quarta-feira, 30 de maio de 2018

Um susto no Km 104! - Machu Picchu - Peru

Em abril de 2014 realizei um velho sonho de infância há muito adiado: conhecer Machu Picchu. E como não podia ser diferente, decidi fazer isso no melhor estilo gastadores de sola, ou seja, através da famosa Trilha Inca.

Uma vez decidido o destino e a forma de atingi-lo começaram os preparativos para a empreitada, com a contratação de uma operadora responsável pelo suporte e infraestrutura, escolha de equipamentos, corridas para aumentar o condicionamento físico e muita pesquisa na internet para saber o quê iria encontrar pelo caminho. Havia optado por fazer a Trilha Inca Curta, que é percorrida em apenas um dia, e lembro de achar estranho que, ao analisar os relatos sobre a trilha, todos se referiam ao ponto de partida como sendo o km 104 - nunca uma estação ou ponto de controle. Apenas aquele enigmático marco cravado na ferrovia.

Finalmente chegou o dia da viagem e lá fui eu cheio de expectativas. Depois de três dias de aclimatação em Cuzco devido a altitude, finalmente chegou o momento de dar início a tão desejada Trilha Inca. A operadora contratada enviou uma van que me levaria a Ollantaytambo para dali tomar o trem que segue para Águas Calientes. O motorista deu as orientações necessárias e informou que um guia estaria me aguardando na parada do trem - no quilômetro 104!  Até aí tudo certo, embarquei e curti o passeio despreocupadamente.

Na estação de Ollantaytambo, durante o embarque dos passageiros, o condutor perguntava a cada um aonde iria descer e, obviamente, disse que seria no tal quilômetro 104. A viagem seguiu sem maiores incidentes e a certa altura o trem parou em meio a uma mata fechada, literalmente no meio do nada. Havíamos chegado ao ponto de início da Trilha Inca Curta. Simplesmente não havia estação, plataforma ou qualquer tipo de estrutura. A composição parou e os que iriam percorrer a trilha desceram. Simples assim.

A ferrovia que leva a Águas Calientes segue por uma zona de mata.

Até aí tudo bem. Como vários passageiros haviam  descido comigo deduzi que era ali mesmo que tinha que estar e que bastava aguardar pelo guia, conforme o combinado.

Entretanto ... Aos poucos os grupos foram se organizando em torno de seus respectivos guias e se afastando para dar início a caminhada. Eu ali esperando e nada. Olhei em volta e comecei a ficar realmente preocupado, pois estávamos num lugar ermo. O trem partira e não havia possibilidade de retorno.

No Km 104 descem aqueles que irão fazer a Trilha Inca Curta.

Quando vi que a última leva se preparava para partir fui até o responsável pelo grupo para explicar minha situação e perguntar o quê deveria fazer. Afinal o meu guia não havia comparecido ao ponto de encontro e eu estava sozinho num lugar desconhecido. O rapaz foi muito gentil e me convidou a acompanhá-los até o Posto de Controle de Chachabamba. Segundo ele, lá eu poderia ficar aguardando e ao menos poderia contar com algum apoio dos guardas se necessário. Entretanto não poderia entrar no parque, uma vez que a presença de um guia é requisito obrigatório.

Posto de Controle de Chachabamba.

Confesso que nesse momento comecei a ficar aflito, mas felizmente o desconforto não durou muito tempo mais. Lá pelas tantas o rapaz que me orientara apontou para uma ponte que havíamos cruzado para chegar ali e disse, meio divertido:

- Creio que aquele ali é o teu guia!

Olhei para onde ele apontava a tempo de ver alguém correndo afobado, sem se preocupar com a fragilidade daquela velha ponte de madeira. De fato era ele que, após perceber que eu não estava no ponto de encontro, vinha em desabalada carreira rumo ao Posto de Controle!

Seu nome era Richard e, conforme me contou mais tarde, no dia anterior decidira dormir num povoado próximo à ferrovia e de lá ir ao meu encontro no quilômetro 104. Infelizmente, ao deixar a aldeia fora atacado e mordido na perna por um cachorro!! O estrago havia sido considerável, mas ele fora até lá, justamente para não deixar o cliente (no caso, eu) na mão.

