domingo, 21 de setembro de 2014

No Dia da Árvore nossa homenagem à Maria Gorda

Quem visita a Praia dos Tamoios em Paquetá, Rio de Janeiro, se depara com uma frondosa e robusta árvore que, de tão grande, já avança sobre a rua. Como aqui não transitam automóveis, isto não chega a ser um problema.

Visitantes homenageiam a Maria Gorda.

Trata-se da Maria Gorda, um baobá africano que veio parar em terras cariocas pelas mãos do Dr. José Caetano de Almeida Gomes, em 1907. Com pouco mais de 100 anos, Maria Gorda já ultrapassou os três metros de diâmetro e deve continuar crescendo por um bom tempo, pois esta espécie pode viver de três a seis mil anos! Suas conterrâneas precisaram se adaptar ao clima seco e a escassez de água do solo africano, por isso apresentam ramagem curta e raízes abundantes - o que lhes dá um ar de árvores plantadas de ponta cabeça. Como aqui ela está próxima ao mar e desfruta de condições bem mais favoráveis, ostenta uma espessa cabeleira de folhas que em nada lembra suas irmãs das savanas.

Pachorrenta, simpática e viçosa, Maria Gorda cativou a simpatia popular e acabou servindo de inspiração para lendas e crendices. Uma placa colocada aos seus pés alerta os passantes:

“Sorte por longo prazo
a quem me beija e respeita
mas sete anos de azar
a cada maldade, a mim feita.”

Pelo sim, pelo não, é comum encontrar alguém abraçado a seu tronco em busca de contato com a Mãe Natureza e quiça um pouco de sorte.

Ilha de Paquetá - como chegar


O acesso a ilha é exclusivamente marítmo. Saindo do Rio de Janeiro, o embarque é feito no cais da Praça XV, no Centro da cidade, onde se pode chegar facilmente de ônibus, metrô, táxi ou carro.

Nos meses de calor (outubro a março), a visitação as praias é muito concorrida e ocasiona superlotação das barcas.