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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Retrospectiva Contagem Regressiva #18

Palácio Guanabara


No centro de uma disputa judicial que dura 120 anos, a sede do governo carioca é um belo exemplo de arquitetura neoclássica e reduto de hitórias extraordinárias. Contam que o local foi amaldiçoado por um escravo torturado até a morte, o que explicaria a série de infortúnios que se abateu sobre seus habitantes.

Já o  imbróglio jurídico teve início com a desapropriação do palácio logo após a proclamação da República com um processo aberto em 1895 pela própria Princesa Isabel contestando o ato e reivindicando a posse do local. Este processo tramita até hoje e, ao que tudo indica, não tem previsão para ser concluído.

Palácio da Guanabara - detalhe da escadaria.


Esta foto apareceu no post Palácio Guanabara, publicado no dia 30 de novembro de 2013.

Como parte das comemorações do aniversário do GSMA estamos publicando fotos de momentos marcantes deste primeiro ano de caminhada.


Promoção Gastando Sola No Morro da Conceição 



 O GSMA está completando 1 ano de existência e vamos comemorar com uma caminhada no Morro da Conceição. Será no dia 14 de setembro e o blog está promovendo o sorteio de 30 participantes que irão desfrutar do passeio gratuitamente. Para participar, basta se inscrever clicando aqui! Só não esqueça de clicar no botão QUERO PARTICIPAR.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Jardins do Palácio Guanabara - Rio de Janeiro - RJ

Ao belo e majestoso conjunto formado pelas palmeiras imperiais que ladeim a Rua Paissandú veio somar-se um parque que servia de moldura ao imponente casarão.

Com o passar do tempo esta área verde foi sofrendo significativas mudanças, sendo que a configuração atual data do início do século XX e é resultado de uma reforma realizada em função da visita do Rei de Portugal D. Carlos I. Na ocasião, Afonso Pena, então presidente do Brasil, ordenou a reforma do prédio e seu entorno por considerar que não havia na capital da república um palácio digno para recepcionar tão ilustre visitante.


Vista frontal do jardim.

Detalhe da fonte, onde se destaca Netuno.

O projeto do jardim ficou a cargo do paisagista francês Paul Villon. o qual imprimiu ao local uma forte influência de sua terra natal que se traduz em um grande gramado ornado com vasos em terracota, taças metálicas e um chafariz monumental que utiliza a figura de Netuno cercado por um séquito de crianças cavalgando peixes.

Este chafariz é a peça chave no projeto de Villon e se destaca nitidamente na paisagem, formando um belo conjunto com as palmeiras imperiais ao fundo. A execução da peça ficou a cargo da fundição Val d'Osne - também francesa - e seu autor é Gabriel Dubray, autor de fontes em diversos países da Europa.


O Inverno, com as taças ao fundo.

Em 1920, o jardim sofreu outra grande reforma, desta vez para receber os Reis da Bélgica Alberto e Elizabeth (O mesmo Rei Alberto que veio a falecer logo após sua estada no Palácio, conforme relatado no post anterior, clique aqui para ver). Desta feita a reforma ficou a cargo de Reinaldo Dierberger, paisagista brasileiro. Foi Dierberger o responsável pela inclusão das estátuas em mármore de Carrara, representando as quatro estações do ano. Em 2000 o chafariz de Netuno foi tombado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, através do Decreto 19.011/2000 e em 2011 uma ampla obra de restauração devolveu o esplendor do Palácio e seu magnífico jardim.

O Outono. Dierberger soube harmonizar a intervenção sobre o jardim com os elementos pré-existentes.

sábado, 30 de novembro de 2013

Palácio Guanabara - Laranjeiras - Rio de Janeiro - RJ

Um dos mais significativos, emblemáticos e assombrados locais do Bairro das Laranjeiras é sem dúvida o famoso Palácio Guanabara.

A construção data da metade do século XIX e destinava-se a ser residência de José Machado Coelho, um português radicado no Brasil. Entretanto, o imóvel é mais conhecido por ter sido residência do casal imperial Princesa Isabel e Conde d'Eu até ser desapropriado por ocasião da proclamação da República em 1889.



Vista frontal do Palácio Guanabara.

Brasão da República, colocado após o confisco da residência imperial.

Atualmente, o Palácio Guanabara localiza-se na Rua Pinheiro Machado, mas na época em que lá viva a Princesa Isabel o acesso era feito pela rua Paissandú (perpendicular à Pinheiro Machado), motivo pelo qual o Imperador D. Pedro II mandou ladeá-la com palmeiras imperiais. Boa parte da Rua Paissandú mantém as palmeiras até hoje e  sua presença empresta um ar solene à paisagem.


Detalhe da Escadaria de acesso.


 
O prédio em estilo neo-clássico
 foi totalmente restaurado entre 2009 e 2011.



Após ter sido confiscado pelo Governo Republicano teve usos diversos. Em 1922 hospedou o Rei Alberto, da Bélgica, foi residência oficial de Getúlio Vargas durante o Estado Novo e sede da Prefeitura do Distrito Federal até 1960.

Na década de 70 foi doado ao governo do antigo estado da Guanabara pelo então presidente Ernesto Geisel. A partir da fusão dos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara passou a ser utilizado como sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro, função que permanece até os dias de hoje.








Palácio amaldiçoado


Contam a boca miúda que sobre o Palácio recai uma terrível maldição e que esta seria a explicação para a série de desventuras que se abateram sobre seus ilustres inquilinos: o casal imperial teve o imóvel confiscado e foram exilados na Europa, o rei Alberto veio a falecer de um trágico acidente após sua passagem por lá, o presidente Washington Luiz foi deposto, Getúlio Vargas cometeu suicídio e oito prefeitos não concluíram seus mandatos!

Se estas ocorrências estão relacionadas a eventos sobrenaturais ou não é um mistério. O que se sabe é que um escravo que trabalhava na reforma do casarão durante o período monárquico foi torturado até a morte por um feitor. Revoltado, antes de expirar, sentenciou que nenhum morador daquela casa teria paz enquanto ali vivesse. Pelo sim pelo não, hoje a residência oficial do governador é o Palácio Laranjeiras, próximo o suficiente e distante o bastante para fugir da maldição.