Realizados os procedimentos de praxe para ingressar no parque fomos tratar do ferimento, que felizmente não era assim tão grave, embora inspirasse cuidados - o cachorro cravara os dentes com vontade!! Fizemos um curativo e cogitei seriamente em cancelar a trilha, pois é preciso lembrar que além do machucado havia a questão do animal estar contaminado com o vírus da raiva. Richard insistiu dizendo que estava bem. Além disso, o fato é que não havia muito o quê fazer, uma vez que onde estávamos não havia recursos. Ou seja, para consultar um médico era preciso ir até nosso destino final: Águas Calientes, passando por Machu Picchu.

Superado o susto inicial percorremos a trilha sem maiores percalços. A dificuldade, para mim, ficou por conta da altitude. Para se ter uma ideia, o Posto de Controle de Chachabamba está a uns 2.100m acima do nível do mar e Intipunku, o ponto mais alto da trilha, a 2.700m, o que significa uma caminhada de 14km de extensão com um desnível de 600m a ser vencido num ambiente de ar rarefeito. Para superar este desafio preparo físico é fundamental, mas a atitude mental não pode ser negligenciada. Com a fadiga pode vir o desânimo e se isto ocorrer será extremamente penoso concluir a jornada.

O guia Richard, refeito e pronto para seguir em frente.

Bom humor é fundamental


O susto foi grande, mas serviu para ensinar uma lição valiosa. Em momentos de apuro é fundamental manter a calma e o bom humor. Isso ajuda, e muito, a tomar decisões mais acertadas, mesmo quando as opções são limitadas.

No final daquele dia eu e Richard já havíamos estabelecido uma relação de convívio muito saudável, reforçada pela superação daquela dificuldade inicial e que dificilmente seria alcançada se eu me mostrasse irritado ou mesmo agressivo com o atraso. As vezes é fundamental saber se colocar no papel do outro para compreender melhor seus motivos.

Veja o álbum de fotos Trilha Inca Curta em nossa página no Facebook, clicando aqui.
Para saber mais sobre a Trilha Inca leia o post Trilha Inca Curta.

Enfim a pose clássica com Machu Picchu ao fundo - foto de Richard Cerón.

Blogs Participantes

Esse post integra a blogagem coletiva Perrengues de Viagem, uma iniciativa do grupo Pequenos Grandes Viajantes, do qual o GSMA faz parte !! Todo mês seus membros elegem um tema sobre o qual os participantes expõem o seu ponto de vista.

Aproveite para conhecer outras histórias sobre perrengues dos demais blogs participantes:
  1. Destinos por onde andei... - Perdida em Roma, Itália;
  2. Atravessar Fronteiras - Um perrengue de viagem que rendeu um DVD ao vivo
  3. Viajando por Aí - Cuidados em um safari: algumas regrinhas para não levar um susto
  4. Mariana Viaja - Sobre mosquitos e os perrengues que (por causa deles) já passei viajando...; 
  5. Cantinho de Ná - O passeio foi cancelado? Não insista, é a melhor decisão
  6.  Ligado em Viagem - Perrengues que já passamos em hotel e como evitá-los;
  7. Foco no Mundo - Perrengues no aeroporto: o que fazer quando algo dá errado?;
  8. Viagens Invisíveis - Nossos maiores perrengues de viagem.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Pousada Recanto João de Barro - Cunha - SP

A Pousada Recanto João de Barro fica no simpático bairro residencial Vila Rica, um lugar com pouco movimento e bem arborizado - duas qualidades importantes para quem vive numa metrópole agitada e barulhenta como nós que moramos no Rio de Janeiro.

O chalé no qual ficamos hospedados

O atendimento é feito pela proprietária, Sra Lisângela, que aproveitou a área livre do terreno da propriedade onde mora para construir três chalés de alvenaria. Todos dispõe de quarto, sala, banheiro e cozinha, sendo que um está equipado com lareira. Como o terreno é alto e os chalés foram construídos na encosta, tem-se uma visão privilegiada do centro da cidade. Outro ponto de destaque é a bela área verde que cerca as habitações, onde uma grande variedade de pássaros vem fazer a festa, principalmente pela manhã.

