lagoa : médico foi atacado por criminosos, que fugiram com sua bicicleta. O Globo, 20 de maio de 2015. Disponível em http://oglobo.globo.com/rio/morre-ciclista-que-foi-esfaqueado-por-ladroes-enquanto-pedalava-na-lagoa-16209056. Acessado em 20 de maio de 2015.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Trilha do Morro da Urca - Rio de Janeiro - RJ

O Morro da Urca é um dos principais cartões postais da cidade do Rio de Janeiro e oferece ao visitante diversas oportunidades de lazer com acesso fácil e baixo custo. Uma combinação pra lá de boa, não é mesmo?

A primeira é desfrutar a paisagem na Praia Vermelha, localizada na base do morro, em cuja faixa de areia os cariocas costumam relaxar e se divertir nos dias de sol. Aqui o mar forma uma enseada com águas calmas, próprias para banho e prática de esportes como stand up padlle, mergulho, vela, entre outros.

A segunda é realizar uma caminhada na Pista Cláudio Coutinho, construída na encosta do morro e com vista para o mar. Turistas, corredores e ciclistas costumam frequentar o local pela qualidade da pista, clima ameno e beleza natural. Além destes, circulam por aqui praticantes de rapel e pescadores, uma vez que a pista dá acesso a paredões de pedra próprios para quem se dedica a praticar escaladas e ao mar, onde é possível pescar.

E a terceira é realizar a famosa Trilha do Morro da Urca, cujo acesso também se dá pela Pista Cláudio Coutinho. O início é bem sinalizado e muito conhecido, de modo que não há como errar.

Cartazes alertam sobre os cuidados necessários durante a realização da trilha.

Veja estas e outras fotos no álbum Trilha do Morro da Urca (clique aqui) em Abaretiba, nossa página no Facebook.

O percurso


A trilha começa no pé do morro e termina na Estação Morro da Urca do bondinho que faz a ligação com o Pão de Açucar. Do marco inicial ao portão de acesso à estação percorre-se 950m em meio a mata fechada. A parte inicial da trilha é a mais íngreme e requer maior cuidado para evitar quedas devido ao desnível das pedras.

Início da trilha do Morro da Urca.

Quem está acostumado a praticar trilha não terá dificuldades em realizar o percurso em torno de 45min, mas se o seu preparo físico não é lá essas coisas programe-se para 01 hora de caminhada, aproximadamente.

Há trechos bem irregulares.

As árvores que circundam a trilha fornecem sombra e aliviam o calor, mas mantém a terra úmida, deixando o solo escorregadio em algumas partes mesmo em dias de sol. Por isso, é indispensável o uso de calçados apropriados. No dia em que realizamos o passeio avistamos diversas pessoas utilzando sandálias tipo havaianas, rasteirinhas e outros tipos de calçados totalmente inadequados. E não esqueça de levar uma garrafinha de água, pois manter-se hidratado é fundamental nestas horas.

Vista do mirante, com bairro da Urca e Aterro do Flamengo ao fundo.

Ao chegar a uma bifurcação na parte plana da trilha vire à esquerda e siga em frente. A dica é dar uma paradinha no mirante que está logo adiante para descansar e aproveitar a vista da Baia de Guanabara.

Pão de Açucar visto da trilha.

Trilha Transcarioca


A Trilha do Morro da Urca é a última etapa do que é considerado a maior trilha urbana do mundo: a Transcarioca, que vai da Barra de Guaratiba ao Morro da Urca. Com uma extensão em torno de 170km, a Transcarioca tem como objetivo assegurar que os parques do Rio sejam ligados por um corredor ecológico que facilite o fluxo das espécies nativas que ali vivem, criar um grupo permanente de apoio a manutenção destes parques e gerar atividade de recreação acessível a toda população.

Sinalização indicativa da Transcarioca.

Em 2014 cerca de 600 voluntários se uniram para demarcar a trilha com o símbolo que a identifica: uma pegada amarela. Quando você vir esta marca, você estará na Transcarioca!

Subir a pé, descer de bonde


A trilha termina na Estação Morro da Urca, onde é possível dar uma boa descansada, curtir a paisagem e desfrutar da infra-estrutura do local, que conta com banheiros, lanchonetes e algumas lojas de conveniências e lembrancinhas.

A partir de agosto de 2015 as regras para uso do bondinho mudaram. Agora é necessário adquirir o ingresso para descida das 16h às 19h30, no Espaço Baía de Guanabara, na praça de alimentação. Os valores dos ingressos são R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

Trilha do Morro da Urca


Onde: acesso pela Pista Cláudio Coutinho, na Praia Vermelha - Rio de Janeiro - RJ.
Como chegar: a região é bem servida de ônibus - prefira o transporte público, pois pode ser difícil estacionar devido ao grande número de visitantes que se dirigem ao bondinho e a Praia Vermelha.
Horário: a pista abre às 08:00 e o portão de acesso à estação fecha impreterivelmente às 18:00.
Entrada franca. Para descer de bondinho é necessário adquirir o ingresso.