Curtindo a tranquilidade na varanda

O chalé no qual ficamos possuía uma cama de casal e uma de solteiro. Era bem espaçoso, inclusive o banheiro, peça muitas vezes negligenciada em hotéis e pousadas de todos os níveis. O diferencial era a pequena varanda onde tomávamos nosso café da manhã curtindo a tranquilidade do lugar.

Próximo à pousada há diversos ateliês de cerâmica que podem ser visitados a pé. A Casa do Artesão também fica nas imediações e é um lugar que vale a pena conhecer.

Em contrapartida, não há bares, restaurantes, farmácias ou mercadinhos nas imediações. O comércio de um modo geral está localizado apenas no centro da cidade. No período em que ficamos hospedados não estava sendo servido café da manhã na pousada e por isso tivemos que manter a despensa sempre abastecida para o dia seguinte.

Pousada Recanto João de Barro


Site: http://www.recantojoaodebarro.com
Endereço: Rua Geronimo Mariano Leite, 390 - Vila Rica - 12530-000 - Cunha - SP
Telefone: (12) 3111-1584
Celular: (12) 9.9719-1263
E-mail: lisangelamat@gmail.com

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Hotel Fazenda Recanto Sarandy - Paraíba do Sul - RJ

No apagar das luzes de 2017 fomos gastar sola em Paraíba do Sul, no interior do Rio de Janeiro, e desta vez a proposta era ter um contato maior com a natureza. Por isso optamos por nos hospedar no  Hotel Fazenda Recanto Sarandy, que está próximo da cidade, mas numa zona rural muito tranquila e cercada de verde por todos os lados.

Portão principal do Recanto Sarandy

O recanto fica no Caminho Novo da Estrada Real

O Recanto Sarandy oferece três modalidades aos seus usuários:

  • Day use: mediante uma pequena taxa o cliente pode desfrutar de uma grande área de lazer com churrasqueiras, piscinas, restaurante entre outras atrações;
  • Cabanas: pequenos chalés de madeira; e
  • Hotel.

Ficamos hospedados no hotel, que conta com uma boa infraestrutura. As instalações são relativamente novas e bem conservadas. O quarto é confortável, só achamos o banheiro um pouco apertado. No primeiro piso há um refeitório que pode ser utilizado para refeições trazidas pelos hóspedes, uma vez que o restaurante fica na área do Day Use.

Neste local, hoje Recanto Sarandy, Fuincionava uma estalagem, construção do século XIX, que provavelmente, servia para pouso de tropas e venda de produtos alimentícios para abastecer os moradores da região e viajantes do Caminho Novo da Estrada Real.

Este caminho é conhecido pelos historiadores com “Caminho Novo da Estrada Real”. Mais tarde, Tiradentes pregou os ideais da inconfidência, sendo ele, o alferes responsável pela fiscalização das tropas que passavam pelo Caminho Novo e a cobrança do “quinto do ouro”.

As meias são para curar as marcas da última travessura.

Vista do pátio principal


Recanto Sarandy

Site: http://www.recantosarandy.com.br
Endereço: Estrada da Palestina 1558 - Limoeiro - Paraíba do Sul / RJ
Fone: +55 (24) 2263-2239
Whatsapp: +55 (24) 98826-2617 / 998828-8078
Celular: (24) 98826-2617 / 998828-8078
E-mail: recantosarandy@hotmail.com

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Por onde andamos, para onde vamos! - Retrospectiva 2017

O bom de fazer uma retrospectiva é poder olhar para trás e perceber que o tempo não passou em vão. Até porque somos tão absorvidos pelo cotidiano que tendemos a focar no momento presente e acabamos por perder a visão geral dos acontecimentos.

Por onde andamos


Para nós do GSMA 2017 foi um ano de altos e baixos: estivemos no alto das montanhas de Petrópolis e mergulhamos nas águas cristalinas das lagoas dos Lençóis Maranhenses! Além disso, tivemos oportunidade de gastar sola em diferentes lugares, dos quais selecionamos aqueles que julgamos os melhores do ano.

Ainda estamos devendo alguns relatos sobre essas peripécias, mas faremos o possível para colocar o serviço em dia num futuro próximo - e isso fica valendo como promessa de ano novo. No mais, esperamos que você continue conosco em 2018 e que nossas andanças sirvam de inspiração para outros gastadores de sola como nós.

Logo no início do ano subimos ao Pico da Ventania, em Petrópolis, em busca da Golden Hour, durante a realização de um curso que reuniu duas de nossas paixões: trilha e fotografia, nesse caso fotografia de montanha!

Num domingo preguiçoso resolvemos dar um pulinho na Ilha dos Amores e o que seria apenas um passeio despretensioso acabou sendo uma bela surpresa gastronômica na Casa de Artes Paquetá. Vale a pena conferir as descrições super criativas do cardápio e - é claro - saborear os pratos ali preparados.

Gastando sola em Carrancas

Estivemos em Carrancas, Minas Gerais, gastando sola na famosa Trilha da Onça, a qual não encontramos - a onça, não a trilha. Em compensação trouxemos imagens incríveis que você pode conferir no nosso perfil no Instagram com a #gsmacarrancas  e nos álbuns do Facebook:


Em junho partimos para uma expedição fotográfica neste que é considerado um dos lugares mais singulares e belos do planeta, os Lençóis Maranhenses. Com insipiente infra-estrutura e ainda pouco explorado pelos turistas, a região reúne as condições ideais para fotografias de natureza. Essa aventura ainda precisa ser contada em maiores detalhes, mas já adianto que voamos num avião sem porta! Confira as imagens no nosso perfil no Instagram: #gsmalencoisma.

Dando continuidade ao aperfeiçoamento de fotografia de montanha estivemos no Parque Estadual dos Três Picos para uma expedição fotográfica assistida. Até hoje esse evento é comentando entre os participantes devido a intensa névoa que pairou no parque na ocasião. Somente no último dia o tempo abriu e conseguimos ver os famosos três picos que dão nome ao lugar. Claro que nem isso impediu os registros, que você pode conferir no Instagram: #gsmatrespicos e no Facebook: Gastando Sola no Parque Estadual dos Três Picos.

Casario colonial no Centro Histórico de Salvador

Recentemente estivemos na Bahia, gastando sola nas ladeiras do Pelourinho e desfrutando da Gastronomia Baiana. Rolou muita coisa bacana por aqui, inclusive uma aventura em alto-mar com direito a deriva na Baia de Todos os Santos!! Não perca os próximos capítulos. Enquanto isso, você pode conferir as fotos no Instagram: #gsmasalvador e no Facebook:

E duas novidades que não são destinos de viagem, mas também merecem destaque:
  • A partir de setembro o GSMA está em sua nova sede. Finalmente nossa redação deixou de ser apenas uma escrivaninha para se tornar uma sala exclusiva. Mais conforto na hora de contar o que andamos aprontando por aí e mais espaço para acondicionar equipamentos, arquivos, fotos e toda a tralha indispensável ao bom gastador de sola;
  • Em meados de dezembro passaremos a contar com o apoio de uma viatura própria para trilhas e viagens. Agora, além de gastar sola, vamos queimar asfalto!!

Para onde vamos


Pra variar, planos é o que não falta. Nossa lista de desejos só fez crescer nos últimos tempos e haja fôlego para dar conta de tanto lugar bacana pra conhecer.

Realizar a travessia do Vale do Pati, na Chapada Diamantina, continua sendo prioridade e já estamos trabalhando nisso com muito carinho. Continuam na fila a Travessia Petrópolis x Teresópolis, Nova Zelândia, Torres Del Paine (no Chile), África e Madagascar.

Por fim, a chegada da viatura nos dará mais mobilidade, permitindo que possamos abrir um novo capítulo em nossas histórias com relatos de road-trips.