Fonte


WIKIPARQUES. Trilha Transcarioca. Disponível em http://www.wikiparques.com/wiki/Trilha_Transcarioca. Acessada em 07 abr. 2014.

quarta-feira, 18 de março de 2015

No estribo : matando a saudade do bonde de Santa Teresa - Rio de Janeiro - RJ

Dia desses, revisitando o acervo de fotografias, encontrei duas breves filmagens realizadas em 2009 de uma visita ao Rio de Janeiro e que foram tomadas durante um passeio de bonde. Na ocasião, era apenas o registro de mais um turista que visitava o bairro de Santa Teresa pendurado no estribo do bondinho, mas hoje são um documento que retrata como era o sistema naquela época e uma forma de matar a saudade enquanto os novos equipamentos não entram em operação. As imagens foram editadas e legendadas para facilitar a visualização.

Gravação feita em abril de 2009 mostra a passagem do bonde sobre os Arcos da Lapa.

Passados mais de três anos do trágico acidente que encerrou a trajetória dos bondes - e apesar das inúmeras promessas feitas pelas autoridades - o transporte ainda não foi retomado. As novas composições já foram entregues e o trecho de trilhos entre a estação central na Rua Senador Dantas e o Curvelo está pronto. Entretanto, até o momento o sistema encontra-se em fase de testes e não há como fornecer uma previsão de normalização uma vez que todas as datas anunciadas não foram respeitadas.

Um dos novos bondes, na Estação da Senador Dantas.

Os bondes atuais mantém o estilo dos anteriores, mas são mais leves e modernos. Espera-se que também sejam mais seguros e que a manutenção seja permanente.

Composições aguardam fim dos testes para entrar em operação.

Enquanto o bonde não vem, o jeito é matar a saudade revendo as cenas de um tempo em que andar pendurado no estribo era só alegria e uma forma de economizar na passagem.


sábado, 14 de março de 2015

O Rio na crônica visual de Debret - um programa para toda família no Centro Cultural dos Correios - Rio de Janeiro - RJ

Exposição O Rio de Janeiro de Debret traz 120 obras do artista que retratam o dia a dia da cidade no início do século XIX


Sabe aquelas famosas aquarelas que a gente vê nos livros de história, ilustrando os capítulos sobre o Brasil colônia? Pois então, elas podem ser vistas ao vivo e a cores no Centro Cultural dos Correios até o dia 03 de maio de 2015.

A exposição integra os festejos de 450 anos de fundação da cidade do Rio de Janeiro e é uma excelente oportunidade para conhecer detalhes da vida cotidiana da época, retratados fielmente e com riqueza de detalhes pelo grande artista francês.

Pintor francês retratou o cotidiano carioca do século XIX.

Debret veio ao Brasil em 1816 a convide de D. João VI com o objetivo de fundar a Escola Nacional de Belas Artes. Entretanto, isto só viria a ocorrer 10 após a sua chegada! - o que acabou por motivar sua permanência aqui até 1831. Durante este tempo, utilizou seu talento para retratar os feitos políticos que marcaram a formação do Império Brasileiro, como a aclamação de D. Pedro I, e cenas corriqueiras que captava em suas andanças pela capital e arredores.

Organização do evento dispõe de lupas para uso dos visitantes.

Observador sagaz,soube retratar com maestria os costumes da gente simples, em especial os escravos, e sua relação com a elite local. Também retratou tipos populares, como vendedores de rua, soldados, desocupados, aguadeiros e tantos outros. Graças a ele, os pesquisadores podem ter acesso a um acervo que representa como vivia e se comportava a sociedade brasileira no início do século XIX.

Obras de Debret atraem um público expressivo.

A exposição está localizada no segundo andar do Centro Cultural dos Correios (para maiores detalhes, clique aqui) e inclui diversos painéis explicativos com informações sobre o momento histórico retratado, explicações sobre o conteúdo e importância das obras.

Painéis explicativos orientam os visitantes.

Centro Cultural dos Correios

Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro, Rio de Janeiro - RJ
Horário: de terça a domingo, das 12h00 às 19h00
Entrada franca

Fonte

CORREIOS. Sobre o Centro. Disponível em http://www.correios.com.br/sobre-correios/educacao-e-cultura/centros-e-espacos-culturais-dos-correios/centro-cultural-rio-de-janeiro. Acessado em 14mar. 2015.