Blogs Participantes


Esse post integra a blogagem coletiva #retrospectivaviagens2017, uma iniciativa do grupo Pequenos Grandes Viajantes, do qual o GSMA faz parte !! Todo mês seus membros elegem um tema sobre o qual os participantes expõem o seu ponto de vista e com o final do ano chegando o tema não poderia ser outro, não é mesmo?

sábado, 25 de novembro de 2017

Gastronomia baiana - muito além do acarajé - Salvador - Ba

Uma das melhores coisas de viajar é ter a oportunidade de conhecer lugares, fazer amigos e descobrir novos sabores. Por isso, sempre que saímos a gastar sola por aí, fazemos questão de experimentar aquilo que o local tem a oferecer, mesmo que as vezes pareça estranho ou esquisito.

Curtimos muitos momentos sensacionais na Bahia - boa parte deles em volta de uma mesa - e esperamos que nossos leitores possam ter também experiências tão boas e divertidas como as que tivemos. Essa pequena lista reúne lugares que ficaram em nossa memória afetivo-gastronômica e está longe de ser exaustiva, tendo em vista a grande variedade de bares, restaurantes e barracas existentes em Salvador.

Salvador


Restaurante Escola do SENAC - a opção perfeita para quem quer conhecer os diferentes sabores da típica culinária baiana num só lugar. Sabendo disso por já ter gasto sola por essas bandas algumas vezes, essa foi a nossa escolha para o primeiro almoço em terra de Jorge Amado. Além da extensa variedade de seu buffet (40 pratos, mais 12 sobremesas), o restaurante se destaca pela qualidade de seu atendimento - detalhe: os alunos vestem trajes típicos da época do Brasil Colônia -  e por suas instalações. Os clientes são servidos num amplo salão no segundo andar de um casarão localizado num dos pontos turísticos mais visitados de Salvador, o Largo do Pelourinho. Aqui um almoço para duas pessoas com duas caipirinhas, refrigerante e água mineral saiu por R$ 135,00.

D. Renata degustando um efó no Restaurante do SENAC

Soho - para encerrar o primeiro dia, jantar com amigos na marina, com vista privilegiada da Baia de Todos os Santos e, graças ao piso de vidro, do ambiente marinho abaixo de nós. Aqui a especialidade é comida japonesa num ambiente sofisticado. As porções estão longe se serem generosas e o preço está acima da média, mas é perfeito para quem gosta de desfrutar de uma boa refeição com charme e elegância. Destaque para os Mojitos, que estavam sensacionais!

Paranauê - apesar do nome lembrar a Capoeira, esse simpático restaurante oferece opções bem variadas de pratos quentes e frios, inclusive de comida típica baiana. Buffet livre no almoço (R$ 23,99 na ocasião). Tem a vantagem de ser muito acessível para quem está fazendo o circuito dos fortes da barra, pois está próximo do Farol e do Forte de Santa Maria. Endereço: Av. 7 de Setembro, 4191, Barra.

Abará da Vovó - quem deseja provar o autêntico sabor do mais famoso mata-fome baiano precisa dar umas dentadas no acarajé preparado pelo Ulysses, esse simpático senhor que fica pilotando o fogão e atendendo aos clientes ao mesmo tempo. O menu é bem variado e inclui tanto petiscos quanto refeições, como carneiro ensopado e xinxim de galinha. O estabelecimento é pequeno, mas aconchegante, com mesinhas na calçada para acomodar os fregueses. Fica próximo ao Centro Histórico e foi uma delícia ficar por ali, jogando conversa fora e degustando uma cervejinha bem gelada. Fica na Rua Direita de Santo Antônio, 18, próximo à Cruz do Pascoal.

Rua do Carmo

Cadê Q'Chama? - a mais legítima comida caseira que provamos em Salvador. Talvez porque preparada pela mãe do Alex, o rapaz que nos atendia tanto para o almoço como para o jantar. Diga-se de passagem que ela é uma cozinheira de mão cheia. Os pratos são bem servidos, deliciosos, bem temperados, mas sem exageros. Ambiente simples, próprio para quem gosta de desfrutar de uma boa refeição sem muita frescura. Destaque para o sanduba Bodeado, que é feito com uma calabresa de bode que deixou saudades. Fica na rua do Carmo 21, também próximo à Cruz do Pascoal. E antes que alguém pergunte: o nome é uma referência a uma expressão típica da Bahia. Quando alguém faz uma festa ou um programa legal aquele que ficou de fora lasca um cadê que chama? a guiza de porque não me chamou?!.

A Cubana - era um dia quente e subíamos uma das ladeiras do Pelourinho quando paramos em frente a uma sorveteria. Ficamos naquele entra-não-entra, será que é bom? quando um senhor parado na soleira da porta, vendo nossa indecisão falou:
- Aqui se serve o melhor sorvete de Salvador!
Depois dessa provocação é claro que entramos para conferir e foi assim que conhecemos a mais tradicional sorveteria soteropolitana que, curiosamente, foi fundada por um imigrante espanhol! No Elevador Lacerda há outra loja com a mesma qualidade, mas com uma vista bem melhor. A dica é aproveitar o final da tarde, apreciando o por-do-sol.

Kimukeka - Sem dúvida um dos melhores restaurantes de comida baiana de Salvador. Há diversas unidades espalhadas por diferentes pontos da cidade. Estivemos no que fica no Jardim Armação em duas ocasiões: num domingo para almoço com amigos e uma parada rápida para uma casquinha de camarão com cerveja. Apesar de muito procurado aos finais de semana - prepare-se para aguardar numa fila - sempre fomos muito bem atendidos. As moquecas são primorosas, bem preparadas e servidas em porções generosas. Fica na Av. Octávio Mangabeira, 136 - Jardim Armação.

A Porteira - comida típica nordestina com forte influência das tradições sertanejas. Depois de experimentar tanto peixe e moqueca em nossas andanças pela Bahia, resolvemos variar um pouco. Por isso, aproveitei para matar a saudade de uma carne de fumeiro, que veio de acordo com as minhas melhores lembranças. Quem conhece sabe como é bom e quem ainda não provou não sabe o quê está perdendo!

Itaparica


Chegar ao restaurante faz parte da diversão

Manguezal - estivemos aqui quando fizemos o passeio de escuna pela baía, pois é o ponto de parada para almoço oferecido pela operadora turística. Fica na Ilha de Itaparica e é muito simpático. A emoção fica por conta do desembarque / embarque, que é feito em botes, uma vez que não há trapiche por aqui. Comida baiana típica combinada com o trivial variado servido no estilo self-service. Ambiente agradável, entre a praia e o mangue, com redes a disposição dos clientes. R$ 99,00 para duas pessoas, incluindo cerveja e refrigerante.

Praia de Guarajuba


A mariscada do Seu Camilo

Barraca do Camilo - no dia em que fizemos o passeio à Praia do Forte almoçamos em Guarajuba por indicação do motorista que havíamos contratado. A praia em si é um espetáculo, com mar tranquilo, água limpa e coqueiros por toda a orla. Coisa de cinema. Isso sem falar que nesse dia havia poucas pessoas na praia e reinava a maior tranquilidade. Na hora de fazer o pedido ficamos em dúvida sobre o quê seria melhor. Nisso o rapaz que estava nos atendendo sugeriu que pedíssemos a mariscada, explicando que era um bom prato, bem servido, com muita variedade, etc. Achei meio estranho, pois mariscada para mim é um prato feito apenas com ... mariscos! Ledo engano. Veio de tudo: lagosta - enorme - camarão, polvo, peixe frito, pitú mais acompanhamentos: arroz, farofa, vinagrete e pirão, tudo preparado com muito capricho. Serve três pessoas tranquilamente. Incluindo as bebidas a conta ficou em R$ 163,00.

Veja essas e outras imagens de Salvador em nosso perfil no Instagram (clique aqui).

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Pousada Colonial - Salvador - BA

Em outubro a equipe do GSMA foi reabastecer as energias gastando sola pelas vielas históricas de Salvador, na Bahia. Foi uma viagem maravilhosa, repleta de descobertas, aventuras e - é claro! - muito axé!! E para dar conta de tanta atividade, contamos com um lugar aconchegante para descansar e nos preparar para as peripécias do dia seguinte: a Pousada Colonial.

Aliás, o nome diz tudo, uma vez que a pousada fica num antigo casarão - colonial - reformado para abrigar seus hóspedes com charme e conforto. Há três tipos de acomodações: Standart, Duplo Superior e Premium.

Os quartos tipo standart ficam no térreo e não possuem janelas, sendo mais indicados para estadias curtas. Se não for esse o caso a dica é optar por outra categoria de aposento. Durante nossa estada tivemos a oportunidade de passar duas noites num quarto tipo Duplo e as demais num Premium. A principal diferença entre eles é o espaço disponível, pois no quesito conforto ambos são equivalentes. Para se ter uma ideia, basta dizer que o quarto Premium possuía uma área superior ao dobro do Duplo.

Localização privilegiada


Um dos pontos fortes da Pousada Colonial é estar localizada a aproximadamente um quilômetro do Pelourinho, maior atração do Centro Histórico de Salvador, e a menos de 500 metros do Forte da Capoeira e da Igreja de Santo Antônio, também importantes pontos turísticos da cidade. E com um detalhe muito importante, que faz toda a diferença para gastadores de sola como nós: o caminho até eles é repleto de casarões e marcos da arquitetura colonial, como a Coluna do Pascoal e o Convento do Carmo.

Rua Direita de Santo Antônio

E como saco vazio não pára em pé, é bom lembrar que nas imediações encontram-se diversos bares e restaurantes que fazem a alegria tanto dos turistas quanto dos locais quando bate aquela fome. Há opções para todos os gostos e bolsos, numa variedade que inclui desde comida vegana até sanduíche de calabresa de bode!!

Atendimento


Para completar, fomos super bem atendidos por toda a equipe da pousada, que - sob a batuta de Deo e Heli, proprietários do estabelecimento - tornaram nossa passagem por Salvador ainda mais agradável.

Aliás, deixo aqui meu agradecimento a Heli por ter se preocupado em oferecer todos os dias opções sem lactose no café da manhã. Só quem tem alguma restrição alimentar saberá o quê isso significa!

Quarto Duplo Superior

Varanda do quarto Duplo Superior

Área de convivência

Corredor de acesso ao refeitório

Quarto Premium

Quarto Premium

Pousada Colonial

Endereço:Rua Direita de Santo Antônio, 368
Santo Antônio Além do Carmo
Salvador - BA
40301-280 - Brasil
Telefone:+55 71 32433329 | +55 71 98612-2832
E-mail:reservas@colonialpousada.com
Site:http://www.colonialpousada.com

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Chapada dos Veadeiros pede socorro - Alto Paraíso - GO

A Chapada dos Veadeiros é um dos lugares mais belos e exuberantes do Brasil. Ou pelo menos era, já que há mais de 10 dias um incêndio vem devastando essa importante reserva do bioma do cerrado. Até agora pelo menos 15% da área total do parque já foi devastada, o que significa a morte de milhares de animais.
Isso sem falar que a Chapada é o habitat de diversas espécies em vias de extinção ou que são específicas da região, como o lobo-guará e a onça pintada.

Crédito da foto: ICMBio

Os prejuízos materiais para as populações do entorno são incalculáveis. A visitação está suspensa - lembrando que o turismo é a principal fonte de recursos para essas pessoas - sem falar na destruição de instalações, lavouras e propriedades. Em suma, uma tragédia.

Crédito da foto: ICMBio

Foi montada uma rede de divulgação em busca de apoio. Se você puder ajudar, seja como for, entre em contato pelas mídias sociais:

Instagram: @redecontrafogo.veadeiros;
Facebook: @redecontrafogo

A Chapada dos Veadeiros pede socorro. Precisamos atender a esse apelo!